A polémica mais recente em torno do Nobel da Paz, concedido este ano ao Presidente norte-americano, Barack Obama, vem dar crédito às várias manifestações de desagrado que se seguiram à atribuição.
Três dos cinco membros do Comité Nobel da Noruega opuseram-se, numa primeira fase, a que o prémio fosse atribuído ao Presidente dos Estados Unidos da América, revelou hoje o jornal norueguês "VG".
O presidente do comité, o trabalhista Thornbjorn Jagland, e a colega de partido, Sissel Ronbeck, defenderam a atribuição do galardão ao Presidente norte-americano e acabaram por convencer os elementos mais cépticos - Inger-Marie Ytterhorn, do Partido do Progresso, Kullman Five, dos conservadores, bem como a socialista Agot Valle.
Decisão polémica
Ytterhorn levantou dúvidas sobre a capacidade de Obama manter os compromissos assumidos internacionalmente e considera que o prémio lhe é atribuído demasiado cedo, quando só leva nove meses no cargo. Valle, por outro lado, declarou ao diário "VG" que "deveria ter havido mais debate, sobre a problemática da guerra no Afeganistão".
"O processo foi completamente normal e a decisão unânime", afirmou ao mesmo jornal Thornbjorn Jagland, ex-primeiro-ministro e antigo presidente do Parlamento norueguês, defendendo-se das críticas internacionais.