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Mais um ano perdido

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010

Temos um bom ministro das Finanças e temos um mau Orçamento. É um Orçamento de nem carne nem peixe, mas a culpa não é de Teixeira dos Santos: é da conjuntura económica em que é feito e da cultura instalada de há muito nas finanças públicas. Por mais que todos os dias sejamos alertados para o descalabro da dívida pública acumulada e do défice orçamental, nas últimas semanas pudemos ouvir o Oeste a reclamar apoios financeiros por causa do vento, a Beira por causa da neve e até o Alentejo por causa da chuva. A Região Autónoma da Madeira reclama o direito a continuar a endividar-se, como sempre e como se nada fosse, e quer também receber 111 milhões de retroactivos que lhe não permitiram gastar no passado. A produtividade não cresce, as exportações estão afectadas pela crise nos mercados de destino, a competitividade da nossa economia é marginal e temos mais de meio milhão de desempregados. Mas as 'forças mortas' do país continuam a exigir o Estado-subsidiador, enquanto que as 'forças-vivas', também chamadas de 'iniciativa privada', continuam a exigir o Estado-contratador.

Ninguém vigia os gastos inexplicáveis do Estado, excepto o Tribunal de Contas, que não é respeitado; ninguém é responsabilizado por eles, ninguém se atreve a cortar de um lado para compensar os gastos excessivos no outro. Depois, restam as receitas fáceis: congelar salários, subir impostos aos que mais pagam, privatizar ao desbarato o que resta de património público. É difícil também sustentar o valor de exemplo ao não ceder os 111 milhões de euros a Jardim, quando só as Estradas de Portugal se dispuseram a pagar mais 500 milhões do que constava nos concursos públicos de adjudicação das novas auto-estradas - e ainda as obras não começaram! É difícil sustentar o aumento zero dos funcionários públicos (todavia, justificado), quando, com o aplauso ou o silêncio cúmplice de todos, a nova ministra da Educação acaba de garantir a paz no sector, cedendo tudo aos sindicatos: não só o fim da avaliação, como também um sistema de privilégio na ascensão na carreira que todos os outros sectores vão também, logicamente, passar a exigir para si.

Às vezes, de facto, é difícil acreditar na crise. Viram como o presidente da Caixa-Geral de Depósitos foi ao Parlamento explicar, descontraidamente, que o dinheiro injectado pelos contribuintes no BPN em nada afectou as contas da Caixa? (Para que se tenha uma ideia do que foi, basta lembrar que o primeiro-ministro do Haiti calculou em 7000 milhões de euros a quantia de que o país vai precisar para se reconstruir, nos próximos cinco anos. Quer dizer que, se não tivéssemos gasto 4,2 milhões no BPN, nós, sozinhos, poderíamos financiar 60% da reconstrução de um país de dez milhões de habitantes!). 5000 milhões irá custar o novo Aeroporto de Alcochete e, embora nos jurem que é uma parceria público-privada, sem custos à vista para o Estado, nós já conhecemos bem essa fábula e estamos fartos de saber que as parcerias público-privadas são uma fórmula do sistema 'goze agora e pague depois... mas mais caro'. Aliás, nem é verdade que o Estado não entre já com dinheiro para Alcochete: vai vender a ANA para pagar parte do custo, e a ANA é uma empresa pública rentável, que vai ser vendida barata e transformar-se num monopólio privado de exploração dos aeroportos nacionais. Aposto o que quiserem que, depois da privatização, viajar a partir dos nossos aeroportos vai ficar mais caro - como ficou mais cara a electricidade, o telefone fixo e tudo o que passa de monopólio público a monopólio privado (e ainda congeminam o supremo crime de privatizar a água!). Entretanto, enquanto não vende, o Estado vai tornando a ANA mais apetecível para quem lhe deitar a mão: nos últimos anos, a empresa investiu mil milhões de euros na modernização dos aeroportos do Porto, Lisboa e Faro e vai investir ainda mais 400 milhões na Portela - um aeroporto destinado a fechar daqui a sete anos (fora os 150 milhões que vai custar levar o metro até lá). Com a privatização da ANA, a TAP irá à falência, como foi a Olimpic Airways graças ao novo aeroporto de Atenas: mas só irá à falência se for pública; porque, se já tiver sido privatizada (depois de recuperada e pagos pelo Estado os novos aviões), de certeza que a ANA não cobrará as mesmas taxas que cobra à TAP pública. É o mercado, meus senhores...

Sim, é difícil acreditar que estamos em crise. Não sei se repararam mas, segundo o Orçamento, vamos gastar mais 60% com o reequipamento das Forças Armadas, e não sei se repararam mas, discretamente, comprámos mais duas fragatas, desta vez em segunda mão, à Holanda. E para que servem as fragatas? Para treinar com os submarinos - que comprámos exactamente para treinarem com as fragatas. Porque, para tudo o resto que nos interessa na defesa das nossas duzentas milhas, as fragatas e os submarinos têm a mesma utilidade que teria uma metralhadora nas mãos de um pescador de sargos à linha. Mas isto é material sensível, tal como os aviões da Força Aérea os helicópteros Lynx, ou os novos carros de assalto Pandur. É uma coisa estranha, mas depois de comprados, constata-se que ou não voam porque não há pilotos ou peças sobresselentes, ou se afogam quando era suposto serem anfíbios, ou afinal não servem para as missões para que foram congeminados e adquiridos. Metade dos Pandur que comprámos há dois anos estão no estaleiro, incapazes de andarem, por misteriosas deficiências de fabrico. E os outros, afinal, não servem para os teatros de operações da NATO em que estamos envolvidos - Kosovo, Afeganistão ou Iraque. Servem para simular assaltos nas praias da Comporta. E vivam os velhos Chaimite, Puma e Aviocar, que tão bem continuam a servir as nossas Forças Armadas!

Visto que 2010 é um ano perdido em termos de mudança estrutural e política nas finanças públicas, deixo uma sugestão: que o Parlamento nomeie uma comissão dos seus melhores especialistas, que durante o ano inteiro trabalhará com o Governo e com os peritos necessários, para definir uma nova filosofia e uma nova atitude. O mandato da comissão deveria ser claro e inequívoco: primeiro, identificar o modelo de desenvolvimento que se quer para o país - quais os sectores onde investir e apoiar, quais os principais problemas e perigos que o país enfrenta e pode vir a enfrentar e quais os meios financeiros necessários para investir nessa aéreas; depois, identificar minuciosamente tudo o que são gastos supérfluos e esbanjamentos do Estado; definir um sistema de controlo prévio e punição posterior das derrapagens de custos não justificáveis; e, feita a limpeza da gordura inútil, tomar opções firmes - queremos investir na educação, cortamos nas obras públicas; queremos apoiar as exportações, cortamos nas despesas militares; queremos apostar na salvaguarda do património natural, cortamos no apoio ao turismo; queremos melhor saúde pública, cortamos nas reformas; queremos desporto escolar, desistimos do mundial de futebol. E por aí fora, estas ou outras opções, mas partindo de uma premissa que deve ser martelada na cabeça de todos os portugueses até que o entendam: somos um país pobre, com escassos recursos e um Estado que não tem dinheiro para acorrer a tudo e substituir-se à iniciativa individual e empresarial.

Talvez assim, ao menos, não ficasse esta sensação de mais um ano perdido.

Texto publicado na edição do Expresso de 30 de Janeiro de 2010

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lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 19:21 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
“queremos apostar na salvaguarda do património natural, cortamos no apoio ao turismo”

Este é o eterno problema do MST, confundir os seus desejos com as necessidades do país.
Eu percebo que ele não goste de campos de golfe a cada esquina, eu também não gosto.
Eu percebo que ele deteste o turismo de massas que e o mesmo transforma em Algarves tudo aquilo em que toca, eu também detesto (não ponho os pés no Algarve para ferias desde 88 e mesmo depois disso estive lá umas 10 vezes por motivos variados e nunca mais que dois ou três dias os quais por norma no inverno).
Eu percebo tudo isto no que a gosto pessoal diz respeito e nem vou debater pela enésima o novo aeroporto. Mas não querer o turismo como uma das principais fontes de receita num país como este e quando falo de turismo falo de praia, golfe, vida nocturna, jogo e vicio (pois é neste turismo que está o turismo que podemos captar e não aquele elitista que podemos desejar, mas não temos nem a qualidade, nem o interesse que o mesmo quer), não é loucos… é de parvos! Os quais nunca tiveram o mínimo de sentido auto-critico das suas limitações quer como povo, quer como economia e apontam cheios de um ego ridículo para um Portugal que não existe e nunca existiu, enquanto o stock de morfina se vai esgotando e mais tarde ou mais cedo o inútil e saloiamente espertalhão povo que não se governa nem se deixa governar (descoberta com dois mil anos feita por um qualquer romano), acabará por bater com os burrinhos na lama. ...
 
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lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 19:22 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
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Jaime Filipe (seguir utilizador), 1 ponto , 21:17 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
Muito Cedo Ainda
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 1:19 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Quando os empréstimos começarem a ser concedidos com condições, ou seja, empréstimo sim mas só se fizer isto e aquilo, será quando isto vai começar a ficar limpinho.
 
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LEGALISED AND INSTITUTIONALISED CRIME !!!!!!!!!!
NORTHWIND (seguir utilizador), 1 ponto , 9:04 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Temos sote, ja que existem certos sectores da vida nacional que sao transparentissimos !!!!!!!!!
29 Janeiro 2010 - 00h30
Polémica: Juízes admitem que alegações são verdadeiras
“Supremo Tribunal é loja maçónica”Costa Pimenta, juiz de Direito, contestou a decisão de ser aposentado compulsivamente na sequência de uma inspecção e pôs em causa o que apelida de “máfia” nos tribunais. O Supremo Tribunal Administrativo é uma loja maçónica criada, instalada, dirigida e presidida por maçons – como, aliás, o Supremo Tribunal de Justiça é uma loja maçónica, criada e instalada por maçons'. A afirmação é feita por José Costa Pimenta, juiz de Direito, que em 1998 foi alvo de um processo disciplinar que ditou a sua aposentação compulsiva e que desde essa data tem vindo a contestar o afastamento. As alegações foram proferidas num recurso para o Supremo Tribunal Administrativo, considerado improcedente no passado dia 14, e servem para contestar a decisão que determinou a aposentação. José Costa Pimenta, autor de uma vasta obra jurídica, vai mais longe nas suas considerações e fala em pactos secretos nos tribunais. 'A verdade é que as lojas maçónicas, incluindo o Supremo Tribunal Administrativo e a Relação de Lisboa, deixaram-se infiltrar pelo jesuitismo e profanos de avental, que constituíram uma máfia que opera nos tribunais portugueses'. Costa Pimenta diz ainda que há 'um grupo de indivíduos incluindo juízes, magistrados do MP, ministros, advogados, banqueiros, empresários, embaixadores,
 
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De pleno acordo. É um descalabro...
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 10:08 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Retirar ao povinho para dar aos grandes... Resume-se a isto o Orçamento do Estado português! Há quase trinta anos que é assim...

Como os banqueiros comem tudo não só no BPN, BPP, mas também nos outros - de cada vez que uso o cartão eles comem - o povinho vai repondo o Estado (de coisas).

No BPP em vez de serem os accionistas a pagar aos depositantes, vai ser o povinho a pagar, assim mandam os eleitos do povinho...

No Estado é um regabofe! Além do que é referido por MST,
há os poços sem fundo da Saúde e da Justiça...

Mas quem mais gasta do Estado são os favorecidos, o chamado "investimento", os apoios a tudo e mais alguma coisa - formas mais subtis de dizer "roubar o Estado"...

Que investimentos estão no Orçamento que possam gerar produção de bens!? Diríamos que nada!

 
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Mais um ano perdido
naif (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Miguel Sousa Tavares, nem sempre estou de acordo consigo, mas desta vez tem inteira razão.
Parabens pela sua crónica.
 
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Mediocridade
psi456 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Gostei imenso da crónica, mas começando pelo princípio, não sei se o Ministro é bom, normalmente não gosto de quem ameaça demissão...
 
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A revolução vem aí
Orlando Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
De facto, é difícil o governo convencer a população em geral de que é necessário suportar sacrifícios, quando matém sectores com gastos sumptuosos. Fundações, Institutos (aos montes), Autarquias, automóveis topo de gama nos ministérios, reformas milionárias que nada têm a ver com o histórico contributivo, etc.
Quando alguém refila, como os professores, calam-se com dinheiro.
A revolta dos desempregados, velhos e novos, vai de certeza acontecer, mais dia menos dia, certamente violenta e dirigida contra os previligiados da manjedoura do Estado.
 
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O MINISTRO É mesmo BOM
albatrosanish (seguir utilizador), 1 ponto , 22:38 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Numa cozinha quando é observada uma barata, mais dez estão escondidas nos armários, um engano não é barata mas os outros dez estão lá com certeza. Mesmo assim isso não faz do Ministro mau e do Orçamento bom.
Fascinante foi ter reduzido o défice numa única Legislatura de 6,8 e qualquer coisa para 9,3.
 
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Será atracção natural pelo abismo?
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:05 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
De facto, também me parece que é difícil sustentar os cortes a Jardim e o congelamento dos salários dos funcionários públicos, quando em tantos outros casos se vai cedendo às corporações e interesses instalados e quando se continua a insistir em projectos megalómanos e ruinosos, para os quais objectivamente não há dinheiro.

E não deixa de ser estranho que, depois de todos os sinais de alerta e de todas as evidências de que o país caminha no sentido do descalabro financeiro, políticos como o Francisco Louça venham criticar os cortes no investimento público, por cedência do Governo às pressões das agências de rating e da Comissão Europeia. Não é que não seja verdade: infelizmente ficamos a dever alguma contenção orçamental para 2010 a pressões externas. Mas ainda bem que essas pressões existem. Porque, se assim não fosse, com a atracção natural dos nossos políticos pelo abismo, a queda seria iminente.

A sugestão de criação de uma comissão parlamentar que, com a ajuda de peritos, pudesse identificar um modelo de desenvolvimento para o país, definindo prioridades claras e um sistema de controlo eficaz, parece-me uma excelente ideia, porque uma iniciativa desta natureza tinha o mérito de envolver as diversas forças partidárias num momento político em que o parlamento ganhou uma nova centralidade.

Conceição Pereira
 
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Comissões para quê?
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 17:13 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Regra geral aprecio e concordo com as crónicas do MST.
Já o disse aqui e repito, sobre o valor literário das mesmas; são meritórias.
A documentação em que se apoiam, definem o articulista, tão bem, como a forma como são escritas.
Só um pequeno reparo na questão do turismo, que sendo uma das principais fontes de receita, deveria ser melhor aproveitado, e os seus gastos mais criteriosamente geridos.
Cortar nas reformas para aumentar os custos da saúde?
Quando estes estão sub-aproveitados, tanto nas suas estruturas, como no seu ordenamento profissional e economato?
E cortar em que reformas? Naquelas que nem chagam em média aos quinhentos euros, e muitas, mesmo muitas, abaixo dos trezentos?
Certamente que não se referia a essas, mas àquelas que davam para sustentar mensalmente, uma aldeia do interior do país
Podemos falar até à exaustão de todos os, por vezes inacreditáveis desperdícios do Estado que nada iria adiantar, enquanto a mentalidade dos nossos concidadãos se não modificar.
Comissões parlamentares para quê? Para tudo ficar a estacionar no tempo e no espaço. como sempre tem acontecido?
Ou seremos tão néscios que nas vigentes condições políticas, onde os interesses partidários se regem para seu próprio benefício, iriam fazer algo para modificar o sistema que visa simplesmente a apetência ao poder, para evitar usufruir dos mesmos privilégios da facção governante? ...
 
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Não não temos um bom ministro das finanças
Jaime Filipe (seguir utilizador), 1 ponto , 22:16 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
Caro Miguel,
Aprecio sempre as suas crónicas, as suas intervenções enfim a sua opinião desde há muito muito tempo. Nem sempre concordo e nem sempre discordo em absoluto. O Miguel tem a minha consideração por ser uma pessoa séria, transmite uma opinião clara e perceptível para qq leitor ouvinte ou espectador, o que já é muito bom, recordo-lhe que existem pessoas (políticos e jornalistas) que fazem um grande esforço em usar uma linguagem demorada e complicada para explicar o inexplicável ou o injustificável. O Miguel não é assim. Tem o cuidado como emissor e tem o cuidado de cumprir as regras da boa comunicação para que toda a gente descodifique eficientemente as suas mensagens. Da sua crónica, o que me parece totalmente incoerente com a mensagem e a sua própria reputação como comunicador é a sua afirmação "temos um bom ministro das finanças" Permita-me discordar. Não temos não! Se ele fosse bom ele não teria embarcado nas jogadas deste governo, ele não teria ajudado a tapar o sol com a peneira. Ele até pode ser muito competente, mas como ministro é mau. É tão mau como António Guterres que fugiu após as eleições autárquicas, como Durão Barroso e Santana Lopes que enganaram todos os eleitores portugueses. São pessoas que mentem, que fizeram a única coisa que não podiam fazer - fugir das suas responsabilidades. Ao contrário de nós, que participamos sem mentir e que não tomamos decisões que não podemos tomar, como esses e outros senhores da nossa política tomaram. Acredite.
 
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