O candidato a presidente do BCP Miguel Cadilhe defende uma auditoria externa extraordinária as contas do banco e alterações às formas de retribuição dos administradores e outros quadros, como forma de restabelecer a confiança da instituição no mercado.
"Restabelecer a confiança no mercado" é o primeiro dos quatro objectivos imediatos apontados no documento de orientação estratégica divulgado esta terça-feira pela lista encabeçada por Miguel Cadilhe para a administração do BCP.
É por essa "necessidade de reforçar a confiança do mercado no Banco" que o grupo de gestores avança que "será solicitada uma auditoria externa extraordinária, independente e profunda às contas", frisando que isto não é "desconsideração pelas administrações anteriores" e sabendo até "que a lista cessante encabeçada por Filipe Pinhal tinha essa mesma intenção".
Outra medida proposta para este objectivo é rever a forma como são decididas e calculadas as remunerações "da remuneração do Conselho e também das primeiras linhas".
Esta, refere o documento, "deverá ser equilibrada e ligada à performance financeira e bolsista do Banco versus o seu 'peer group' e, por isso, explicitada a fórmula de cálculo para a sua atribuição, incluindo a regra de não acumulação de remunerações e pensões do Banco".
A "transparência nas relações com o mercado" são sublinhadas como objectivo imediato mas também estratégico da lista liderada por Cadilhe, que advoga que "a consistência dos processos de decisão e a fiscalização e controlo independentes são coadjuvantes da garantia de alinhamento das decisões com os interesses dos accionistas".