13/02/2012 atualizado às 20:17
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Mário Crespo desconhece como artigo foi parar ao site do Instituto Sá Carneiro

Habitual coluna de Mário Crespo no "Jornal de Notícias" não saiu publicada na segunda-feira mas apareceu no site do Instituto Sá Carneiro.

16:08 Terça feira, 2 de fevereiro de 2010

O jornalista da SIC Mário Crespo afirma desconhecer como é que o artigo de opinião em que acusa membros do Governo de falarem depreciativamente sobre ele foi publicado no site do Instituto Sá Carneiro. 

"Eu, quando soube da reprodução da crónica foi pela Net, no site do (jornal) "Público", porque me chamaram a atenção que ela estava com a minha foto no site. Já uma clonagem do que aparentemente tinha aparecido no site do PSD (site do Instituto Sá Carneiro) não faço ideia nenhuma", afirma Mário Crespo.  

Mário Crespo falava aos jornalistas à entrada para uma iniciativa das jornadas parlamentares do CDS-PP, em Guimarães, para as quais foi convidado, na qualidade de especialista em política internacional, para fazer o balanço de um ano de mandato do Presidente norte-americano Barack Obama. 

Colaboração cessada


A habitual coluna de Mário Crespo no "Jornal de Notícias", que não saiu na segunda-feira mas foi publicada no site do Instituto Sá Carneiro, acusava membros do Governo de terem falado depreciativamente sobre ele durante um almoço realizado em Lisboa.  

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares disse: "O Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices".

O jornalista anunciou que vai cessar a sua colaboração com o jornal, tendo o "Jornal de Notícias" declarado que não publicou o texto por este não estar conforme com as suas regras, nomeadamente as de recolha de informação, de comprovação dos factos e de audição dos visados.  

Hoje, Mário Crespo disse que enviou o artigo como habitualmente nos últimos dois anos e meio para dois endereços eletrónicos do "Jornal de Notícias" e que falou com o diretor do jornal, José Leite Pereira, uma conversa na qual disse ter-lhe sido comunicado que o artigo não seria publicado.  

Mário Crespo contesta argumentos do "JN"


"Eu comuniquei-lhe que não voltaria a escrever para o jornal dele", disse Mário Crespo, acrescentando que "primeira iniciativa" que tomou para que o artigo fosse publicado foi telefonar na manhã seguinte para a editora da Altheia, Zita Seabra. 

"A Altheia e a Zita Seabra têm um mecanismo aparentemente moderno que consegue produzir livros com enorme rapidez", disse, adiantando que o livro, que se chamará "A Última Crónica", sairá na próxima quinta-feira. 

Mário Crespo disse que "procedeu jornalisticamente", confirmando que "o almoço (onde decorreu a alegada conversa com o primeiro-ministro e dois ministros) tinha tido lugar, quais as pessoas que tinham lá estado" e que "cruzou informação". 

"O primeiro-ministro deste país disse que eu era um problema por resolver. Isso é insofismável", disse. 

"Até que ponto é que eu sou um problema resolvido vamos ver. Neste caso, na direção do "Jornal de Notícias" eu sou um problema resolvido", acrescentou. 

Convidado diversas vezes pelos partidos


Mário Crespo ironizou que "começa a haver demasiados problemas resolvidos em Portugal", comparando o seu caso com o da jornalista Manuela Moura Guedes, com o do ex-diretor de informação da TVI José Eduardo Moniz e com o do ex-diretor do jornal "Público", José Manuel Fernandes.  

"É altura de nós nos consciencializarmos das soluções que estão a ser aplicadas e não as mistificarmos com nada", considerou, recusando qualquer "agenda política". 

Mário Crespo lembrou que já participou em iniciativas com partidos políticos como o PS, o BE e o CDS-PP. "Tive o prazer de ser convidado umas duas ou três vezes ao digníssimo Bloco de Esquerda, de falar sobre a América numa distrital do PS, onde fui muitíssimo bem recebido. Esta é a segunda vez que venho a jornadas do CDS. É sempre um prazer participar com as forças políticas do meu país", disse.

Questionado sobre a forma como o Governo comentou o caso, Mário Crespo considerou que o "termo calhandrices é extraordinário e invulgar" e que "só alguém que conhece profundamente o significado do termo é que o usa com facilidade".  

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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Desconhece? Para mim é óbvio.
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Deve ter sido por obra e graça do Espírito Santo.
 
 Regras da comunidade
A ser verdade ... nem Salazar faria assim ...
crise (seguir utilizador), 1 ponto , 20:31 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
"
Mário Crespo disse que "procedeu jornalisticamente", confirmando que "o almoço (onde decorreu a alegada conversa com o primeiro-ministro e dois ministros) tinha tido lugar, quais as pessoas que tinham lá estado" e que "cruzou informação".

"O primeiro-ministro deste país disse que eu era um problema por resolver. Isso é insofismável", disse.
 
 Regras da comunidade
    nem Salazar faria assim ...    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 21:45 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Não brinque com coisas sérias    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 23:58 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Não brinco com coisas sérias    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 0:25 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    As suas afirmações nem merecem comentários    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 19:32 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    As suas afirmações são dignas de algunscomentários    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 1:04 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Não brinque com coisas sérias    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 23:57 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
BLA BLA BLA
rcarvalho1963 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:11 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
C.SR.
Esta redondamente enganado.Sr P.Balsemão olha bem pelos interesses dele.Não sei se lembra, há uns anos um reporter de imagem da SIC, ter sido agredido fisicamente em Vale de Cambra, pelo Srº Comendador Alvaro pinho costa leite(já falecido),onde havia uma manisfestação da Greenpeace.Só que havia um problema, Alem de ser dono da maior empresa do país de madeira e seus derivados, era também dono do Finibanco,alem de ter sido presidente da camara,pelo PSD, também era um grande amigo do Srº P.Balsemão.

Veio a direcção de informação,pela voz de Rodrigo Guedes Carvalho, condenar e, que tudo iriam fazer para que em tribunal, o Srº comendador, tivesse que responder pelas bofetadas ao jornalista da SIC.

Caro amigo, sabe em que isso deu?!NADA!! O homem ficou com as bofetadas e nunca mais se ouviu o Rodrigo . É como agora , vem defender a sua "Dama", mas é só para "Inglês ver"
 
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