A crise económica arrastou o mercado de luxo para a recessão, em 2009, revelando fragilidades até nas casas de alta-costura que se julgavam imunes, como Versace ou Christian Lacroix.
Segundo uma previsão divulgada recentemente pela consultora Bain & Company, o próximo ano poderá trazer um aumento "modesto" de 1% na venda de artigos, mas a recuperação só será visível em 2011/2012, explica Claudia d'Arpizio, responsável pelo estudo, por sinal bem recebido entre as marcas de luxo, que este ano sentiram quebras nas receitas entre 10 e 20%.
"Ser frugal está na moda", resumiu D'Arpizio ao "Financial Times" para explicar que a procura vai sentir-se primeiro no sector dos acessórios (carteiras e sapatos) do que na roupa. E as vendas online vão disparar. Estima-se que o valor do mercado de luxo global ronde, agora, €158 mil milhões.
Ganhos e perdas
50%
dos clientes das lojas de luxo instaladas nas principais capitais são turistas, segundo estudos de mercado, o que prova que as marcas não conseguem sobreviver estando dependentes de um só segmento
15%
a 20% de redução nas vendas de artigos de luxo, segundo previsões do Worldwide Luxury Goods Market para 2009. O mesmo estudo provava que o vestuário ia ressentir-se mais do que o comércio de jóias (perdas de 12%)
Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Novembro de 2009