Um almoço/conferência na Universidade Católica sobre "O país após as eleições" deu a oportunidade e Marcelo Rebelo de Sousa
aproveitou-a.
Numa clara descolagem dos que na actual direcção do partido admitem chumbar o Orçamento do Estado (OE) para 2010, o professor disse esperar a aprovação desta Lei "para evitar um ciclo de instabilidade no país" e defendeu que PSD
e CDS-PP
são as forças políticas em melhores condições para assegurar a viabilização do documento.
Dirigindo-se directamente ao PSD, o professor dramatizou a situação do partido - "a balcanização tem de acabar" - e apelou à união interna: "O PSD deve unir-se e reflectir sobre os seus problemas de fundo".
Marcelo não tem a certeza de que isso seja possível - "não tenho garantias", disse - mas avisou que "o PSD tem que entender que tem que ultrapassar animosidades antigas entre pessoas e entre várias sensibilidades que não só políticas".
Sem se comprometer ainda com uma candidatura à liderança do partido, o professor lançou para a mesa o tema das presidenciais, frisando que "é desejável uma recandidatura do professor Cavaco Silva".