Que não se julgue que a polémica de Portugal e Itália a propósito do "nosso" Santo António a que eles insistem chamar deles é única. Não, como as questões dos limites das fronteiras nos Balcãs estão longe de estar resolvidas, a nacionalidade de Madre Teresa de Calcutá é um tema nacional, ou melhor, de várias nacionalidades...
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da enviada do Expresso à Bienal "Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo", em Skopje |
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Esta igreja aqui reproduzida de desenho monumentalmente "kitsch" acaba de ser inaugurada na capital macedónia para celebrar a santa que dedicou a sua vida a cuidar dos mais pobres na Índia. Skopje presta-lhe homenagem por ser o seu local de nascimento, embora se oiça dizer em toda a parte que ela era albanesa de nascimento.
A discussão adensa quando mais uma pessoa entra na discussão para esclarecer que Madre Teresa nasceu afinal em Pristina, de onde se mudou para Skope para fazer os estudos que a levariam à Albânia onde integraria a sua ordem religiosa para depois correr mundo.
Esta é a conclusão da conversa, depois de muitas achegas, certamente menos religiosas que políticas. Madre Teresa ganhava a Santo António com as suas três nacionalidades - kosovar, macedónia e albanesa - reclamadas naquele encontro ocasionalmente religioso mas certamente multinacional da Bienal de Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo Skopje 2009.
Nesta altura da conversa, os italianos e portugueses já assobiavam para o ar perante a modéstia da discussão em torno de Santo António cuja língua, já muito acinzentada, vi exposta há uns 20 anos num sacrário em Pádua. Se a Igreja católica continuar a exportar partes dos seus santos como foi prática comum, é uma verdadeira interrogação o que virá a acontecer com a santa de Calcutá...