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Maioria dos portugueses desvaloriza formação ao longo da vida

Inquérito do INE revela que apenas 31% dos adultos participaram nalguma acção de aprendizagem formal ou não formal em 2007.

Isabel Leiria (www.expresso.pt)
16:00 Quarta feira, 25 de novembro de 2009

A maioria dos adultos entre os 18 e os 64 anos não participou, em 2007, em qualquer actividade de educação, formal ou não formal. E quem o fez foram sobretudo os jovens, os mais escolarizados, empregados e com mais rendimentos, ou seja, os que, à partida, necessitariam menos.

As conclusões constam de um inquérito à Educação e Formação de Adultos lançado pelo Instituto Nacional de Estatística a uma amostra representativa de 11 mil indivíduos. E revelam que 4,6 milhões de adultos, o que equivalente a 69% da população total, não participaram em actividades que consubstanciam a chamada aprendizagem ao longo da vida.

A percentagem só melhora se à educação formal e não formal forem juntadas as acções informais, ou seja, as actividades que decorrem da vida diária de cada indivíduos, numa base de auto-aprendizagem. Se se tiver em conta estes três dimensões, então é possível dizer-se que metade dos adultos participaram em pelo menos uma actividade de aprendizagem, em 2007.

Formação extra-trabalho e paga pelos próprios


A quase totalidade do grupo que não o fez é composto por pessoas que não se envolveram nem quiseram envolver-se em acções de formação. As razões são variadas mas assentam sobretudo em três motivos: 37% dos inquiridos considera a formação "desnecessária para o trabalho", 33% invocou "falta de tempo devido a responsabilidades familiares" e 29% entende que é "desnecessária a nível pessoal".

Seguem-se razões ligadas à idade (quanto maior a idade, menor a participação) e à falta de confiança/segurança quanto à ideia de "voltar à escola", esta última referida por um quinto dos inquiridos que não estiveram envolvidos em acções de formação.

Apesar destas barreiras, o estudo do INE mostra que a aprendizagem ao longo da vida tem consequências positivas tanto na transição do desemprego para o emprego como no rendimento dos trabalhadores. A educação formal, que resulta no aumento do grau de escolaridade, é a que tem maior impacto a este nível.

Quanto aos que se envolveram em acções de formação, o inquérito conclui que as actividades decorreram sobretudo fora do horário de trabalho e que foram pagas à custa dos próprios. O papel da entidade empregadora faz-se sentir sobretudo ao nível da promoção das acções.

Palavras-chave  Ciência
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Maioria dos portugueses desvaloriza formação
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:34 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
Ainda estamos a viver a mentalidade e o obscurantismo de 48 anos de ditadura em que saber ler e contar era o bastante para os homens, porque as mulheres nem precisavam. Trinta e seis anos depois ainda não se deu a volta à cabeça. Recordo agora pouco tempo depois de 74 em que um aluno de historia defendeu na sua tese de Mestrado, que Salazar tinha causado danos neste campo para três gerações. Na época não fiquei nada convencido, mas hoje dou o braço a torcer. Mudar mentalidades é muito difícil. No entanto e como exemplo podemos tomar o acompanhamento dos filhos das pessoas de Leste que vive em Portugal. Também por essa razão são os melhores alunos da escola. Compreendem os pais e trasmitem-no aos filhos de que a cultura é a única maneira de saír da pobreza. Trata-se de uma questão cultural e será preciso fazer um grande esforço para mudar.
 
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Uma homenagem ao 25Nov...
possivel (seguir utilizador), 1 ponto , 16:17 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
Já dizia alguém "aprender, aprender...sempre"!...Outros tempos senhor, outros tempos senhor....Antigamente aprendia-se lentamente, agora aprende-se mais rápido e depressa, falta saber o quê e para quê!...
 
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Não é difícil peceber porquê!
chico_da_estrebaria (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
À generalidade dos patrões não interessa! É um custo, ou prejudica o rendimento dos funcionários, na medida em que lhes retira disponibilidade laboral. Veja-se que quem normalmente mais recorre a ela, é porque já tem alguma e quer obter mais! Sabe-se que geralmente é cara, e implica sacrifícios de vária ordem, e nem mesmo com as beneces do estado com programas a meu ver absurdos como as "Novas Oportunidades", se conseguem atrair números desejáveis de formandos. Podemos naturalmente concluír que estamos perante um problema cultural, que atravessa gerações, para as quais a educação e a formação pouco ou nada representam. A culpa não será deles, mas da herança de um pesado regime e de sucessivas estruturas governamentais que não fizeram tudo por esta causa, que pode bem ser a chave para o futuro de qualquer nação.
 
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Uma realidade...
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
... com custos muito elevados para o País, concretamente no que se refere ao seu desenvolvimento.

Num contexto de mudança acelerada, é evidente que a aprendizagem e e o desenvolvimento de novas competências tem que ser um processo contínuo.

A não ser assim, teremos cada vez mais "maldizentes de tudo e de todos" que, afinal, mais não são que preguiçosos incapazes de fazer algo por isso, esperando que os outros (Estado incluído) "tratem" de tudo.

Este é um dos grandes "perigos" que os Estados modernos (e também o nosso) estão ta correr, promovendo o acesso a subsídios generosos, desincentivando os cidadãos a "lutarem" por melhores condições de vida.

Promovam o trabalho, compensem quem procura melhorar as suas capacidades, NÂO PREMEIEM a preguiça.......
 
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Não seguem os bons exemplos!
impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
A mim o que me custa é que estes portuguese não ponham os olhos no exemplo que o nosso PM nos dá. Lembrem-se que ele nunca descurou a sua formação. Prosseguiu-a sempre, mesmo quando as duras tarefas da governação o obrigaram a fazer longas vigílias a estudar. Sim, este exemplar PM, era há muito um político de sucesso, deputado, secretário de Estado, Ministro e nunca descurou a sua formação. Era já Ministro e destacava-se entre todos os seus condiscípulos numa das mais afamadas Universidades do País! Todos os professores, e foram muitos, o apontavam como exemplo a seguir.
Ponham aqui os olhos e vejam lá se compensa ou não a formação ao longo da vida.E podem ter a certeza de que, se aquela magnífica Universidade (onde, por puro acaso, também se formou o banqueiro Dr. Armando Vara, outro exemplo notório de amor à formação) não tivesse sido encerrada, o nosso PM continuaria a sua formação e aí faria o seu doutoramento.
 
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Olha que admiração!
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 19:03 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
A maior parte faz o que pode e o que calha e, para isso, não precisam de formação.
Os ditos técnicos, os sociólogos vivem num mundo de faz de conta. Sobreviver não deixa tempo, nem forças, nem vontade para formação.
Se repararmos, os portugueses também não lêem, não vão a espectáculos (excepto futebol e touradas).

 
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Consequencias da formação de professores e...
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 21:14 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
Governo... da falta de formação de toda uma geração, com consequencias bastante negativas para Portugal e seu futuro, ate porque os mais escolarizados e com melhor formação, fez o contrario... E ainda se bate palmas as greves dos professores e as charadas do Ministrio da Educação.
 
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Estudar o quê, e para quê ? É uma boa pergunta.
MNPT (seguir utilizador), 1 ponto , 21:37 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
Na correria do dia a dia, do entrar cedo ao trabalho e sair tarde,do tempo que sobra cada vez menos, ao excessivo cansaço ao fim do dia, pergunta-se muita gente estudar o que e para que ?
fazer que se estuda, so para alimentar estatisticas,e fazer crescer o ego de politicos, é perda do tempo e dinheiro que se não tem.
 
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