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Marcação cerrada

0:00 Quarta feira, 30 de dezembro de 2009

Será possível 2010 ser um ano em que as eleições não estão subjacentes a cada acto político? Ou a estratégia do Governo passa por derrotar, nas urnas, o Presidente?

A última semana trouxe uma novidade em termos de comunicação. O Governo e o Presidente passaram a marcar-se homem-a-homem. Qualquer frase tem resposta, uma fonte é contraposta com outra fonte. Se no fundo do palco a cena é sombria, mais perto das luzes disfarça-se e, caso algo corra demasiadamente mal, culpa-se a rapaziada dos jornais.

Mas que interesse pode ter esta guerra para cada um dos contendores? Na perspectiva daquilo de que o país necessita, a resposta só pode ser nenhum interesse!

Poderá, no entanto, existir interesse político neste ambiente de guerrilha. E teme-se que o ano de 2010 possa ser desperdiçado nessa esterilidade. Do lado do Governo, seria uma enorme fonte de legitimidade e de poder acrescido poder derrotar, no início de 2011, o Presidente da República. O qual não tem escondido o desagrado que o primeiro-ministro lhe provoca. Mais: seria, nesse caso, o primeiro chefe do Estado da história da nossa democracia recente a não ser reeleito.

Mas da parte de Belém tem havido a tentação de responder à letra. E com isso parece, por vezes, estar a contribuir para a desestabilização do Governo e para a realização de eleições antecipadas, caindo na clara armadilha que Sócrates lhe monta.

O apelo à serenidade e colaboração entre as duas figuras cimeiras do Estado, é mais do que um desejo. Deve ser um dever, uma marcação cerrada que o país impõe a ambos.

O novo mundo


A Cimeira de Copenhaga foi um falhanço e ainda durará algum tempo até entendermos que consequências terá este fracasso.

Mas desde logo o final da cimeira mostrou algo de inédito: os países que impuseram o fraco acordo existente foram os EUA, a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul. A Europa, que se orgulha de estar na vanguarda, ficou arredada da cimeira. A nova ordem começa a desenhar-se e não é boa para nós.

É a vida?


A entrada de capital angolano na Zon - ou melhor, de capital da família do Presidente de Angola na Zon -, justifica-se pela necessidade de a Zon entrar em Angola. É a vida...

E assim colaboramos com quem tem regras de mercado curiosas e muito familiares. Se fossem só privados a fazê-lo, poderíamos dizer que deviam ter um pouco mais de ética. Quando nesse negócio intervém uma empresa do Estado, resta-nos dizer que é uma vergonha!

Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Dezembro de 2009

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A bipolarização necessária
CondestavelXXI (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:31 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Creio que é consensual que Portugal necessita de medidas impopulares (ditas de direita) para reequilibrar as suas contas e seguir um caminho de desenvolvimento sustentado. Essas medidas têm que ser aplicadas por governos apoiados por maiorias absolutas de centro esquerda ou de centro direita. A forma que Portugal tem de conseguir essas maiorias passa por federar o centro direita criando uma espécie de Partido Popular capaz de alternar o poder com o PS. Com esta bipolarização o populismo de esquerda também perderia força pressionado pelo voto útil e teríamos maiorias fortes e responsáveis na medida em que a oposição teria fortes possibilidades de governar ao contrário do que acontece no cenário actual. O exemplo do que afirmo está nas maiorias anormais da AR (todos contra os PS) como se o PS fosse a direita e CDS+PSD fossem de esquerda ao aprovarem medidas aceites pela extrema esquerda. Isto seria ridículo se não fossem golos na própria baliza de Portugal. Necessitamos de um centro direita forte e unido em torno de um líder capaz de conquistar uma maioria absoluta. Digo eu que sou um "infeliz porta voz deste execrável PS".
 
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    Re: A bipolarização necessária    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:52 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
A bipolarização nefasta
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 10:01 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Com o PSD em fase de esvaziamento e sem um líder forte capaz de remar contra o crescimento do CDS, Cavaco transforma-se na única esperança da direita para derrotar Sócrates ainda que indirectamente. Entretanto, Portugal sofre as consequências de uma bipolarização entre órgãos de soberania quando necessita urgentemente de uma bipolarização partidária. Cavaco - Sócrates é uma bipolarização nefasta que só contribui para agravar os problemas de Portugal.
 
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Estratégia do governo
nao tento (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:19 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Se o governo tivesse alguma estratégia, tentava governar e não estava constantemente a lamentar-se que não o deixam governar.
O alibi do governo é armar-se em desgraçadinho, na esperança de haver eleições antecipadas e ter maioria absoluta.
Este senhor 1º ministro só quer governar com maioria absoluta, está bem claro.
 
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Marcação cerrada
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:23 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Passado pouco tempo já deu para perceber que mais coisa menos coisa não temos coisa nenhuma. Era de esperar que o País ía ficar ingovernavel. No meio desta trapalhada uns tomam o partido da Oposição, outros o do Governo, mas também há os do Presidente, que pelo andar da carruagem vai ser mais uma Oposição. Cada um pedala a sua bicicleta, mas à bicicletas que não são mais do que lebres na corrida. No meio de toda a bagunça e por culpa do povo que não soube ou não quiz dar uma maioria absoluta a um só partido, estamos neste impasse. Se ainda há quem tenha duvidas que as reformas são uma necessidade e não um capricho deste ou daquele Governo, não vão esperar muito para terem a certeza. O merceeiro não tarda aí para cobrar o que emprestou e com juros. Nunca tive dúvidas, mas agora tenho certezas que mais dia menos dia é preciso baralhar e voltar a dar. Como se costuma dizer estas cartas estão passadas. Espero que quando isso acontecer não façam o mesmo. Não fui eu que disse que um Rei fraco faz fraca a forte gente. Por outro lado há quem afirme que não nos podemos dar ao luxo de não ter uma maioria absoluta, ou então um governo Presidencialista. Para grandes males grandes remédios e isto não vai lá com paninhos quentes.
 
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Vamos lá …
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 15:00 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
“Será possível 2010 ser um ano em que as eleições não estão subjacentes a cada acto político? “

Não!!!
Adoro perguntas simples como esta.
Ao não ter existido uma maioria absoluta na assembleia da republica a única coisa que passa pela cabeça de todos os partidos é obtê-la e pela cabeça de Cavaco aquela da cor que mais lhe agrada!!!

  Quanto a Copenhaga…Pois…depois de tudo o que se passou com aqueles famosos mails onde a trafulhice feita na ciência não é diferente da que no ultimo ano aconteceu na banca o espantoso é ainda ter existido em Copenhaga algo para alem do frio da época.

Agora a ZON e a filha do presidente de Angola...Deixa cá ver se percebo…não gostam que Portugal tenha negócios com o regime angolano? E do venezuelano? E do boliviano? E do cubano? E do israelita? E do afegão? E do iraniano? E do chinês? E do indiano? E do paquistanês? E de um outro qualquer pais africano?
Para um país tão pequeno, endividado e ridiculamente ingovernável até que temos um monte de princípios de com quem não negociar… O problema reside que aqueles com quem queremos negociar podem não ser tão pequenos, podem não ser tão ridiculamente ingovernáveis, mas estão igualmente endividados. Como tal, querem captar capital estrangeiro de onde???
 
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Maioria ou minoria...
JCCC (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:15 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Mas será que é preciso uma maioria para os nossos políticos apresentarem trabalho no sentido de melhoria do nosso país?
Será assim tão divergente a visão que os partidos têm para o mesmo?
Ou será que tudo se resume essencialmente a picardias e procura de protagonismo para proveito próprio, esquecendo o essencial?
Estes políticos esgotam-se e parecem pouco importados com o facto. O futuro do país não pode estar reduzido a isto.
No momento da sua tomada de posse (cerimónia solene) juram defender o superior interesse de todos nós, mas uma vez instalados nas cadeiras do poder, não fazem mais do que criar dificuldades mútuas e disparar ataques sobre o que eles próprios têm feito nos últimos 35 anos.
 
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Sentido de Estado no Governo?????
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:59 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
O clima de guerrilha iniciado pelo Eng. Sócrates ao Presidente da República é lamentável e revelador das suas reais intenções!!!!! Constata-se que o seu interesse nacional é extremamente reduzido preferindo lançar os seus compatriotas partidários na vida política nacional!!!!

Colocar os interesses partidários por cima dos valores nacionais é revelador da personalidade do nosso Primeiro Ministro!!!!

É clara a intenção de o PS e do seu líder lançar o Sr. Alegre na guerra pelas eleições presidenciais tentando fragilizar ao máximo o nosso Presidente com querelas ridículas e fúteis!!!

O desnorte governativo é evidente e a tentativa de provocar eleições antecipadas é bem real!!!

Um dos pontos fulcrais será a discussão do Orçamento de 2010 e as posições dos partidos da oposição e o conteúdo do respectivo documento!!!
 
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    Re: Sentido de Estado no Governo?????    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 1:54 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Re: Sentido de Estado no Governo?????    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Re: Sentido de Estado no Governo?????    Ver comentário
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Re: Sentido de Estado no Governo?????    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 20:46 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Re: Sentido de Estado no Governo?????    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
O PS da nossa tristeza.
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 16:23 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Como sempre, o PS veio para a guerra, empurrado pelos meninos bonequinhos do PSD e restante direita, fazer o trabalho que estes não têm a coragem de fazer. Quando este trabalho estiver terminado, neste ciclo, os sociais-democratas, virão novamente para a governação. Era para ter sido agora, mas devido à crise internacional e á confusão interna, a vitória escapou-lhes e, não será com eleições antecipadas, que o vão conseguir. Terá de ser daquí a quatro anos, se tudo correr normalmente, quando os socialistas, tiverem dado cabo do resto da economia e da estabilidade, seja, tiverem desbravado o caminho à direita. Aí, com um mar imenso de desempregados, função pública quase inesistente e, um rancho de empresas falidas e fechadas, prontas a ser abertas por tres vintens, os Yupis do PSD, aparecerão como salvadores da pátria, para tornar a encher os bolsos com dividas à segurança social e finanças.

Se realmente a direita ainda quer governar, em termos verdadeiramente desenvolvimentistas, até que desapareça de vez, o que levará ainda um longo tempo, terá de meter um travão aos meninos mal comportados, e aliár a experiência, à perda de receio no investimento lento mas seguro, baseado na qualidade e, virado para o mercado europeu, pagando bons salários e promovendo uma boa segurança aos cidadãos, em termos sociais. Assim, pagando pouco e produzindo artiguinhos sem qualidade, nunca passaremos da cepa-torta, limitando-se a encher os bolsos rápido e a entregar o país aos turistas.
 
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O governo minoritário do PS está refém da...
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
Dado que o governo é minoritário,só haverá eleições antecipadas se a Presidência da República quiser ou o primeiro Ministro apresentar a demissão(mas neste eventual caso,poderia vir a ser formado novo governo no quadro da actual composição partidária do Parlamento).
Logo,o actual governo está refém da do Presidente da República e do país e o que tem a fazer é governar ou não fazer coisa nenhuma deixando as instituições do Estado funcionarem.
Se o governo PS quiser ter mais poder político capaz de impor o seu programa e de responder aos vetos da Presidência da República,terá de formar um governo maioritário de coligação com outro ou outros partidos representados no Parlamento,como é óbvio.
A continuar assim,o poder político do Presidente da República tenderá a evidenciar-se cada vez mais e a falta de uma governação adequada do país será atribuída naturalmente à inépcia do governo enquanto que os partidos da oposição tenderão a ter cada vez mais iniciativas governativas.
O melhor é Primeiro Ministro,o Eng. José Sócrates, fazer como o Sílvio Berlusconi em Italia e passar a entreter o país com "faits divers" que lhe dêem popularidade e entretanham a população enquanto as instituições competentes do Estado vão fazendo discretamente o que podem nesta altura de "vacas magríssimas"que não dá evidentemente para avançar com grandes projectos do agrado popular e em que,possivelmente,nenhum partido está muito interessado em ir para o governo na actual conjuntura.
Será assim?...
 
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    Re: O governo minoritário do PS está refém da...    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 2:02 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Re: O governo minoritário do PS está refém da...    Ver comentário
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 10:21 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
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