13/02/2012 atualizado às 9:20
Página Inicial » Blogues » Luís Carmelo » Marcelo e a rodagem de O Homem Invisível

Marcelo e a rodagem de O Homem Invisível

Os candidatos à liderança do PSD integram o argumento de O Homem Invisível. Não o original de H. G. Wells, mas o que possibilita ao público ver, através da invisibilidade de Aguiar Branco, Passos Coelho e Rangel, o único protagonista real da eleição: Marcelo Rebelo de Sousa.

Luís Carmelo (www.expresso.pt)
12:00 Segunda feira, 8 de março de 2010

Marcelo é um doce. Há anos e anos que tem a melhor comunicação à sua disposição. Há anos e anos que marca, em boa medida, o tempo político em Portugal.

Filomena Mónica tem toda a razão nesta 'Questão Marcelo'. Com efeito, mesmo para quem vive afastado da televisão, o "professor" é uma verdadeira ilha nas condicionadas e previsíveis verves da nossa praça.

Marcelo conhece a capoeira toda e, ainda que não seja totalmente livre, sabe que palavras suas a mais ou a menos não lhe causarão aquelas feridas que são próprias de um pequeno mundo onde tudo e todos se conhecem.

Há quem diga que o Marcelo segrega maldade com tons amenos de baunilha. Há quem diga que Marcelo concatena ideias e imagens com mais chama do que um processador Fujitsu.

E o que dizer da intensidade das suas leituras e das associações rápidas de nomes, atributos e notas?

Nas eleições para a liderança do PSD, há, neste momento, uma evidência geral: todos os três candidatos parecem integrar o argumento de O Homem Invisível. Não o original de H. G. Wells, mas um outro que possibilita que o público consiga ver, através da invisibilidade de Aguiar Branco, Passos Coelho e Rangel, o único protagonista real na eleição: Marcelo Rebelo de Sousa.

Se Marcelo avança ou não avança, ninguém sabe.

Ao longo desta semana, ir-se-á desvendar o clímax do novo argumento do O Homem Invisível. Jardim e Menezes - olha quem! - já anteviram uma parte significativa das filmagens. Mas a rodagem de um filme é sempre um caminho tortuoso e cheio de potenciais contratempos.

Marcelo é um doce. Um típico doce português, algo conventual. Há anos e anos que respira nas nossas casas. Há anos e anos que sopra a lenta fogueira da nossa labareda política. Há anos e anos que todos lhe auguram o altar maior do poder.

Mas ninguém se esquece que Marcelo conta já duas derrotas políticas de fundo no seu CV: já claudicou como líder do PSD e já claudicou como candidato à mais importante autarquia do país. A penumbra convive com a luz, mas também convive - e de que modo - com a sombra.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Provas de Aferição: uma metáfora do país
10:30 Sábado, 8 de maio de 2010, 3
Ricardo Rodrigues, a Luísa Vilaça de Eça
10:00 Sexta feira, 7 de maio de 2010, 1
A ilusão da liberdade
14:18 Quinta feira, 6 de maio de 2010,
Manuel Alegre: No, you can´t!
22:37 Terça feira, 4 de maio de 2010, 1
1ª de Maio: o tabu ou o nosso Ganges?
8:00 Sábado, 1 de maio de 2010, 3
Silêncio sem 'share' nem perdão
19:36 Quinta feira, 22 de abril de 2010,
O abismo da confiança
10:30 Quarta feira, 14 de abril de 2010, 8
Os Fukuyamas da igreja
14:29 Terça feira, 13 de abril de 2010,
O Wrestling político e o PSD
23:48 Sábado, 10 de abril de 2010, 6
Valença e a alma ferida
15:21 Quarta feira, 7 de abril de 2010, 1
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP