13/02/2012 atualizado às 19:00
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Taxa baixou quase 20 por cento

Ministra considera "notável" diminuição dos chumbos

A taxa de chumbos e desistências caiu no último ano lectivo em todos os ciclos do ensino básico e no ensino secundário. O trabalho de professores e escolas mereceu o destaque de Maria de Lurdes Rodrigues.

10:17 Sábado, 1 de março de 2008
Governo admite que resultados foram melhores do que aquilo que se esperava
Governo admite que resultados foram melhores do que aquilo que se esperava

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou hoje "notável" a diminuição em quase 20 por cento da taxa de chumbos e retenções no último ano lectivo, atribuindo este resultado ao trabalho desenvolvido pelos professores e pelas escolas.  
  
"É uma melhoria notável que só se pode ter verificado em resultado do trabalho dos professores e das escolas com os seus alunos, um trabalho de recuperação das aprendizagens, mas também de diversificação das ofertas formativas, respondendo às expectativas dos alunos", afirmou a ministra, em declarações à agência Lusa.  
 
De acordo com dados do ME a que a Lusa teve hoje acesso, este indicador relativo ao ensino secundário caiu 5,8 pontos percentuais entre os anos lectivos de 2005/06 e 2006/07, passando de 30,4 para 25,6 por cento, respectivamente, o que representa uma diminuição de 19 por cento.  
 
Já no ensino básico, a taxa de retenção e desistência passou de 10,6 para 10,0 por cento entre 2005/06 e 2006/07, sendo que em 2004/05 situava se nos 11,5 por cento.  
 
Admitindo que estes resultados foram melhores do que aquilo que o Governo esperava, Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou medidas como o aumento da oferta dos cursos de educação e formação no básico, dos cursos profissionais no secundário, o plano de acção para a matemática, o plano nacional de leitura, entre outras, para justificar os novos valores relativos à retenção. 

"São medidas de enquadramento político positivo e favorável, mas o essencial foi o reforço do tempo de trabalho dos professores com os alunos", afirmou. 
  
Por outro lado, destacou negativamente os 7,5 por cento de chumbos e desistências verificadas no 2º ano de escolaridade no último ano lectivo, admitindo mesmo tratar-se de um número "dramático" que deveria rondar os três por cento. Em 1995/96 atingia os 15,9 por cento.  
  
"É um valor inaceitável e temos aqui um problema que os peritos associam às dificuldades de aprendizagem na leitura. Temos que intervir no interior das escolas, nas práticas pedagógicas e nas práticas de recuperação para tentar diminuir este valor, que é elevadíssimo", afirmou a ministra da Educação, em declarações à Lusa,   
 
No 1º ano da antiga primária a taxa de retenção é zero e no 3º e 4º anos é de 3,2 e 4,5 por cento, respectivamente.  
 
Questionada sobre os valores a atingir nos próximos anos lectivos, a ministra da Educação não quis adiantar objectivos: "A meta que temos é continuar a baixar estes valores e não temos nenhuma razão para pensar que isso não vai acontecer, pelo contrário".  
  
Em relação à contestação dos professores, bastante forte nos últimos dias com manifestações um pouco por todo o país, Maria de Lurdes Rodrigues afirma que "a insatisfação dos docentes em nada interfere no trabalho que desenvolvem com os seus alunos".  
 
"Estes dados são um factor positivo para os professores e para a confiança que as famílias podem ter no seu trabalho no interior da escola", concluiu a ministra.  


"Estatísticas podem esconder realidades muito complicadas"

A Fenprof atribuiu hoje ao trabalho dos professores a redução do insucesso escolar anunciada pelo Governo e considerou que é preciso saber se à quebra nas taxas de abandono e retenção corresponde um aumento da qualidade do ensino.

"A alegada melhoria deve-se de facto ao trabalho dos professores", considerou Mário Nogueira, da Federação Nacional de Professores (Fenprof).

"O Ministério da Educação (ME) vem dizer que reconhece agora isto e temo que essas palavras sejam tardias e até soem a falso a um ano das eleições e vindas de um ministério que está a sofrer contestação e andou a passar a ideia de que os professores tinham era de se mexer e de deixar de estar sentados à lareira", acrescentou, considerando que "o Ministério não tem recuperação e perdeu em definitivo os professores".

O sindicalista realçou ainda ser preciso saber se ao aumento da taxa de sucesso escolar corresponde também um aumento da qualidade do ensino.

"Às vezes as estatísticas escondem realidades muito complicadas e acabam por fazer com que os problemas se percebam menos", afirmou Mário Nogueira, salientando que "é preciso saber se com o aumento das taxas de sucesso aumentou também a qualificação dos alunos, porque os resultados consistentes em educação não são obtidos de um ano para o outro".

O dirigente afirmou ainda que o segundo ano de escolaridade continua a ser o primeiro em que se verificam casos de reprovação, uma situação que atribui "à falta de apoio e a cada vez menos condições que existem para que a escola seja inclusiva".

"O Ministério tem vindo a retirar condições para crianças com necessidades educativas especiais", disse, salientando que estas "crianças com dificuldades estão em turmas com 25 colegas", que em muitos casos juntam ainda vários anos de escolaridade, e não em turmas de dimensão reduzida, como deveriam.


"Está na hora! Ministra vai-te embora!"

Um total de 3.500 professores do Minho, vestidos de preto e empunhando velas, concentrou-se ontem à noite no centro de Braga, numa vigília de protesto exigindo a demissão da Ministra da Educação.

Os docentes, oriundos de todo o Distrito, começaram a concentrar-se às 21h30 na zona da Arcada. Logo que o seu número aumentou, desfilaram pelas ruas do centro histórico, rumo ao edifício da Câmara Municipal de Braga, onde, acenaram com lenços brancos, dizendo: "Está na hora! Ministra vai-te embora!".

"Exigimos a saída da Ministra e a mudança das políticas educativas, que afrontam os professores pondo-os contra os pais e a sociedade", afirmou à agência Lusa, Osvaldo Santos, professor em Guimarães, no meio de um grupo de colegas que manifestava concordância com a sua opinião.

Uma outra docente, Natália Gomes, sustentava que "o actual Governo venceu as eleições com o voto de muitos dos professores que hoje o contestam", vaticinando que tal não voltará a suceder. "Com o nosso voto não regressam ao poder", comentou a mesma professora.

A maioria dos professores presentes, ouvidos pela agência Lusa, dizem que nas escolas se vive "um estado de grande desilusão" que se está a transformar em "espírito de revolta". "Vamos todos a Lisboa à manifestação de 8 de Março", afirmam.

Garantindo que a manifestação de Braga não teve organização de qualquer estrutura sindical ou partidária, os docentes criticaram as medidas do Ministério, como é o caso do sistema de avaliação, do novo modelo de gestão das escolas e do novo estatuto do aluno.

Osvaldo Santos lamentou que o clima que se vive nas escolas seja de grande instabilidade e de angústia, com os professores a temerem pelo futuro em termos profissionais e a sentirem-se "diariamente maltratados" pelas posições do Ministério.

"Este Governo em geral e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em particular, mostraram já que apenas sabem impor medidas sem diálogo com aqueles a quem se dirigem", afirmou.

Entre os manifestantes, alguns deles professores da Universidade do Minho, havia quem dissesse que "o mau clima que se vive nas escolas só não prejudica os alunos, porque a classe tem sabido manter-se firme no seu profissionalismo".

"A escola pública, que tem de ser para todos, não pode ser gerida com autismo e arrogância", sublinhou aquele docente, frisando que os professores não temem ser avaliados, querem é uma avaliação séria e não pensada para os impedir de prosseguir na carreira.

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Pudera!!!...
S.F. (seguir utilizador), 1 ponto , 10:38 | Sábado, 1 de março de 2008
...Com o facilitismo que impera no nosso sistema educativo!
 
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    É... é um facilitismo do caraças...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 9:20 | Domingo, 2 de março de 2008
Cada um vê o que quer ver
república dos banana (seguir utilizador), 1 ponto , 10:40 | Sábado, 1 de março de 2008
è notável sim, a partir do momento que os professores passaram a ser quase obrigados a passar todos os alunos, realmente essa baixa do abandono tornou-se notável, mais interessante seria saber se isso serviu para alguma coisa e se os alunos que agora têm sucesso sabem mais do que sabiam antes. Factos, factos é que essa taxa de aprovação é administrativa e que esses alunos nada sabem e saem do sistema sem nada saberem; é isto sucesso? a mim mais me faz lembrar o novo código de justiça que colocou na rua assassinos, pedófilos, ladrões e toda uma corja de mal-feitores...os crimes não cessaram, apenas passou a haver um sucesso tremendo na diminuição do numero de processos em tribunal.
 
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As explicações vão diminuir 40%.
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:20 | Sábado, 1 de março de 2008
A taxa de chumbos e desistências caiu no último ano lectivo em todos os ciclos do ensino básico e no ensino secundário?
Um dos problemas dos professores é que se os alunos não chumbarem nem puderem ser retidos os pais dos alunos resolvem vários problemas:
• As visitas às escolas quando há problemas passam a zero.
• As prendas aos professores passam a zero.
• Já não é obrigatório cumprimentar o Sr. Dr.
• O professor tem de entrar a horas porque os alunos, os auxiliares de educação e os pais podem acusá-los.
• As explicações descem 40% no mínimo.
• Só os malucos da ciência é que vão investir para estudar e, portanto, desejam apoio extra.
 
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    Re: As explicações vão diminuir 40%.    Ver comentário
república dos banana (seguir utilizador), 1 ponto , 11:47 | Sábado, 1 de março de 2008
Mas algumas passagens é pela via administrativa
libertino (seguir utilizador), 1 ponto , 13:25 | Sábado, 1 de março de 2008
Clara que é sempe de regosijar o sucesso, mas quando resulta do trabalho e empenhamento. Tal, porém, não acontece com a Ministra. O seu suposto sucesso político resulta de uma espécie da passagem administrativa, do «compadrio» político e não da (s) qualidade (s) das políticas e menos ainda da forma como gere essas políticas.
 
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aulas de Substituição
Durao Guerreiro (seguir utilizador), 1 ponto , 14:30 | Sábado, 1 de março de 2008
Por acaso já alguém pensou na possibilidade de tal se dever ao facto de terem acabado os furos e de os alunos passarem a ter aulas de substituição? o que acontecia é que muitos professores que faltavam inopinadamente viram-se obrigados, pelos seus pares, a faltar menos já que os seus colegas tinham de dar as aulas.
Deste modo a Desmotivação dos alunos diminui e o aproveitamento aumenta.
 
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    Re: aulas de Substituição    Ver comentário
república dos banana (seguir utilizador), 1 ponto , 7:04 | Domingo, 2 de março de 2008
a xinistra...
xalaxar2008 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Sábado, 1 de março de 2008
onde xegou a extupidêz.

Descaxcou-xe toda.

Xão xó faxilidadej
 
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É uma burla....
Avis (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Terça feira, 4 de março de 2008
É plenamente falso....
 
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