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Manifesto contra o facilitismo nos exames

No blogue RGA - Reunião Geral de Alunos, Miguel Galrinho faz uma proposta radical: "Os exames têm de deixar de ser feitos pelo Ministério da Educação".

Margarida Cardoso
18:23 Quinta feira, 2 de julho de 2009

As críticas ao sistema de ensino dividem os adeptos da simples abolição de exames e os que defendem um ensino mais exigente, como Miguel Galrinho, aluno do 1.º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico.

Para ele, "um ensino pré-universtário mais exigente", que ensine os alunos a estudar, só será possível quando os exames deixarem  de ser feitos pelo Ministério da Educação.

"Cada ministro quer mostrar os resultados das suas políticas e por esse objectivo não se importa de sacrificar a exigência, a fiabilidade dos exames", defende. E cita ainda o professor Nuno Crato, propondo "acabar com o Ministério da Educação e constituir um Ministério pela Educação". 

 

 

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E que tal um manifesto
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 11:59 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
Contra a iliteracia?
Contra a falta de qualidade do ensino?
Contra o facto de sermos a cauda da Europa em Matemática?

Contra o facto de qualquer aluno estrangeiro que por cá aterre sem falar a nossa língua, ao fim de 4 meses, seja o melhor da turma?

Contra o facto de os Espanhóis dissertarem sobre Cervantes, os Ingleses sobre Shakespeare e os Portugueses acharem Camões uma "grande seca" se souberem quem foi?

etc, etc, etc.

Acham que os exames difíceis resolvem o analfabetismo cultural, científico e geral que temos?
 
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Deixem-se disso
Maria_I (seguir utilizador), 1 ponto , 19:55 | Quinta feira, 2 de julho de 2009
Sou aluna também, fiz os exames este ano e, como já referi noutras notícias, concordo plenamente que os exames têm sido cada vez mais fáceis (Estupidamente fáceis, por sinal).

Infelizmente, o RGA, e outras associações de alunos a única coisa que sabem fazer é protestar, falar, faltar às aulas mas fazerem algo em concreto não fazem nenhum.

E ser outro órgão a fazer os exames não resolve nada. Têm é de lá meter gente competente para fazer o trabalho!

Os alunos só se sentem satisfeitos quando lhe metem o enunciado do exame nas mãos uma semana do dito exame ser realizado. Tenho dito.
 
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    Re: Deixem-se disso    Ver comentário
Anadez (seguir utilizador), 1 ponto , 2:44 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
    Re: Deixem-se disso    Ver comentário
Maria_I (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
Olha... outro manifesto
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 19:59 | Quinta feira, 2 de julho de 2009
É só manifestos hoje em dia...

Será que é da gripe A? Deve ser algum dos sintomas...
 
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Não é tão fácil assim! I
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 20:18 | Quinta feira, 2 de julho de 2009
O facilitismo impera, pois as metas políticas são definidas em função da quantidade e não da qualidade.
Isso torna-se mais evidente quando os jovens entram no mercado de trabalho, pois continuam a pensar e agir como se tudo fosse fácil e não houvesse consequências da neglicencia e falta de conhecimento.
Depois esse posicionamento prolonga-se em toda a sua vida.
Essa é a marca da nossa época e das sociedades europeias!
Por isso estagnamos, enquanto outros países surgem como novas potências.
Por outro lado não posso deixar de compreender o posicionamento dos governos. Precisam de reduzir custos, e precisam que os alunos saiam do sistema educativo.
O que não entendo é que tenhamos um ensino que aponta unicamente para a formação universitária, com o consequente engarrafamento e insuficiência da vagas.
Por outro lado, se no final do ano as metas não estão cumpridas, isso significa que em consequência do acumular de conhecimento cientifico os programas já não estão adequados á maioria dos alunos, e se hoje a esperança de vida é bem maior que 2 gerações a trás, talvez seja o momento de em toda a Europa se criar mais um ano de escolaridade pré universitário, e assim diminuir um pouco a quantidade de matéria em cada um dos anos antecedentes.
(continua)
 
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    Re: Não é tão fácil assim! II    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 20:25 | Quinta feira, 2 de julho de 2009
A teoria do facilitismo ...
turrican (seguir utilizador), 1 ponto , 1:11 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
Facilitismo? Você prefere estagnar e por pessoas a marcar passo em materia que não serve para nada em vez de progredirem? Você tem ideia de quanto custa e quantos sacrificios fazem os pais para ter filhos a estudar?

A teoria do facilitismo é advogada exactamente por aqueles que têm todas as _facilidades_ porque são ricos e querem que os filhos não tenham concorrencia

Use o seu proprio cerebro para escrever, mesmo que não seja brilhante. É o que eu faço
 
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    Re: A teoria do facilitismo ...    Ver comentário
Anadez (seguir utilizador), 1 ponto , 2:42 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
Vou ser claro
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 2:16 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
Quando este desgraçado ministério começou a baixar cada vez mais o grau de dificuldade dos exames, com o objectivo de reduzir as elevadas taxas de reprovação (já que não é possível, no estado de facilitismo socio-familiar em que vivemos aumentar a exigência em termos de estudo), eu avisei, abriu-se a caixa de pandora.

Quem é o ministro da educação que, futuramente se atreverá a inverter esta situação?
Para quê?
Para, baixando o sucesso, ainda ouvir dizer que com a anterior ministra tudo funcionava melhor pois reprovava menos gente?

Capacitem-se, agora vai ser assim, venha o PSD, fique o PS, seja quem for.

Reparem, muitos professores queixam-se de que a invenção das novas oportunidades, em que se faz 9º ou 12º com pouco mais que um powerpoint, veio tornar impossível exigir pouco que seja aos alunos menos motivados. eles no fundo torcem o nariz a qualquer exigência, e esperam pela idade para lá chegarem pelas novas oportunidades.

O ensino está lixado, e não vejo volta a dar.
Os melhores alunos das escolas públicas, os que têm ambições, abandonam as mesmas no 10º, e vão para colégios, para terem os vintes que hoje, neste ambiente de facilitismo geral são indispensáveis para chegar aos melhores cursos. O ensino público fica com o refugo. No fim, ainda é acusado de não saber preparar os alunos.

Só fico satisfeito de não me reformar tão cedo, pois quer dizer que sou um gajo ainda novo.
 
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Por qué estará a acontecer o mesmo em todos lados?
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:33 | Sexta feira, 3 de julho de 2009
Na Espanha já endoideceram por completo e, agora, se não era suficiente, pensam dar (sim, nestes momentos de crisis aguda!!) ao redor de 1.500 Euros para todos eses rapazes que resolvam não querer "empollar" e deichar os cotovelos sobre a mesa!!

Cada vez mais, existe essa ideia de que há que ajudar a calão em lugar de aquele que teve o esforço... qué futura geração vamos ter quando os miúdos estão a comprobar que quanto mais malandrices fazem nas aulas e menos estudam mas teorías psicológicas são sacadas em relação a isto e, pelo tanto, mais força têm para solidarizar-se com causas negativas???

Quem não chumbou um exame por problemas? quem não esteve doente em cama e teve que estudar para um exame a pedir os apuntes a um colega das aulas? quem não ficou aborrecido de ter que voltar ao colégio depóis das largas férias ou dos dois meses de verão?

Mas coitadinhos!! nós éramos dessa etapa em que nos dava vergonha não passar um exame e os pais ficavam zangados connosco sendo castigados a não sair de casa e estudar como doidos sem ter que passar toda a família pelo psicólogo do colégio...

Lutamos contra as adversidades e apreendimos sem saber que a realidade era mesmo assim, fazêndonos madurar e ter responsabilidades!!

Agora, até podem passar de um curso a outro tendo várias disciplinas principáis chumbadas!! Cómo se pode multiplicar ou divir sem saber sumar ou restar? como aprender a escrever sem saber ler?

Preparados para tomar decissões? Seguro que não!!
 
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