11/02/2012 atualizado às 15:51
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'Magalhães': Navegador de incertezas

Somam-se dúvidas em volta do computador da JP Sá Couto: o monopólio do e-Escolinhas, o intenso apoio governamental e a origem do equipamento.

Inês Cunha Direito com Rosália Amorim
16:14 Segunda feira, 6 de julho de 2009
O crescimento da JP Sá Couto foi potenciado sobretudo pelo portátil Magalhães
O crescimento da JP Sá Couto foi potenciado sobretudo pelo portátil Magalhães
Tiago Miranda

Como se cresce 3311,4% num ano? São cruciais as parcerias com a Intel e a Microsoft, duas das maiores empresas mundiais da informática. Mas o monopólio do Magalhães no programa estatal e-Escolinhas foi a peça chave para a JP Sá Couto ver as vendas de portáteis aumentarem àquela taxa no primeiro trimestre de 2009, face ao mesmo período de 2008.

O crescimento da empresa de Matosinhos foi "dinamizado essencialmente pela adesão ao portátil Magalhães", diz a IDC, consultora de tecnologias de informação. No primeiro trimestre de 2009, a JP Sá Couto , que também detém a marca Tsunami, garantiu assim a liderança do mercado nacional de computadores, indicador que soma a comercialização de portáteis e desktops. Foi a reboque do pequeno equipamento informático, único vendido no projecto governamental e-Escolinhas, que a lusitana JP Sá Couto destronou marcas internacionais como a Hewlett Packard (HP), Toshiba e Fujitsu Siemens.

Os dados da IDC são claros. A JP Sá Couto detém uma quota global de 40,8% do mercado e passou, também, a ocupar o primeiro lugar na venda de portáteis. Segue-se a Toshiba em segundo e a HP em terceiro. Um feito único, mas rodeado de cada vez mais incertezas. O e-Escolas e o e-Escolinhas são duas bandeiras do plano tecnológico do Governo de José Sócrates. Estes programas de distribuição de portáteis a baixo custo foram criados com o intuito de aumentar a taxa de penetração de computadores por lar e melhorar a taxa de utilização de internet de banda larga. Professores, formandos das novas oportunidades e alunos do secundário, segundo e terceiro ciclos do ensino básico são o público-alvo do e-Escolas.

O projecto lançado em 2007 põe no mercado várias marcas ao preço máximo de 150 euros sem subsidiação os computadores custariam cerca de 900 euros. As crianças do primeiro ciclo do ensino básico têm acesso ao e-Escolinhas. O projecto nasceu em 2008 e apenas comercializa uma marca, o Magalhães. O pequeno portátil, custa pouco mais de 210 euros, sem IVA, ao fornecedor, enquanto para os alunos não pode ultrapassar 50 euros.

Publicidade de Sócrates

A divulgação do Magalhães feita pelo primeiro-ministro nas viagens oficiais pode ter dupla leitura. Privilégio de uma marca ou diplomacia económica? Esta promoção apoiada pelo chefe de Governo é sustentada na ideia de que o Magalhães é o primeiro computador português. No entanto, o equipamento da JP Sá Couto é a adaptação para Portugal do Classmate PC concebido pela Intel, um modelo vendido em pelo menos 30 países. Aliás, o que este equipamento tem de "made in Portugal" é ainda pouco (veja a infografia em PDF no final do texto).

A tudo isto se soma a falta de informação oficial sobre o financiamento e a forma como os dois programas foram postos em prática. O baixo custo dos computadores é garantido, numa primeira instância, pela subsidiação da Optimus, Vodafone e TMN. Como? Por via da aplicação de contrapartidas, no valor global de 931 milhões de euros, negociadas com o Estado durante a venda das licenças de comunicação móvel de terceira geração em 1999-2000. As famílias de menores rendimentos podem receber computadores a preços mais acessíveis ou mesmo gratuitos.

Nestes casos o Estado colmata o diferencial entre o preço dos computadores (pago aos fornecedores pelas operadoras de telecomunicações móveis) e o valor a que chega aos alunos.

Monopólio?

Outra dúvida recai sobre a exclusividade da JP Sá Couto e da Prológica, através do consórcio YouTsu, na venda e distribuição dos computadores infantis. Até hoje os estudantes do ensino básico apenas tiveram acesso a uma única marca no âmbito do e-Escolinhas: o Magalhães. Isto apesar de, no programa e-Escolas, Optimus, Vodafone e TMN venderem diversas marcas de portáveis, nacionais e estrangeiras.

João Paulo Sá Couto previa uma facturação de 600 milhões para 2009, valor revisto para 450 milhões
João Paulo Sá Couto previa uma facturação de 600 milhões para 2009, valor revisto para 450 milhões

"Nós temos um produto equivalente ao Magalhães, o netbook NB100 Toshiba que apresentámos aos operadores, mas para este projecto específico não nos pediram nada [.]. Nem foi aberto qualquer concurso", recorda João Carlos Amaral, director-geral da Toshiba em Portugal. "Este projecto foi sempre visto como um programa de produção nacional e a Toshiba nunca poderia colocar a produção em Portugal. Mesmo para fazer apenas a montagem, seria muito caro", acrescenta.

Alguns agentes do sector das tecnologias de informação e comunicação falam de um negócio feito à medida. "Os contratos com os requisitos e sistema para o e-Escolinhas assentavam bem no Classmate, da Intel", avançou uma fonte contactada pela Exame.

O Magalhães foi o único equipamento que até hoje encaixou no caderno de encargos. O contrato feito pelo Estado com as operadoras impunha vários critérios. Haveria no mercado computadores com baixo preço, velocidade de processador igual ou superior a 1 GB de memória RAM e com disco rígido de 30 GB. Mas o aparelho da JP Sá Couto já inclui software dirigido às crianças portuguesas. O Magalhães tem teclado em português, à prova de derrame de líquidos e, tal como o contrato exigia, era o único com uma taxa de 50% de resistência a embates e quedas. O secretário de Estado, Paulo Campos, prefere falar em pouca oferta em vez de monopólio. "No e-Escolas há um grupo de fabricantes superior.

No e-Escolinhas há menos, por ser direccionado a uma população mais nova [.]. Até hoje não conseguimos ter qualquer outro produto que responda a essas características e tenha aquele preço."

Para o governante "não há condicionamento, basta que existam outras marcas que preencham esses requisitos. Claro que, hoje, há uma marca comercial forte, mas outras poderão instalar-se no mercado. Têm é de preencher um conjunto de características".

Não existe qualquer frase nos contratos que limite a entrada de outros portáteis no e-Escolinhas. Mas as três operadoras de telecomunicações móveis não tiveram outra hipótese a não ser escolher o Magalhães.

O presidente da Prológica, Luís Cabrita, não sente que a Youtsu tenha sido privilegiada. E assume que a visibilidade do computador radica no facto de estar ligado a um programa de bandeira do Governo. (...)

Leia o artigo completo na edição de Junho da Exame

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Magalhães Navegador de Incertezas
Toni 2 (seguir utilizador), 5 pontos (Divertido), 22:33 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Pelo que tenho ouvido dizer Manuela Ferreira Leite, vai rasgar tudo o que o PS fez. Desta maneira se ela ganhar as proximas eleições como muitos têm esperanças e desejam este problema do Magalhães vai terminar. Serão devolvidos todos os que já foram distribuidos e cessará a distribuição. Corta-se o mal pela raíz e acaba-se com o problema. Segundo ouvi dizer vamos voltar aos tinteiros nas carteiras e às canetas de aparos, daquelas em que as mãos dos alunos mostravam os borrões de tinta. Ninguém vai passar do primeiro ano sem saber a tabuada, contar até 100 e saber ler e escrever. Será também obrigatorio todos saberem o Hino Nacional. Só espero que os que dizem agora mal do Magalhães, não passem depois a dizer mal das canetas, dos aparos e dos tinteiros. Se assim for fico com a certeza que a única coisa que sabem fazer é dizer mal de tudo e de todos. Já agora as canetas, os aparos e os tinteiros por enquanto são totalmente de fabrico Nacional. Nada nos garante que mais tarde não sejam made in China.
 
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    Re: Magalhães Navegador de Incertezas    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 23:19 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    De vez em quando um so-cretino acerta:    Ver comentário
Cuernavaca (seguir utilizador), 1 ponto , 23:45 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: De vez em quando um so-cretino acerta:    Ver comentário
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Cuernalavaca ou Cuernadura c'est la même chose...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 14:10 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Magalhães Navegador de Incertezas    Ver comentário
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Magalhães Navegador de Incertezas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:01 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Magalhães Navegador de Incertezas    Ver comentário
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 16:52 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Magalhães Navegador de Incertezas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:57 | Quarta feira, 8 de julho de 2009
    Re: Magalhães Navegador de Incertezas    Ver comentário
Vidiguera1 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Quinta feira, 16 de julho de 2009
JÁ NÃO DÁ MAIS...!!!
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 17:59 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
As asneiras, os esquecimentos, as mentiras, as vigarices, as trapalhadas, os oportunismos, sucedem-se e os comentários tornam-se repetitivos.

O país arrasta-se atrofiado na descrença, o desespero cresce face à ausência de esperança, é o fim.

São os assaltos e a falta de segurança, são promessas repetidas por cumprir, são milhões e mais milhões a apagar fogos dos grandes, e cada vez mais gente a depender de ajuda do familiar, vizinho ou amigo.

Estamos mal. Quem pode melhorar? Quem já lá esteve e também nos arrastou para onde estamos?

Estou cansado. Como estou triste.

Gosto do meu país. Gosto das minhas gentes.

Mas já não confio em ninguém. Políticamente.!!!
 
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    Pª "4 de Dezembro"    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:59 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    repetitivos    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: repetitivos/Nem mais    Ver comentário
soliloquio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:02 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: Desabafo depressivo    Ver comentário
Xarrama (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    guindar o 4 DE DEZEMBRO ao Top Mais    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 0 pontos , 18:40 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: guindar o 4 DE DEZEMBRO ao Top Mais    Ver comentário
soliloquio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:03 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Circum-navegador ou cavaleiro errante?
dedalo11 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 20:41 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Parece-me que, negócios à-parte, o computador Magalhães só no próximo ano lectivo é que vai mostrar-se com todos os seus defeitos e virtudes, pelo que as análises sobre o seu uso, feitas a capricho e do ponto de vista político terão que ser separadas daquilo que se refere ao equipamento em si. Só os professores, alunos, pais e outros educadores, saberão, em devido tempo, dizer da sua real valia. A minha ainda pequena experiência diz que está, para já, a ser usado como brinquedo pelas crianças que começam a usá-lo em tempo de férias. Compete, portanto, à escola, fazer com que os alunos passem a ver no Magalhães, uma ferramenta pedagógica destinada a crianças até aos 10 anos de idade. Os professores têm vindo a receber formação nesse sentido e serão eles os "instrumentos" mais importantes no seu bom uso. Pode ser-se contra um Partido ou Governo; pode e deve ser-se contra negócios que pareçam estranhos (não sei se é o caso): O que não se deve é condenar os passos dados no sentido do progresso e da melhoria das condições de aprendizagem das crianças. Se de boas intenções está o Inferno cheio (e pode ser o caso), não o estará menos de afirmações precoces sobre as coisas que não conhecemos. Deixem o Magalhães navegar nas mãos das crianças a ver no que dá... Entregue, já está, agora espere-se, ao menos, pelos resultados.
 
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    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
userEX165047 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:05 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:54 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
userEX165047 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:23 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:32 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
userEX165047 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:32 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
userEX165047 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:54 | Quarta feira, 8 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:05 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
userEX165047 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:53 | Quarta feira, 8 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:55 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Quarta feira, 8 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Quarta feira, 8 de julho de 2009
    Re: Circum-navegador ou cavaleiro errante?    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:08 | Quinta feira, 9 de julho de 2009
    Que grande salada Russa....    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 21:56 | Terça feira, 7 de julho de 2009
A voz da má-língua
user178221 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 21:07 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Quando não se faz, aparece a má-língua a reclamar acção e resultados.
Quando se faz, todas as picuinhas servem para deitar abaixo seja o que for e como for.
Em qualquer lado do mundo o projecto Magalhães foi elogiado e está a dar os seus resultados. Os pais assim o confirmam.
Para o Expresso, que se transformou no 1º orgão de propaganda do PSD, o projecto Magalhães só tem defeitos.
Afinal, é uma forma de mentir para papalvo comer.
Nuno Costa
 
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    Re: A voz da má-língua    Ver comentário
cm_lol (seguir utilizador), 2 pontos , 7:17 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: A voz da má-língua    Ver comentário
Xarrama (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
e-Escolinhas
B l u e S k y (seguir utilizador), 4 pontos (Divertido), 22:06 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
e-Prematuro
e-Uma Mentira
e-desnecessário
e-Propaganda
e-PS
 
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Dono do Magalhães
userEX160116 (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 17:57 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Concordo! Que má ideia esta do Magalhães. O que o Governo devia era ter chegado a acordo com as operadoras, que comprariam muitas ardósias, que teriam um teclado esculpido. Agora vêm com estas modernices de computadores...
 
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Como se torna uma brilhante iniciativa
Resignado (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 19:12 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
num pesadelo político. Foi o que aconteceu a este governo. A iniciativa merece aplauso, aliás um grande aplauso. Tinha como objectivo qualificar as crianças no uso do computador e da internet. Não devemos esquecer que nem todos os pais têm internet e computador em casa. Esta iniciativa viría de certo modo colmatar esse problema. E até foi eficaz como medida de desenvolvimento. Os problemas nascem exactamente por omitir a verdade toda. O espalhafato feito em torno da sua implementação numa clara acção de marketing deitou tudo a perder. Aqui mais uma vez a falta de rigôr em falar verdade sobre o assunto. Poderia ter falado simplesmente que o computador era montado em Portugal e não dizer que era o primeiro computador português. Isso levou a pensar que o dito era mesmo fabrico português. Mas afinal não era. Depois, a bola de neve foi crescendo. Primeiro as dúvidas da atribuição do seu fabrico à empresa Sá Couto aparentemente sem concurso público. Depois os pais que ficaram agarrados com contratos de 2 anos às operadoras de internet. As faltas de entregas. De iniciativa genial passou-se ao pesadelo. Tudo isto por não terem tido o cuidado de explicar e de anunciar exactamente como as coisas se estavam a proceder. Essa falta de verdade que é substituída pela acção de marketing acabou por enterrar uma tão bela e genuína iniciativa. É pena, mas é o risco de quem não valoriza a modéstia, a simplicidade e por último a verdade. Bastava terem sido verdadeiros e nada disto aconteceria.
 
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    Re: Como se torna uma brilhante iniciativa    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 2 pontos , 22:00 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: Como se torna uma brilhante iniciativa    Ver comentário
Resignado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:34 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: Como se torna uma brilhante iniciativa    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 2:16 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Como se torna uma brilhante iniciativa    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:04 | Terça feira, 7 de julho de 2009
Aqui está o isento Expresso ao serviço do PSD
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:59 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
« 'Magalhães': Navegador de incertezas
Somam-se dúvidas em volta do computador da JP Sá Couto: o monopólio do e-Escolinhas, o intenso apoio governamental e a origem do equipamento. »

- O que pretenderão com este título? ... desculpem a minha ingenuidade!
 
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    Re: Aqui está o isento Expresso ao serviço do PSD    Ver comentário
cm_lol (seguir utilizador), 1 ponto , 6:57 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Aqui está o isento Expresso ao serviço do PSD    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:05 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Aqui está o isento Expresso ao serviço do PSD    Ver comentário
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 10:37 | Terça feira, 7 de julho de 2009
DÍVIDAS
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 18:08 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Bom, até agora somam-se dúvidas.
Quando se somarão dívidas?
 
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    Re: DÍVIDAS/Dois pontos???Dois???    Ver comentário
soliloquio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:05 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: DÍVIDAS/Dois pontos???Dois???    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 21:54 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: DÍVIDAS/Dois pontos???Dois???    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: DÍVIDAS/Dois pontos???Dois???    Ver comentário
lavrador velho (seguir utilizador), 2 pontos , 22:59 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: DÍVIDAS/Dois pontos???Dois???    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: DÍVIDAS    Ver comentário
Xarrama (seguir utilizador), 1 ponto , 10:18 | Terça feira, 7 de julho de 2009
O cerne da questão...
observant (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:00 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Acho que o que importa no meio de tudo isto é o facto de apenas as memórias serem de origem Portuguesa (ou foram até a Qimonda ter fechado).
Pelo menos os plásticos, chasis, mother boards, dissipadores e teclados, que são coisas mais simples de produzir (embora mais caro que na China !) podiam ser produzidas cá. Acho que o jornalista teria dado mais bem por empregue o seu tempo a investigar e explicar porque é que estas peças não foram produzidas cá. Isso sim devia ser matéria de confronto com a JP Sá Couto e Governantes.

Que eu saiba as empresas que se têm queixado, aquelas que vemos todos os dias nas estantes dos Hipermercados, fizeram muito pouco em Portugal, a não ser vender, para virem agora com o discurso de que o Governo Português facilitou a vida a uma empresa Portuguesa em detrimento de multinacionais estrangeiras. Ou será que nos EUA e no Japão as coisas funcionam de outra maneira…
 
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Crónica de maldizer...
Valente Filipe (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:00 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Os que nada fazem, nada produzem, nada inovam vivem da critica e maldicência.

É mau ensinar informática, inglês às nossas crianças?

Mentalidades tacanhas e salazarentas.

Nada mais prejudicial a quem trabalha do que aqueles que nada fazem.
 
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NAVEGAR NÃO É PRECISO
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 21:56 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
VIVER É PRECISO

Sócrates anda a enganar meninos.
 
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    Re: NAVEGAR NÃO É PRECISO    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 1 ponto , 6:54 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    MAGALHÃES É UMA BOMBA!    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Terça feira, 7 de julho de 2009
Foi o Sócrates é mau.
psalgadas (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Se o Magalhães fosse da HP ou Toshiba não havia problema nenhum, era estrangeiro logo era bom. Então se fosse ideia de outro governo que não o de Sócrates era fanctástico,assim, é só duvidas e incertezas. Pobre país que não consegue dar algum mérito ao pouco de bom e bem feito que tem.
 
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    Re: Foi o Sócrates é mau.    Ver comentário
ToxicAlien (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: Foi o Sócrates é mau.    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 21:21 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: Foi o Sócrates é mau.    Ver comentário
ToxicAlien (seguir utilizador), 2 pontos , 10:03 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Foi o Sócrates é mau.    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 21:37 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 2 pontos , 9:23 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
laserman83 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
Portugal Real (seguir utilizador), 1 ponto , 23:10 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:12 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: SE FOSSE NA AMÈRICA...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Terça feira, 7 de julho de 2009
guindar o 4 DE DEZEMBRO ao Top Mais
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:42 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Pela maneira como o 4 DE DEZEMBRO escreve é por demais evidente que ou os comentadores do Expresso.pt têm um grau de exigência muito duvidoso ou ele se pontua a si mesmo através de outros nomes de código. Não tenho grandes dúvidas que esta última seja a hipótese mais plausível. Até porque as razões possíveis para esse tipo de comportamento obtuso rondarão um orgulho desmedido, uma vaidade doentia, e, de facto, os seus comentários, se bem analisados (e descontando o chorrilho de erros de sintaxe e ortografia…) mostram bem essas mesmas “qualidades”… Não seria muito difícil comprovar a falcatrua, mas seria trabalho entediante já que procuraríamos outros textos, também eles, sem qualquer interesse.
Não quero crer que a primeira hipótese, a de serem os comentadores a guindar o 4 DE DEZEMBRO ao Top Mais, possa ter efectivamente acontecido…
 
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Portugal no seu melhor como sempre
danix (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
Desde sempre, houve e continua descaradamente a existir monopólios nacionais, que ajudam uns poucos e prejudicam a maioria dos portugueses, enquanto, na minha perspectiva a nossa democracia não for verdadeiramente liberal (no fundo não passa de uma farsa), as supostas liberalizações seja no mercado energético, ou nas comunicações continuarão a ser uma mentira, e que inevitavelmente é mais prejudicado é o peixe do costume os milhões de consumidores, que olhando para mercados similares europeus, só podem chegar a uma conclusão, na Europa funcionam a várias velocidades, e na nossa nação ainda através de uma carroça de burros.

atenção ao erro no texto:
velocidade de processador igual ou superior a 1 GB de memória RAM

Já que velocidade de processador não tem nada a ver memória ram, o que vai induzir em erro os leitores.
 
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    Induzir em erro?    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Terça feira, 7 de julho de 2009
    Re: Induzir em erro?    Ver comentário
Joao Cannpos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Terça feira, 7 de julho de 2009
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