O primeiro concurso que permitiu às escolas inseridas em meios problemáticos (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) escolherem para os seus quadros os professores que mais se adequam ao perfil que pretendiam atraiu 3286 candidatos. Destes foram seleccionados 1337, ficando ainda por ocupar 172 vagas.
Foi a primeira vez que os estabelecimentos de ensino tiveram autonomia para escolher os professores dos seus quadros, a partir de critérios específicos por si definidos. Ou seja, não foi necessário respeitar a lista de graduação nacional. Em vez disso, as escolas definiram critérios específicos e recorreram à análise dos currículos e entrevistas aos candidatos para fazerem a selecção.
A grande maioria dos candidatos (88%) foi colocada na escola indicada em primeiro lugar. Quanto às 172 vagas que ficaram por preencher, só poderão ser ocupadas no início do próximo ano lectivo e por professores que não tenham alunos a quem dar aulas ou através da contratação directa.
Este modelo de recrutamento, a nível de escolas e não central, vai agora ser alargado aos conservatórios de música e de dança. O diploma que define as regras de selecção dos professores dos quadros para as disciplinas específicas do ensino artístico especializado está em negociação com os sindicatos e prevê como critérios de selecção geral o perfil de competências, experiência e formação profissional. Cabe aos conservatórios definirem depois os critérios específicos.
As escolas do ensino artístico já podiam escolher os seus professores, mas apenas para contratação anual.