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Ministério abre inquérito urgente a suicídio de professor

Direcção Regional de Educação de Lisboa vai abrir um inquérito aos acontecimentos que terão motivado o suicídio de um professor de uma escola de Sintra que não era respeitado pelos alunos.

10:58 Sexta feira, 12 de março de 2010

A Direcção Regional de Educação de Lisboa vai abrir um inquérito urgente aos enquadramento e acontecimentos numa escola do concelho de Sintra que terão motivado o suicídio de um professor, disse à Lusa fonte do Ministério da Educação.   
 
Um professor de Música da Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra, ter-se-á suicidado alegadamente por ser alvo da indisciplina dos seus alunos, noticiam hoje os jornais Público e i.  
 
A fonte do Ministério da Educação precisou que o processo de inquérito é "urgente", embora não tenha um prazo determinado, e pretende conhecer o "enquadramento do professor" na escola e os "antecedentes e eventuais acontecimentos que antecederam o suicídio".  
 
Segundo os jornais, o professor, com 51 anos e licenciado em Sociologia, vivia com os pais em Oeiras e foi colocado nesta escola no início deste ano letivo. A 9 de fevereiro, o professor parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, no sentido Lisboa/Almada, e atirou-se ao Tejo.  

"A única solução apaziguadora será o suicídio"


No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: "Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio".  
 
De acordo com o i, os problemas do professor ocorreram com "um grupo de alunos do 9º ano", que o insultavam na aula, e que motivaram "pelo menos sete" participações do professor à direção da escola, "alertando para o comportamento de um aluno em particular".  
 
"Colegas e familiares do professor asseguram que a direção não instaurou nenhum processo disciplinar", escreve ainda o i. 
 
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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mais votados ▼
Esta democracia?
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:08 | Sexta feira, 12 de março de 2010
É uma vergonha a nível mundial, onde hoje a justiça é uma palhaçada.
Com o 25 de abril perdeu-se a justiça, educação, civismo, para quê, para ganhar liberdade de falar contra o governo?
Esta podre Portugal com esta democracia.
 
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Um Congresso sobre o Estado da EDucação
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 13:19 | Sexta feira, 12 de março de 2010
A politica da Sra Ministra resume-se a mandar abrir inquéritos?
Porque é que a Sra Ministra não organiza um Congresso sobre o Estado da Educação, para debater todas estas questôes?
Convidava os Sindicatos,os Conselhos Executivos,as Autarquias.
E não era nada de novo.Em 1975,em Aveiro,e onde hoje funciona a PT-Inovação lá se fez.por iniciativa do Ministério um Congresso do Ensino Superior.
Agora e com o estado geral das Escolas,mais se justifica que o debate se alargue e a comunidade chamada também ás suas obrigações.
 
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Preço da escolaridade obrigatória?
jcpsantos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:30 | Sexta feira, 12 de março de 2010
talvez valha a pena recordar que o suicídio é um processo ... com várias causas e vulnerabilidades. o stresse laboral (comum nos professores) poderá ser um deles, pelo que encontrar uma relação de causa-efeito poderá ser precipitado.
outra coisa é reflectirmos todos no que podem os professores (incluindo os conselhos executivos) fazer para lidar com casos de violência na escola (e as famílias?).
possivelmente este é o preço a pagar por termos uma massificação do ensino e uma escolaridade obrigatória, mas nunca saberemos o preço de falta de formação / habilitações (esperamos competências) na sociedade actual ... a nossa experiência anterior com 30% de analfabetismo não foi famosa!
 
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Triste, muito triste
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 23:38 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Mas se todos nós pensássemos em suicídio quando estamos fartos do emprego, não havia população activa útil.

Este caso não pode e não deve ser explorado deste modo!

Que há indisciplina nas escolas e a qualidade do ensino é uma lástima, todos sabemos.

Mas o que mais choca neste caso, é que a direcção da escola ignorou 7 participações de um docente!
A direcção da escola não quis saber, nada fez, não esteve para se incomodar.

O infeliz professor seguramente padecia de problemas graves e necessitava de ajuda.
Mas não culpem só os alunos.
Afinal, quem deveria suportar e apoiar o docente e ajudá-lo a mostrar firmeza perante os fedelhos, virou-lhe as costas!

Para que serve um Conselho Directivo que não aparece?
 
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Inquérito
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:29 | Sábado, 13 de março de 2010
Vai ser aberto mais um inquérito ?
Para quê?
Para ir para a "gaveta dos monos", daqueles em que não foi possível obter provas para ter pernas para andar?
Infelizmente, já estámos acostumados a tal filme.
 
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....
rribeiro (seguir utilizador), 1 ponto , 12:04 | Sexta feira, 12 de março de 2010
continua-se a defender os coitadinhos dos alunos .... nao veem é que ha pessoas e pessoas!!

voltem as reguadas nas maos dos meninos na primaria....voltem os pais a puderem dar umas valentes anlgadas quando os filhos se portam mal e que volte o respeito na nossa sociedade.
nao ha respeito por nada nem ninguem .... a frase popular é "entao mas isto é a casa da joana?" .... portugal vai alterar e passa-se a dizer " entao mas isto é o pais da joana?".

De mal a pior .... agora a familia devia de por em tribunal a direccao da escola por nao ter feito nada em tempo .... VERGONHA, CADA VEZ MAIS VERGONHA
 
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CORRÉCIOS
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 12:59 | Sexta feira, 12 de março de 2010
No meu tempo já os havia..., e eram expulsos do ensino. Se queriam, ou podiam, continuar era nos colégios ( alguns famosos para o efeito ). Em Tomar, em Sto Tirso. Há que meter musculo nas escolas. Há amilias que só entendem essa linguagem. Não é por isso que há mais ou menos marginais. Com este ensino há menos marginais que há 50 anos ????
 
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coitadinhos
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 13:22 | Sexta feira, 12 de março de 2010
coitadinhos dos alunos, dos jovens com tanto estilo e tanta sabedoria na ponta da língua.

a CULPA É DOS ADULTOS!

e vai ficar pior, pois eles são o centro da escola, e não o professor.

para isso basta ver o plano inclinado com Carlos Fiolhais e Nuno Crato.
 
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OU OS POLITICOS TRATAM DISTO OU ....
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 13:27 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Qualquer dia veremos, em Portugal, as milicias populares a fazer justiça pelas próprias mãos. Ou se mete este país nos eixos ( na disciplina ) ou então entorna-se o caldo !
 
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A ponta do iceberg.
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 14:10 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Este lamentável incidente de que só agora temos notícia ( E NÃO DOAM AS MÃOS AOS JORNAIS PARA NOTÍCIAS DESTAS); é uma infeliz amostra do que se passa nas nossas escolas indisciplinadas e perversas, algumas parecendo mais um cóio de marginais e desordeiros do que lugares de ensino e de educação cívica e cultural.
Todos sabemos que nem sempre as famílias de onde estes possessos provêm, são de débil condição quer económica quer cultural, segundo dados mais recentes, a maior parte deles vivem em agregados familiares de posição estável na nossa sociedade.
Então porquê este descalabro dentro das nossas instituições de ensino Público?
A incidência destes actos no ensino privado é comparativamente muito reduzido.
 
Sem querer ter o monopólio da verdade, admito como condição prevalecente, as lastimáveis, incompetentes e inconsequentes políticas, que se vêm adoptando no regime pós revolucionário de Abril, de cujo pensamento e doutrinas obsoletas e ultrapassadas ainda se não libertou, para poder ingressar numa política moderna de rigor e competência, para assim conseguir enfrentar com êxito dignidade e arrojo, os tempos modernos duma cultura sócio-económica global, onde a disciplina da competitividade e produtividade predominam.

É precisamente num ensino exigente e disciplinado, onde devem imperar os deveres tanto como os direitos, livres das inibições burocráticas, que leis facilitadoras da inoperância e do laxismo impõe, com todas as suas nefastas consequências. ...
 
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COMEÇA EM... CASA (1/2)!!!
Renato A. Acúrcio (seguir utilizador), 1 ponto , 14:27 | Sexta feira, 12 de março de 2010
É de facto lamentável, a morte deste professor, e deprimente ler-se os motivos que alegadamente levou a este suicídio. Infelizmente só tive oportunidade de concluir a minha formação académica até ao 12.º ano, mas regredindo no tempo, é com muitas saudades que recordo-me da escola – os professores, os funcionários, os colegas, as aulas em si, as brincadeiras do recreio, etc... –, e hoje, com tudo o que se ouve e lê, sobre os problemas que decorrem nos estabelecimentos de ensino, fica-se no mínimo, incrédulos e assustados. Não sou a favor dos que defendem na íntegra, os regimes de ensino do passado – em que os professores eram representantes de Deus na terra, logo, superiores e intocáveis – com toda a sua austeridade e rigidez. Mas também não sou a favor do outro extremo, ou seja, liberdade total, dentro e fora da sala de aulas, em que os alunos passaram a ter carta verde para fazer e dizer tudo o que lhes interesse. Tenho um filho com 16 anos – logo, na idade (parva) da adolescência –, a estudar no ensino secundário, e faço-lhe ver – e acompanho-o de perto –, os princípios e a educação que lhe foram dadas desde que nasceu, para que assim entenda e respeite a instituição escolar que frequenta assim como todos os que lá trabalham e frequentam. (...)
 
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    Faz muito bem    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:51 | Sexta feira, 12 de março de 2010
COMEÇA EM... CASA (2/2)!!!
Renato A. Acúrcio (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Sexta feira, 12 de março de 2010
(...) O meu filho, não é nenhum Santo, sabe – e tem bem presente – que não lhe admitia que faltasse ao respeito fosse a quem fosse, assim como, também, não admitia que lhe faltassem a ele. Muitos destes problemas que ocorrem nas nossas escolas – na minha singela opinião – partem quase sempre de casa, da forma como são criados e acompanhados, por isso – aos pais –, deixo aqui expresso o meu conselho: «Resolvam os vossos problemas de casa, que, assim, os filhos deixarão de ter estas atitudes ou posturas erradas nas escolas.».
 
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A ponta do iceberg
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 14:32 | Sexta feira, 12 de março de 2010
É urgente que medidas sejam rapidamente implementadas, (o que eu sinceramente já não acredito), que possam ser tomadas eficazmente nos tempos mais próximos.

Atendendo às ideologias políticas que predominam no país, onde os componentes dos partidos e as suas práticas, apenas se concentram nas mesquinhas lutas pelo poder pessoal e associativo dos seus correligionários, a Nação é o que menos conta, na procura desenfreada e frustrante de aliciar votos que os levem ao poder.

Este grito de revolta e de desespero, que levou este docente a sacrificar a própria vida, num protesto mudo e eloquente duma vida destroçada, deveria ser ( mas não é por serem insensíveis) um estigma indelével na consciência dos nossos dirigentes políticos nacionais, onde se encontra o poder executivo, de não permitir que actos destes jamais possam acontecer.
 
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Só agora? Há que fazer mais!
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 15:02 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Abertura de inquéritos a reboque das notícias publicadas na comunicação social, não é método. A actuação do Ministério da Educação não deve ser casuística, porque assim deixa de fora imensos casos e situações que por uma razão ou por outra não chegaram ao conhecimento público. Há que fazer mais!
 
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    Sugestão adicional.    Ver comentário
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 15:45 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Sugestão adicional.    Ver comentário
brit55 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Infelizmente o que conta é tudo verdade    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 23:57 | Sexta feira, 12 de março de 2010
De repente...
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Eu ainda me lembro de a 26 de Abril de 1974, quando Luanda se apercebeu do que significava o 25 de Abril, a escola que então frequentava, os Maristas, se ter levantado e revoltado contra os professores. Quem é de Luanda, também sabe o que desde finais dos anos 60, significavam os festejos do fim do ano lectivo.
Mais recentemente, tivémos o caso do suicídio do Leandro, vítima de outros miúdos, que tenho a certeza que se apanhassem um professor como este, fariam do piorio.
Ainda hoje, através dum telejornal, ouvi uma mãe de (julgo!) um dos seus alunos dizer que “os miúdos” estavam chocados, que o professor deveria ter outros problemas porque ninguém se suicida porque uns miúdos lhe fazem a vida difícil, e pedia para que os mídia não explorassem o acontecimento.
Por outro lado, não posso deixar de lembrar que até há poucos meses, os professores eram a “classe maldita”.
(continua)
 
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    Continuação    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Continuação    Ver comentário
lavrador velho (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Continuação    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 8:26 | Sábado, 13 de março de 2010
    Re: Continuação    Ver comentário
lavrador velho (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Sábado, 13 de março de 2010
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