13/02/2012 atualizado às 14:16

Medvedev chamado a intervir no caso Alexandra

Em carta dirigida a Dmitri Medvedev, cidadãos de 15 países chamam a atenção do Presidente russo para as condições difíceis em que Alexandra, menina repatriada por ordem do Tribunal de Guimarães, vive na vila de Pretchistoe. Clique para visitar o dossiê A MENINA REPATRIADA.

9:31 Sexta feira, 20 de novembro de 2009

Mais de 700 cidadãos de 15 países assinaram uma carta para pedir ao Presidente russo uma avaliação das condições em que vive Alexandra Tsiklauri, a menina que o Tribunal de Guimarães retirou à família de acolhimento portuguesa.

Clique para aceder ao índice do Dossiê A Menina Repatriada

Entre os signatários da carta dirigida a Dmitri Medvedev estão cidadãos da Rússia, Portugal, Estados Unidos, Espanha, Brasil, Canadá, Israel, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Luxemburgo, Moldávia, Ucrânia, República Checa, Suécia e Bélgica.

Depois de relataram todo o processo jurídico que antecedeu o envio da menina para a Rússia, os autores da carta, iniciativa do Comité de Pais de São Petersburgo de apoio a Alexandra, chamam a atenção para as condições difíceis em que a menina vive na à vila de Pretchistoe.

"A nova pátria de Sandra é o fumo de tabaco, parentes embriagados, pancadaria, uma casa suja e não arrumada. Na família ninguém trabalha além da avó... A própria Natália (mãe de Alexandra) recusou todas as propostas de emprego", lê-se na missiva a que a Lusa teve acesso.

"Escândalos, deboches, e tudo isso aos olhos da menina"


"Nos últimos meses, Natália Zarubina foi alvo de medidas administrativas devido a comportamento ilegal. Em casa, ela e os parentes encontram-se frequentemente embriagados, o consumo em casa de bebidas alcoólicas é acompanhado de escândalos, deboches, e tudo isso aos olhos da menina", continuam os autores da mensagem.

Depois de enumerarem uma longa lista de faltas cometidas pela mãe biológica de Alexandra, todas elas fixadas pelas autoridades locais, os assinantes da carta dirigida a Dmitri Medvedev concluem que "a mãe não é capaz de se preocupar com a saúde da criança, o desenvolvimento moral, físico, psíquico e espiritual da nova cidadã russa".

"Pedimos-lhe que envie à vila de Pretchistoe uma comissão especial para esclarecer como é que são cumpridos os compromissos assumidos pelo Estado Russo, dados no tribunal pelo seu representante oficial (o cônsul da Rússia em Portugal), se são cumpridas as garantias fundamentais dos direitos da criança, se a situação em que a nossa pequena concidadã corresponde aos altos interesses da criança", pedem os assinantes.

"Pedimos que nos comunique que medidas planeia tomar ou quais as que já foram tomadas para que a Rússia cumpra os seus compromissos", concluem. Zinaída Uzdenskaya, uma das organizadoras desta carta, declarou à Lusa por telefone que, em Agosto, foi enviada uma carta ao Presidente Dmitri Medvedev, tendo este respondido que ela seria transmitida aos órgãos competentes.

Lusa
Palavras-chave  Dossiês, Sociedade
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A ver vamos
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:42 | Sexta feira, 20 de novembro de 2009
Espero que a Carta tenha sida encaminhada por alguma via diplomática, certificada. Caso contrário será melhor prepararem-se para o óbvio: necessidade de enviar sempre novas cartas, de fazer novos contactos até ao dia em que a Presidência Russa dê uma resposta que seja plausível e, nos termos do real interesse da Alexandra, convincente. Se estão realmente convencidos de que o que está em causa é o futuro da Alexandra, insistam até mais não poder. Escrevam em Inglês; mas não deixem de o fazer também em Russo. De resto, em Portugal (penso que até mesmo em Barcelos) há pessoas capazes de traduzir Cartas que possam, e devam, ser lidas pelo Presidente da Rússia. Mãos à Obra! Pelo bem da Alexandra, e atendendo à asneirada do tal Juiz não sei onde, eu apoio uma acção assim. Além do mais, de Barcelos a Moscovo são apenas, em linha recta, 3669 Km.
 
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O presidente da Rússia não vai ler a carta...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:27 | Sexta feira, 20 de novembro de 2009
... mas vai saber pela comunicação social. E é demasiado orgulhoso para não resolver internamente a questyão. Por isso não será por Medveded que a Alexandra virá para Portugal.
 
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Acho que isto já foi dito, mas...
Iluminus (seguir utilizador), 1 ponto , 11:37 | Sexta feira, 20 de novembro de 2009
porque não mandar o energúmeno do Juiz para Pretchistoe ou arredores? Em Portugal a incompetência só é sancionada nos pequeninos assalariados, nos que têm uma estrutura corporativa por trás nunca existe punição. A criança já não regressa a Portugal, para mim isso é ponto assente. Agora, se deve ser retirada da mãe e colocada num lar para adopção ou se se deve apoiar a familía dela (não apenas monetáriamente, pois o dinheiro iria todo para vodka, certamente), não sei. O que sei é que me sentia muito mais satisfeito se o incompetente do Juiz fosse suspenso de funções por algum tempo ou enviado para trabalho comunitário em Pretchistoe, a limpar o vómito do chão dos familiares da Alexandra.
 
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a minha proposta
pastor51 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:28 | Sexta feira, 20 de novembro de 2009
já que actualmente neste pais que é Portugal,muito se fala de avaliação,por tudo e por nada,
aqui temos um bom exemplo, este juiz de guimarães precisa de ser havaliado,
porque antes de mandar a menina para a Russia,deveria ter-sse informado se a Mãe biologica tem as capacidades necessarias para educar a Alexandra,pelos vistos não tem e o sr.juiz que rendeu o julgamento agiu mal e de má fé,era ele que deveria ter sido expulso para pretchistoe.
 
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