13/02/2012 atualizado às 8:36

Megafundo no BPP será "sentença de morte"

O presidente da Privado Holding, Diogo Vaz Guedes, considera que o avanço do fundo de retorno absoluto dos clientes do Banco Privado Português (BPP) aniquilará a recuperação da instituição financeira. Clique para visitar o dossiê Caso BPP

16:26 Domingo, 7 de março de 2010

O avanço do fundo de retorno absoluto dos clientes do Banco Privado Português (BPP) aniquilará todas as possibilidades de recuperar a instituição financeira, disse o presidente da Privado Holding, Diogo Vaz Guedes, em declarações à agência Lusa.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ CASO BANCO PRIVADO (BPP)

"É cada vez mais difícil salvar o banco", admitiu, sublinhando que o avanço do fundo de retorno absoluto será "a sentença de morte" do BPP.

O presidente da Privado Holding, que detém 100 por cento do BPP, disse que trabalhou mais de um ano no plano para a recuperação do banco, mas que o saneamento da instituição "esbarrou sempre na vontade política".

Em fevereiro, a Privado Holding e a Orey Finantial apresentaram ao Banco de Portugal um plano de recuperação do BPP, que inclui a emissão de 450 milhões de euros em obrigações e a injeção de 85 milhões de euros em dinheiro. O plano depende da manutenção da garantia estatal de 450 milhões de euros, que o Governo já disse que não ia aceitar.

Incoerência na intervenção do banco


Por isso, Vaz Guedes denunciou "a incoerência do Ministério das Finanças e do Banco de Portugal", uma vez que quando decidiram intervir no banco, foi com o pressuposto da sua recuperação.

Os clientes de retorno absoluto do BPP poderão aderir ao Fundo Especial de Investimento (FEI) até ao dia 19 de março.

O megafundo de retorno absoluto, solução patrocinada pelas autoridades para resolver o problema dos clientes do BPP, só avança caso seja constituído por, pelo menos, dois terços dos clientes, ou que representem, no mínimo, 50 por cento do valor dos ativos subjacentes aos veículos de investimento.


Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Direcção do Expresso


O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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Sentença de morte?
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 19:22 | Domingo, 7 de março de 2010
Com excepção de alguns aforristas menos prudentes, e os funcionários da instituição, que como "paus mandados" não tem culpa nenhuma nesta monumental vigarice feita pelos iluminados gestores, pouco me impressiona onde isto vai parar!
Primeiro porque muita daquela gente que ali arriscou por a ma$$inha, deve pensar que este Mundo é feito de anormais, sendo eles os únicos espertos!
Por sua vez, os administradores já deviam estar sentados no banco dos réus, com bens penhorados á partida, e esperar que a justiça cumpra o seu papel!
Mas neste reles País, onde nem um pedófilo conseguem condenar, como é que alguma vez podem prender um banqueiro!
 
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A tarde e a más horas
JAlexandre Costa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Domingo, 7 de março de 2010
Leia-se The Economist, Financial Times, Spiegel e o mais que se quiser de imprensa especializada e poder-se-á ver que casos como os do BPP não são únicos. Longe disso. O que talvez faça a diferença é a participação/hesitação política que gerou esta bola de neve - em vez de entregar dossiers complexos a áreas técnicas e autónomas (com poder de decisão), entre nós ficou num ping-pong entre Banco de Portugal (bastante confuso em geral, infelizmente), Ministério das Finanças e ao rodopio de partidos políticos. Agora podem-se deitar remendos mas (desculpe-se o meu anglocismo) conventional wisdom is clear - too little, too late.
 
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