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Maria João Seixas: "A cultura é o petróleo português"

É mais conhecida pelos programas de entrevistas para a RTP. Em Janeiro, o cinema vai ser a sua nova casa. A vida da nova directora da Cinemateca Nacional, contada pela própria.

Bernardo Mendonça (www.expresso.pt)
14:30 Domingo, 20 de dezembro de 2009
Maria João Seixas: 'A cultura é o petróleo português'

Recebe-nos na sala do seu apartamento com um sorriso e um café. Um sorriso que acompanhou todas as suas respostas nesta conversa. A partir de Janeiro, quando assumir funções de directora da Cinemateca Nacional, deverá ficar com menos tempo para usufruir deste espaço onde gosta de estar e receber os amigos. É disso que sentirá mais falta, diz. Antes de ligarmos o gravador, Maria João Seixas mostra-se cautelosa, reafirmando não querer alongar-se muito sobre o futuro cargo. "É cedo." Porque continuar a obra deixada pelo amigo João Bénard da Costa é uma missão que requer tempo e cuidado. Ultimamente era a rádio que a ligava ao público, como comentadora do programa da Antena 2 "Um Certo Olhar". Ficaram na memória as entrevistas que fez nos anos 90, para a RTP. Aos 64 anos começa um novo capítulo da sua vida. No cinema.

Porque é que aceitou o convite para ser a nova directora da Cinemateca? Não pude deixar de aceitar. A ministra depositava em mim uma confiança que eu não podia defraudar. E não só. O que é muito importante e curioso, pois nem a ministra sabia, é que há muitos anos o doutor João Bénard da Costa quis saber se eu queria colaborar com ele, numa altura de previsíveis mudanças no quadro dirigente da Cinemateca. Como se sabe, essa reformulação não aconteceu na época. Desta vez, ao aceitar este convite, eu sei que na nuvenzinha onde mora o João, ele haverá de ficar contente com a minha resposta.

Isso era para si importante? Pareceu-me bastante motivador saber que o João Bénard não ficaria desagradado se me visse neste lugar...

Suceder a João Bénard da Costa é um legado pesado... Bastante. Ninguém é insubstituível, mas há os que são mais do que outros. E obviamente que a sua erudição, inteligência e capacidade de comunicar o amor pelo cinema, pintura, música, literatura eram únicos. E, sobretudo, ele tinha um modo raro de convocar os outros a olharem, a ouvirem, a receberem as indicações que ele dava sobre aquilo que escrevia e falava do cinema e das outras artes. O João Bénard da Costa era um príncipe renascentista em todo o seu esplendor. E, de facto, é difícil poder assegurar aquele brilhantismo, aquela qualidade, aqueles cristais. Porém, também é estimulante abraçar o desafio, dar o melhor de mim, para que o trabalho prossiga e se honre todas essas qualidades do João e das pessoas que o precederam na Cinemateca.

É uma grande apreciadora de cinema. O filme "Johnny Guitar", de Nicholas Ray, era o filme da vida de João Bénard da Costa. E qual é o seu filme da vida? O drama musical indiano "Prestígio Real", de 1952, é a obra fundadora do meu amor pela sétima arte. Tinha 9 anos e estava na ilha de Moçambique a passar férias com os meus tios. Ora a ilha era dividida em duas partes. Existia a parte branca, colonial, e a parte negra e indiana. O meu primo e eu estávamos proibidos de ir ver o cinema indiano à parte negra, num recinto ao ar livre, com tecto de zinco e chão de terra. Mas nós contrariávamos as regras. Roubávamos as quinhentas (moedas que valiam cinquenta centavos) dos bolsos da nossa avó e lá íamos de bicicleta para o cinema. Naquela época vi-o várias vezes. Uma das minhas brincadeiras era representar a história do filme com o meu primo. Ele era o príncipe e eu a princesa. Até que fomos descobertos e ficámos de castigo. Desde aí estive muitos anos sem o ver. Revi-o emocionadamente por altura da Expo 98 e, no ano passado, em conversa com o João Bénard, soube que a Cinemateca tinha uma cópia. Fiquei tão entusiasmada que decidi celebrar os meus 63 anos a revê-lo na Cinemateca. No dia da sessão convidei todos os meus amigos, que estavam absolutamente proibidos de fazer troça. Portaram-se muito bem, riram-se nos momentos certos, aplaudiram freneticamente. Além desse, existem outros filmes que me marcaram, e que são até coincidentes com o gosto do João Benard: "A Palavra", do Carl Dreyer; "Os Contos da Lua Vaga", do Kenji Mizoguchi; "Persona", do Bergman; ou "Uma Abelha na Chuva", de Fernando Lopes.

O realizador João Botelho referiu-se recentemente a si como uma pessoa culta, simpática e fora dos lóbis. Revê-se nesse retrato? (risos) É a frase amável de um amigo. Fora dos lóbis estou com certeza. Tento ser amável por educação e por atitude. Tenho muito respeito pela alteridade do outro. E sou muito curiosa em relação às pessoas.

É conhecida e reconhecida há mais de 30 anos pelo grande público desde que assumiu o papel de jurada no programa "A Visita da Cornélia" (1977), da autoria de Raul Solnado e Fialho Gouveia. O que a levou a participar num programa de entretenimento? Foi uma surpresa absoluta. Nunca pensei fazer televisão. Sendo gaga, muito menos. Na verdade, eu fui substituir a Maria João Avillez, que na altura estava à espera de um bebé. Ela não poderia garantir os seis meses do programa e sugeriu o meu nome. Para mim foi um desafio e uma experiência muitíssimo forte. O país estava a viver um momento muito vivo, muito engraçado. As pessoas estavam a celebrar a possibilidade de finalmente poderem exprimir e enunciar os seus desejos. Logo no primeiro programa tivemos a sorte de ter um concorrente com a estatura do jornalista e poeta Fernando Assis Pacheco. O que deu logo uma importante tonalidade e qualidade ao programa.

Mais tarde, nos anos 90, começa a apresentar com regularidade programas de entrevistas para o canal estatal. Começou com o "Quem Fala Assim..." (RTP2, 1994), depois foi o "Sempre aos Domingos" (RTP2, 1995), o "Olhos nos Olhos" (RTP2, 1998) e, por último, a 3ª e 4ª série da "Travessa do Cotovelo" (RTP2, 2000). É sabido que entrevistar é uma das suas paixões. Porquê? Sou muito curiosa, insisto. Fui educada rigidamente a não fazer perguntas aos outros. E isto era uma saída profissional para poder exercer algo que sempre gostei de fazer. Eu gosto de celebrar os outros através dos trilhos das vidas de cada um. Que os fez escrever o que escreveram. Que os fez ensinar o que ensinaram. Dos toureiros aos cientistas.

Há alguma entrevista em especial que a tenha marcado? (pausa) Não. Quer dizer... sim, mas não digo. (risada) No conjunto gostava de todos. Eu tinha uma coisa obsessiva, porque me apaixonava rigorosamente por todas as pessoas que entrevistava. Ficava vários dias ocupada pela pessoa até dar a entrevista como editada. Ouvia repetidamente as suas palavras e até procurava a música certa para cada uma.

E gosta de assumir o papel contrário? O da entrevistada? Não. Apesar de não ter medo de me expor ou depor. Apenas considero que não tenho nada a dizer de tão interessante que mereça o tempo de uma entrevista. Desculpe... (risos)

Foi assessora de António Guterres para os assuntos culturais e mandatária das candidaturas de Sampaio e Soares à Presidência da República. Imagina-se à frente de um importante cargo político? Não. Nunca o exercício do poder político me fascinou. Não me interessa. A política apenas me interessa enquanto cidadã. Sou muito impaciente. E, talvez, pouco obediente.

Algumas vozes apontam-lhe o facto de ter traquejo político como algo vantajoso para estar à frente da Cinemateca. Concorda? É isso. Apesar de tudo tenho algum traquejo político. Eu trabalhei nos gabinetes do major Vítor Alves, numa altura fantástica da história do país. Sou muito respeitadora das instituições e de uma certa atitude institucional. Respeito quem exerce cargos políticos e conheço o lado dos mecanismos institucionais dos gabinetes.

Como vê o estado da crise em Portugal? Como sabemos, a cultura costuma ser das áreas mais abaladas nestas alturas... É muito preocupante o estado da economia. O desemprego galopante. As enormes dificuldades que tanta gente está a passar. E, claro, a cultura é sempre muito injustiçada. Mas a nossa ministra da Cultura tem a promessa de que o Governo, em particular o ministro das Finanças, dará mais atenção a esta área. Porque é o nosso ouro negro. O petróleo português. Num país com tão poucos recursos económicos, com uma língua extraordinária falada por milhões, com uma história e poesia riquíssima, se a gente não aposta na nossa cultura estaremos envolvidos num jogo masoquista. A retirar uma plataforma de visibilidade com reconhecimento internacional.

Nasceu e viveu a infância em Moçambique.

Refere esse facto como uma grande sorte que teve na vida. Ter nascido em África alargou-lhe os horizontes? Sem dúvida. Sendo portuguesa, ter nascido numa colónia é logo à partida uma espécie de implante de mestiçagem. Porque me educaram e ensinaram a história de um país longínquo - Portugal. E, ao mesmo tempo, dialogava diariamente com outra realidade - Moçambique. Uma realidade distinta a nível geográfico, térmico, rácico. Durante muito tempo, achei a metrópole muito exótica. O lado cinzento e triste era exótico para mim. Não correspondia à paisagem que estava habituada a tratar por tu. Esse contraste enriqueceu-me. Deu-me mundo.

Consta que foi educada a achar graça à sua gaguez... Foi um grande abono para a vida que os meus pais me deram. Teria uns três anos e meio quando estava ao colo do meu pai numa ponte com uma linha férrea e, às tantas, o comboio apitou e eu estremeci muito. A partir daí comecei a prender a fala. Desde sempre os meus pais tiveram - sobretudo o meu pai - um talento enorme para me convencer que a minha maneira de falar tinha muito mais graça do que a das outras crianças. Todos sabem como os miúdos podem ser cruéis, mas nunca ninguém fez troça de mim. Nunca! Era impossível, porque eu desatava a rir e devolvia-lhes o riso com tal convicção... É extraordinário. E olhem que eu já fui muito mais gaga. Cheguei inclusive a fazer terapia da fala...

Nunca se sentiu limitada com isso? Não. O que não quer dizer que às vezes não sinta dificuldades. Normalmente, procuro escolher as palavras que digo. Gosto das palavras e do seu sentido. E muitas delas são-me difíceis de dizer. Quando eu estou a falar com alguém e me surge uma determinada ideia que envolve uma palavra mais complicada para mim, procuro logo outra sinónima. O que me deixa irritada. Porque não era essa outra palavra que eu queria dizer, mas a que eu evitei. A gaguez é uma disfasia muito complexa e misteriosa. Ainda se desconhece a dimensão das suas origens.

Viveu mais de 30 anos uma história de amor com o realizador Fernando Lopes. Entretanto, divorciaram-se. Como é recomeçar a vida aos 60? É... difícil. E mais não digo (risos) E esta é uma história longa, muito bonita e muito intensa. E pronto.

Como vê o passar dos anos? Com grande naturalidade. Cuido do meu corpo o mais que posso. A única coisa que não faço é deixar de fumar. Pratico regularmente exercício físico. Até há pouco tempo pratiquei esgrima e ténis. Nado sempre que posso. Faço massagens. Já não é mau...

O envelhecimento é mais ingrato para a mulher do que para o homem? Talvez. O envelhecimento nunca me assustou. Eu, por exemplo, gosto de rugas. Gosto delas desde sempre. São trilhos que aprecio em mim e nos outros. Mas desagrada-me bastante a flacidez. E acho que nos cabe a nós exigir mais do espelho.

Continua a ser uma mulher elegante. Exige muito do seu espelho? A minha mãe era muito, muito, muito bonita. Até morrer. E o meu pai era parecido com o Hitchcock. E eu, até muito tarde, era igual ao meu pai. Era gorda, tinha acne, o rosto bolachudo. Recordo-me bem do olhar oblíquo que os amigos dos meus pais não resistiam a fazer. Olhavam para a minha mãe, depois olhavam para mim e deviam pensar "que pena não ter saído à mãe" ...o que me deixava muito danada. Acabei por emagrecer. Até deixei de ter as mãos sapudas, talvez porque passei a imitar os exercícios que a minha mãe fazia (gesticula como uma bailarina). Depois comecei a apreciar o sorriso belíssimo da minha mãe. E pensei: 'talvez eu possa ensaiar esse sorriso'. Olhe: tanto ensaiei que comecei a sorrir como ela. Por isso digo que devemos exigir do espelho. Mas cuido da minha imagem para mim. Não para os outros. Sou capaz de me arranjar melhor e não sair de casa.

Ainda sobre África, um dia referiu que o animal que mais a impressionou foi o elefante. Pela sua maneira de viver em grupo, de se sociabilizar... E também porque nos dá uma grande lição de morte. A dignidade da morte é uma coisa que nos escapa. Os elefantes quando sentem que vão morrer escolhem um parceiro e afastam-se do grupo com ele. Podem andar os dois vários quilómetros em silêncio. A um dado momento o elefante que sabe que vai morrer encontra o seu cemitério, um círculo imaginário na terra queimada na savana, e estaca no perímetro. Trombeteia para o outro que lhe responde e vai-se embora. O elefante doente senta-se e espera a morte. Sozinho. É muito bonito. Impressionante.

A morte não a assusta? A morte não me agrada, mas não me assusta. Eu gosto de viver (risos). Acho que vou ter saudades de mim. E dos outros com certeza. O bichinho da imortalidade acompanha-nos...

Como gostaria de ser recordada? Maria João Seixas. Uma mulher que gostou de gostar dos outros.

(Texto original publicado na Revista Única da edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009)

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Maria João Seixas A cultura é o petróleo português
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:23 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
A cultura é o petróleo português. Talvez por isso é que furam, furam e não encontram nada. Em tempos que já lá vão houve um ministro que disse que os Árabes tinham o petróleo e nós os emigrantes. Fico à espera que apareça mais alguém com outras idéias a ver se ele jorra.
 
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Corram!
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 21:56 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Depressa!
Encham os depósitos dos automóveis!
O combustível já está a faltar nas bombas de gasolina!
 
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Maria João Seixas
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:13 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
Então se o PS arranjou "tachos" ( governadores civis) para aqueles que foram a votos e o povo rejeitou-os, porque não havia de contemplar mais um boy, de nome Maria João Seixas ?
Esta, nem sequer foi a votos !
 
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Para moçambicana...
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 17:01 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
Esta senhora, para moçambicana, não está mal...
Compreendo o que a senhora diz em relação à riqueza da nossa lingua e da nossa cultura. Mas que dizer de um país, em termos de acção cultural, que tem as traseiras do Palácio Nacional da Ajuda naquele estado, há 100 anos???
Palácio Nacional da Ajuda que faz parte dos edificios de Protocolo do Estado e é sede do Ministério da Cultura, por sinal... Vão lá vêr!
Ou seja a frase é bonita, aplica-se e fica bem nos meios intelectuais, mas a realidade dos factos, como geralmente acontece nestas coisas, é outra bem diferente!!
 
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Olá Maria João
user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:56 | Terça feira, 22 de dezembro de 2009
Quero desejar-te as maiores felicidades no desempenho desse difícil e prestigiado cargo. E sei que vais certamente honrar a memória do João Bénard e ser uma sua distinta sucessora.
Há bastantes anos que não nos vemos desde os teus anos da Faculdade em que te fiz algumas fotografias que, por descuido e desleixo meus, nunca cheguei a dar-te.
Talvez que um dia próximo passe pela Cinemateca.
Uma abraço amigo e um beijo.
Nuno Calvet
 
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Talvez por conhecer a ilha de moçambique;também go
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:59 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Talvez por conhecer a bonita Ilha de Moçambique;também gostei de você...???REALMENTE QUEM CONHECEU ESSA ILHA TÃO BONITA;COMO TODO O MOÇAMBIQUE;nunca mais esquece;essas terras..Eu não fui nasido lá;mas Moçambique sempre vai ficar no meu coroção..Afinal me deu muita coisa que hoje eu sou;e que realmente jamais deixarei de agradecer áquele povo;ainda nos tempos do chamdo colonialismo português..Não sou saudozista;mas o desfecho da descolonização jamais irei esqueer;em que meia dúzia de guerrelheiros lhes é entregue um território maior que a frança;e sem preparo nenhum de governanr;apenas foi destruído um país;em que levou 500 anos a construir..Agora podem mandar para lá aqueles que contribuiram para a miséria daqueles povos..Só os donos do poder estão rindo á toa..O RESTO VIVE A MAIOR MISÉRIA DO MUNDO..sem comer ;sem assistência médica;sem professores;sem escolas;sem habitação digna;concluindo e resumindo;tudo acabado e arrazado..DÁ PARA PÔR ESTE TÍTULO AO FILME...***E TUDO O VENTO LEVOU.*****.... kantiflas.
 
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    Re: Talvez por conhecer a ilha de moçambique;també    Ver comentário
exprjose270747 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:55 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
    Re: Talvez por conhecer a ilha de moçambique;també    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:31 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
NEM A AGRI-CULTURA, QUÂO A CULTURA...!
Montebranco (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
MAS DE QUE CULTURA ESTA A SRA. M.J.SEIXAS A FALAR...???
VXA COMO MULHER DE CULTURA DEVE CONHECER A MAXIMA QUE DIZ QUE : " A FOME E NEGRA"...!
ORA COMO VXA COMPARA CULTURA COM PETROLEO=NEGRO=FOME=CULTURA=VXA E TODOS OS OUTROS QUE PENSAM E POSSEDEM CULTURA IGUAL A SUA.
UMA SENHORA DA CRAVEIRA DE VXA NAO DIZ BARBARIDADES SEMELHANTES.
O SEU E O MEU PORTUGAL, E ATE NOVA ORDEM, É UM PAIS DE ANALFABETOS.
E DIGO ANALFABETOS POR VONTADE PROPRIA DOS POLITICOS PORTUGESES QUE TEÊM MEDO QUE ALGUEM POSSA ADQUIRIR MAIS SABER DO QUE ELES LOGO CONVEM CONTINUAR A EMBRUTECER O ZE POVINHO.
E VXA E TAO RESPONSAVEL COMO TODOS OS OUTROS AO VIR COM UMA GRANDE LATA DIZER QUE A CULTURA E = NEGRA=FOME...!
CULTURA...CULTURA... SO SE FOR DA BATATA E AINDA.
Eu autorizo o EXPRESSO a mete-la em contacto comigo. Dar-lhe-ei dados veridicos da nossa miseravel cultura.
 
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Cultura = petróleo? Expliquem-me...
impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
MJS é uma mulher com qualidades patentes, inteligente,culta, interventiva, de formação democrática e o mais por esse viés. É católica também, coisa que nunca fui, mas isso deve dar-lhe um consolo de que carece ( ex. Benard da Costa numa nuvenzinha a olhar para ela....) mas de que, não sei porquê, não sinto falta.
Assim ás vezes diz coisas que ditas por outra pessoa rapidamente pensaria serem asneira, mas que ditas por ela me levam a dizer que, pura e simplesmente, não entendo, não consigo dar um sentido útil. Talvez a deficiência seja minha mas não vejo o alcance da equiparação, para nós, portugueses, da cultura ao petróleo.Os que têm petróleo vivem disso ou progridem com isso, utilizando-o industrialmente ou vendendo-o. O petróleo é imprescindível para a guerra. Desde há muito, faz-se a guerra para ter petróleo para poder fazer a guerra.
Se substituir a palavra petróleo por cultura, estas últimas frases fazem algum sentido? O petróleo português é a cultura?
O petróleo é riqueza económica, mola real de algumas economias, cobiça de todo o mundo. A cultura é riqueza,sim, mas puramente espiritual e depende mesmo, no seu desenvolvimento, do riqueza económica, como se sabe. Investir na cultura é um investimento só rentável, se for, a muito longo prazo. O petróleo é outra conversa - é para já.
Se MJS quis dizer que a cultura é a nossa grande riqueza e devemos cuidar dela, muito bem. Mas porquê assimilar a "ouro negro", porque não apenas a ouro? ou vá, diamantes?
 
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    Re: Cultura = petróleo? Expliquem-me...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:10 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Ó Maria João,
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 20:21 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Tás aparvalhada ou quê ?!!

O pessoal a quem pertences , quer é futebol, "pontes", empreguinho "efectivo" e dizer mal de quem lhes paga e/ou lhes "dá" subsídios (aqui incluo também a chungaria e a "elite" patronal).

Chorar e mamar é o que quer o teu povo desde que, D. Afonso Henriques andou às turras com as tropas da mãe.

Deixa-te de sonhos e cai na real !
 
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O Petróleo já era...
LaBruyere (seguir utilizador), 1 ponto , 21:29 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
... e não existem «energias alternativas»?
 
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sou a rosa e gosegosto muito da ddodoona maria
Rosa Engeitada (seguir utilizador), 1 ponto , 0:09 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
a senhora dona maria joão seixas queira desculpar mas quem escreveu o título foi o estúpido do meu patrão que tem a mania que é engraçadinho e que quando a ouviu falar em cultura ele disse que se devia estar a referir à cultura da cana de açucar para os carros andarem a alcool e por isto vê como ele é bronco mas também peço desculpa pelas piadas parvas dos meus colegas de desabafos que quando estão perante uma senhora fina dão uma de machões e é que são boas pessoas mas não resistem a uma graçola e por isso é que não há petroleo em portugal mas agora com as novas oportunidades é só furar e por isso é que o senhor berardo que é também uma pessoa muito ligada à cultura já tem uma empresa para descobrir petroleo em portugal e como comparando com ele são todos cultos convenceu-se que há petroleo em todo o país e eu não sei se ele o vai encontrar mas que vai encontrar dinheiro para procurar petroleo isso vai e de certezinha porque dinheiro ele encontra sempre
 
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Petróleosem octanas
exprjose270747 (seguir utilizador), 1 ponto , 4:20 | Terça feira, 22 de dezembro de 2009
Seria bom que os dirigentes portugueses valorizassem a cultura lá fora e talvez a qualidade do petróleo melhorasse.
Li que os espanhóis estão a preparar 200 mil professores para o Brasil e assim inverter a força da língua portuguesa.
Lamentavelmente Portugal nem sequer disponibiliza dinheiro e professores para os filhos dos emigrantes.
E a colonização de portugal não pára. A pretexto da universalização as nossas universidades quase que só já ensinam em inglês. Ouviram bem Mariano Gago e Maria João Seixas ?
 
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    Re: Petróleosem octanas    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:08 | Terça feira, 22 de dezembro de 2009
    Re: Petróleosem octanas    Ver comentário
Muzhik (seguir utilizador), 1 ponto , 21:40 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
    Re: Petróleo sem octanas    Ver comentário
exprjose270747 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
Uma bonita pessoa...
soniras (seguir utilizador), 1 ponto , 13:47 | Terça feira, 22 de dezembro de 2009
...que acredito que a MJS seja.
Muito bonito o seu discurso pena que tenha que discordar neste sentido: a cultura deveria ser o petróleo do mundo até, mas não é.
Parabéns pela pessoa que é!
 
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Bons tempos em que andei lá nos riquexós.. viram.?
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Terça feira, 22 de dezembro de 2009
Bons tempos;em que quando visitava aquela ILHA DE MOÇAMBIQUE;e que andava sempre de riquexó..Quem lembra..??/Era bonito demais.. ouviram..???sERÁ QUE AINDA TEM LÁ..??? Se tivesse por lá;votava lá..Há mas os frelimos agora andam por lá;e ainda me rapatavam e me prendiam la naquelas tumbas que por lá havia dos tempos dos nossos Heróis que por lá estavam sepultados..OUVIRAM..???mE PARECE QUE ATÉ ESTAV LÁ O AFONSO DE ALBUQUERQUE;E O VASO DA GAMA;E O CAMÕES;E O VÁRIOS VICES REIS DA ÍNDIA.. eu ate´já nem me lembro..Mas tinha lá muitas tumbas dos restos mortais;que morriam lá na Índia;e também pelas viagens de lisboa á Índia..sabem qual é o melhor título para este filme...????? ***E TUDO O VENTO LEVOU***.... KANTIFLAS.
 
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A cultura é o petróleo português
etrusco (seguir utilizador), 1 ponto , 22:23 | Terça feira, 22 de dezembro de 2009
Sendo a entrevista digna da "caras" ou da "hola", mas de uma parvoíce pegada para um jornal como o Expresso, desculpem se me enganei, as respostas são de uma banalidade absolutamente "loira". E esta ideia peregrina de que "a cultura é o petróleo português" é absolutamente destituída de senso e de um vazio a perder de vista. Enfim, um verdadeiro erro de casting. Se é isto que a entrevistada tem para dar ao país e à cinemateca o melhor mesmo é por o vice a titular que a única coisa que tem de errado é não ser do partido do governo, mas ao menos sabe do que fala, quando abre a boca. Mete a língua no saco da cultura quando a verdade diz o contrário.
Estes culturaleiros de alta costura não aprenderão nunca.
 
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