"O poder é isto!". Marcelo escolheu um estúdio de televisão para dizer "Não" ao PSD. Convidado dos 'Gato Fedorento', o professor explicou porque não avança para a liderança do partido: propôs "conversas bilaterais" com vista a uma candidatura de unidade mas o partido não quis. "Querem ringue, e se querem ringue eu não vou", afirmou Marcelo a Ricardo Araújo Pereira.
Indisponível para "o poder clássico" de que disse ter "estado pertinho", Marcelo enfatizou o imenso poder de que dispõe enquanto comentador televisivo. "Já viu o que os políticos mais ambicionam? O que é que o presidente da Câmara de Lisboa ambiciona? É ser comentador da SIC".
Cheio de remoques para a RTP - "emagreceram o programa, mudaram-lhe a hora, agora já nunca se sabe a que horas é o Marcelo, já ninguém nota que ainda há programa e a RTP nem avisa", queixou-se o professor - deixou perceber que é no comentário que tenciona continuar. Pelo menos para já.
Marcelo nem sequer garante querer uma candidatura presidencial: "eu tenho um trilema: ou escolho uma (PSD), ou outra (presidenciais), ou não escolho nem uma nem outra".
Cáustico com Sócrates, Marcelo diz que não é normal nunca mais haver Governo. Mas encontra uma explicação para "ele de vez em quanto acertar nalgumas coisas: é que ele começou na JSD".