O caso do ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) adquire novos contornos. Desta vez, quem diz ter tido relações sexuais com Dominique Strauss-Kahn (DSK), neste caso consentidas e "brutais", é a conselheira regional socialista Anne Mansouret, mãe da jornalista Tristane Banon, uma das alegadas vítimas do ex-diretor do FMI. O encontro terá acontecido em 2000, no escritório da OCDE em Paris.
A surpreendente revelação foi feita por Anne Mansouret numa entrevista à revista francesa "L'Express". Segundo a conselheira regional socialista, a relação ocorreu em 2000, três anos antes do incidente com a sua filha, e foi de comum acordo.
"Predador obsceno", disse ela
O encontro terá acontecido no escritório de Paris da OCDE - Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, instituição onde Dominique Strauss-Kahn era conselheiro especial do secretário-geral.
Anne Mansouret disse que, de facto, foi "sexo consentido", mas acrescentou que DSK "agiu com a brutalidade de um soldado". A mãe de Tristane Banon acusou o ex-diretor do FMI de "não querer agradar mas sim dominar" e comportar-se como "um vilão obsceno".
O incidente com a filha de Anne Mansouret terá ocorrido três anos depois, durante uma entrevista com o ex-diretor do FMI, tendo Tristane Banon descrito Domique Strauss-Kahn como um "macaco tarado". Tendo conseguido ver-se livre de DSK, Banon terá ligado à mãe que foi ao encontro da filha, do lado de fora do apartamento onde decorreu a entrevista.
De acordo com o site noticioso "MyFoxNY", a ex-mulher de Dominique Strauss-Kahn e melhor amiga de Manrouret, Brigitte Guillemette, chegou a confrontá-lo após o incidente com Tristane Banon, tendo DSK admitido o episódio, acrescentando: "Não sei o que aconteceu comigo. Dormi com a mãe... e fiquei louco quando vi a filha".
Questionada por investigadores, Guillemette negou tudo. A ex-mulher de DSK vai depor em tribunal contra Anne Mansouret, por difamação.