13/02/2012 atualizado às 13:10
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'Manifs' terão contado com 30 mil estudantes

Cerca de 30 mil alunos do ensino básico e secundário terão participado nas manifestações realizadas hoje em todo o país. Polícia terá identificado dezenas de estudantes

18:01 Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Estudantes do ensino básico e do secundário afirmam que cerca de 30 mil alunos participaram hoje nas manifestações realizadas em todo o país e adiantam que está a correr um abaixo-assinado para recolher 50 mil assinaturas. 

Os alunos que decidiram "fazer do dia 4 de fevereiro uma grande jornada de luta", no continente e ilhas, reivindicam a revogação do estatuto do aluno, do regime de faltas, a aplicação imediata da educação sexual nas escolas, o fim dos exames nacionais, a melhoria das condições dos estabelecimentos de ensino e a gratuitidade dos manuais escolares. 

Em comunicado, a Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB), que promoveu o protesto, acusou o Ministério da Educação, os agentes da autoridade e as escolas de uma ação concertada para "impedir os protestos identificando estudantes, fechando portões para impedir os estudantes de saírem da escola e impedindo trajetos de manifestações". 

Ministério nega pressão


A DNAEESB fala ainda em dezenas de estudantes identificados pela polícia em todo o país e afirma ter tomado conhecimento de "uma circular do Gabinete Coordenador da Segurança Escolar em que se ordenou às escolas que tomassem 'medidas especiais' com vista a impedir a realização dos protestos". 

O Ministério da Educação nega ter havido quaisquer orientações no sentido de impedir os protestos, manifestando-se respeitador dos "direitos de liberdade de associação dos estudantes". 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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