11/02/2012 atualizado às 22:55
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Má organização é o nosso maior problema

A AIP considera que os baixos índices de produtividade em Portugal se devem à falta de organização do trabalho, à falta de formação e à tecnologia. 

10:07 Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
A produtividade por pessoa empregada em Portugal, correspondia em 2008, a 70,8% do valor médio da UE
A produtividade por pessoa empregada em Portugal, correspondia em 2008, a 70,8% do valor médio da UE
Tiago Miranda

Os economistas consideram que os baixos índices de produtividade em Portugal ficam a dever-se a factores como a organização do trabalho, a falta de formação e a tecnologia.

"Portugal até não é dos países onde se trabalha menos, a questão é o valor que se cria", comentou o director de Economia da Associação Industrial Portuguesa (AIP) , Rui Madaleno, à Lusa.

Para o responsável da AIP, a melhoria da produtividade implica uma série de mudanças a nível "do produto que é oferecido, o que implica investimento, organização do trabalho, burocracia, atitudes e qualificação profissional".

Em Portugal, "o que é preciso não é trabalhar mais, é trabalhar bem", resumiu o economista.

Gestores com pouca qualificação


Por seu lado, Eugénio Rosa, economista e responsável do gabinete de estudos da CGTP, considera que a forma de calcular a produtividade não é a mais correcta."Normalmente, divide-se o Valor Acrescentado Bruto (VAB) pelo número de trabalhadores, mas esquecem-se outras coisas como as condições de trabalho, os equipamentos ou o investimento nas empresas, que é muito reduzido. A produtividade devia ser calculada em termos multifactoriais, contabilizando horas de trabalho, capital e condições".

Outro dos factores determinantes "é a organização do processo produtivo e isso depende muito da capacidade dos gestores", acrescenta Eugénio Rosa.

"Muitas empresas são dirigidas por pessoas de qualificação muito reduzida. Os trabalhadores também têm uma baixa escolaridade, cerca de 70 por cento dos trabalhadores empregados só vão até ao ensino básico, enquanto a média europeia é de 50%".

A precariedade e a elevada rotação de trabalhadores também são decisivas.

Elevada rotação muito negativa


"Uma grande rotação impede que se acumule experiência e conhecimentos. Foi feito um estudo numa empresa que contratava e despedia frequentemente pessoal porque tinha grandes variações nas vendas e concluiu-se que esta elevada rotação era muito negativa. No fabrico dos componentes, a quantidade de defeitos e avarias detectada no início era muito superior", observou o mesmo especialista.

Já José Eduardo Carvalho, investigador responsável pelo Observatório da Produtividade das Grandes Empresas do Instituto Lusíada de Investigação e Desenvolvimento, defende que "há uma generalização" quando se fala deste tema.

"Há sectores com baixa produtividade e outros que crescem ao nível dos melhores da União Europeia", afirmou.

Numa análise sobre o desempenho das 125 maiores empresas portuguesas, no triénio 2003-2005, o investigador concluiu que apenas três registaram sistematicamente níveis positivos de competitividade económica, bem como taxas positivas na produtividade económica e tecnológica.

Produtividade apenas superior à Polónia


José Eduardo Carvalho verificou, com base nos dados do Banco de Portugal, que a produtividade cresceu sempre nos últimos anos, "embora a taxas variáveis", e sempre abaixo da evolução do custo médio do trabalho, enquanto a produtividade do capital e a intensidade tecnológica da economia têm vindo a decrescer.

Por isso, a solução passa pela melhoria do conhecimento e disseminação da tecnologia: "são necessários instrumentos que permitam que cada pessoa, no seu posto de trabalho, obtenha maior produtividade".

O Relatório da Competitividade 2009, apresentado pela AIP em Novembro, indicava que a produtividade por pessoa empregada em Portugal, correspondia em 2008, a 70,8 por cento do valor médio da UE, sendo apenas superior ao nível da Polónia.

Lusa
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O nosso Problema
Miranda07 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 10:43 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
O Problema de que aqui se fala, e isso pela mão de pessoas especializadas em Economia e Gestão, presumo eu, pode, em termos absolutos não ser o maior de todos os que temos. Mas eu, que pouco mais posso gerir do que a minha própria vida, e felizmente digo eu, também concordo inteiramente com a grande conclusão das diversas intervenções aqui noticiadas: Portugal tem um enorme problema ao nível da Organização das forças produtivas. De facto, e em geral, os Portugueses são um povo de gente trabalhadora e esforçada; por vezes muito esforçada mesmo, se não mesmo já esforçada demais. Mas o problema está que o esforço, a energia e a boa vontade que os Portugueses gostam de dar onde quer que estejam muitíssimas vezes, demasiadas vezes de facto, esbarram com líderes que fazem de conta que o são, mas não são; com "comandantes" que não sabem o que querem nem o que podem; com patrões teimosos e tantas vezes nada de muito inteligentes; com chefes que só querem ser chefes, mas, de facto, não sabem quase nada, se não mesmo nada, e tantas vezes muitíssimo menos do que aqueles e aquelas de quem são chefes. Numa palavra: eu acho que o grande problema que leva à falta de produtividade em Portugal tem a ver com a falta de conhecimento, com a falta de integração pessoal, com a falta de um sistema que premeie os realmente bons e deixe para trás os medíocres ou obsessivamente incompetentes. Enfim, eu acho que Portugal padece de uma falta crónica de líderes à altura dos grandes, ou maiores, desafios.
 
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Uma questão de ATITUDE?
Kinikós (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 11:12 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Penso que o nosso problema reside na ATITUDE das pessoas. Falando de Portugal, esta atitude liga-se directamente à educação e cultura do nosso povo. Ou, claro, à falta de ambas.
Trabalhei durante toda a minha vida laboral numa empresa norte-americana. Empresa altamente produtiva e possuidora dum código de ética com base no qual todos os seus colaboradores eram avaliados duas vezes por ano através dum perfil de competências exigido pela empresa e assinado por cada colaborador na altura da admissão. É por isso que me custa tanto assistir a todo este folclore de associações portuguesas que exigem participar na definição dos parâmetros e critérios da sua avaliação de desempenho! Como se a definição do perfil de competências exigidas não seja um direito da entidade empregadora (embora tendo em conta o feedback dos colaboradores quanto à melhoria da sua implementação na realidade…) e a avaliação de desempenho não possa ser um óptimo instrumento para a evolução e valorização dos profissionais.

Ao longo da minha presença naquela empresa, contactei com muitos gestores de empresas de quase todos os países do mundo. Posso resumir os grandes pontos que marcam a sua atitude perante a vida do trabalho e perante as relações sociais. É a isto que chamo ATITUDE.
(continua)
 
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António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 22:25 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Re: Uma questão de ATITUDE?    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 11:27 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
    Re: Uma questão de ATITUDE?    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 21:53 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Uma questão de ATITUDE?    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 22:18 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Uma questão de ATITUDE?    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 22:32 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Continuação
Kinikós (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:13 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
1º - Respeito pela Lei: o que não é permitido pela Lei não se faz.
2º- Responsabilidade: cada um é responsável pela execução integral
              daquilo para que foi contratado.
3º - Escrupuloso respeito pelo regulamento interno da empresa.
4º - Escrupuloso respeito pelos direitos dos outros.
5º - Dedicação e esforço no desempenho do seu trabalho.
6º - Saudável trabalho em equipa.
7º - Espírito de entreajuda.
8º - Espírito de iniciativa e inovação.
9º - Definição dum plano pessoal de carreira: objectivos individuais e formação adequada para os alcançar.
10º - Pontualidade.
 
No nosso país, salvo raras excepções, não se seguem estes princípios. Continuamos na velha atitude do “desenrascanço”, do “salve-se quem puder desde que a polícia não veja,” do “faz o mínimo dando a impressão de que fazes o máximo”, etc.
Nunca em país algum, excepto em Portugal, vi uma convocatória para uma reunião que indicasse o seu início desta maneira: “Pelas 10 horas.” Noutro dia, li no regulamento interno dum estabelecimento de ensino: “Tolerância de atraso dos professores para o início das aulas: 10 minutos.”
Completamente inconcebível nos países, dizemos nós, “evoluídos”! Porque será que esses países são EVOLUÍDOS?

Apetece dizer: Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais.
                Somos atrasados porque nos falta atitude.
 
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António Da Rocha (seguir utilizador), 3 pontos , 20:09 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 11:33 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
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makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 15:30 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 18:53 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Muito Bem    Ver comentário
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 12:52 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Re: Continuação    Ver comentário
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 14:00 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 18:58 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 19:51 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:35 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Continuação    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 19:00 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 11:12 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
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PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 16:09 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
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PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 17:04 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 21:34 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
A produtividade no país dos doutores e das cunhas
CondestavelXXI (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:28 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
No país onde as pessoas se fazem valorizar e respeitar pelos "canudos" em vez de pela competência que têm para desempenhar as funções, é óbvio que grande parte dos chefes, sendo medíocres, só pode sobreviver apoiado em organizações medíocres compostas por colaboradores medíocres.
A forma de seleccionar as pessoas também, muitas vezes, não tem nada a ver com a vocação para o desempenho do lugar, mas apenas por questões de favores pessoais ou critérios totalmente desajustados.
Estas situações provocam instabilidade e muitas organizações passam a vida a formar pessoas para logo se verem livres delas ao não suportarem a sua competência.
Em conclusão, em Portugal não parece que a vocação seja o critério mais utilizado para atribuir funções e a competência seja o critério mais utilizado para valorizar o desempenho profissional.
 
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A necessária aliança da teoria e da prática...
jamptrans (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 17:53 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Em meu entender um dos grandes factores que mais contribui para este problema é a dificuldade de os nossos gestores com formação superior conseguirem adequar a teoria à prática. São, por norma bons teóricos mas maus praticantes. As nossas universidades são por demais teóricas e elitistas e não desenvolvem o indispensável empreendedorismo e proximidade da economia real. Existem, por outro lado, muitos empresários que, apesar de pouca formação, têm um elevado espírito empreendedor. Se forem assessorados por gestores competentes podem formar alianças estratégicas muito interessantes.
O trabalhador Português, por regra, é um excelente trabalhador mas é indisciplinado e desmotivado. Para isso necessita de ser enquadrado num empreendimento devidamente organizado e com uma disciplina justa e assertiva. Uma das formas de conseguir isso é derrubar barreiras. Gabinetes, títulos, regalias e atitudes que colocam as pessoas em estratos estanques uns dos outros não favorecem uma sã camaradagem entre pessoas que devem todas trabalhar para o mesmo fim. O gestor ‘tem que conhecer’ os seus subordinados até ao escalão mais baixo e só o consegue se não se isolar numa torre de marfim.
É certo que temos ainda uma pesada herança do pós-25 de Abril em que se implantou no país uma certa ‘libertinagem’ em nome da liberdade que ainda nos prejudica e muito. Mas isso é outra questão.
 
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Produtividade
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Com empresas a fechar quase diariamente, como será possivel aumentar a nossa produtividade?
 
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    Re: Produtividade    Ver comentário
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 12:57 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Re: Produtividade    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 18:30 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Produtividade    Ver comentário
crise (seguir utilizador), 1 ponto , 20:11 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Re: Produtividade    Ver comentário
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 21:32 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Resumo
alberto64 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
5 comentários que dizem quase tudo.
 
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    Re: Resumo e ainda mais...    Ver comentário
Mclou (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Elevada rotação muito negativa ?
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 12:47 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Se é verdade que a rotação excessiva em algumas empresas não dá tempo aos trabalhadores para consolidarem conhecimentos profissionais, também é verdade que em muitos caso há uma fraca mobilidade de trabalhadores o que inviabiliza que estes vão enriquecendo o seu currículo com experiências profissionais diversificadas e consequentemente melhorando as suas competências, em benefício de uma maior produtividade. Julgo que deveriam existir incentivos à mobilidade profissional, como forma de promover a competência profissional, a produtividade e a realização pessoal dos trabalhadores.
 
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Produtividade ?!
pamaga (seguir utilizador), 1 ponto , 12:54 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Com a qualidade da classe de "patrões", como gostam os empresários de ser chamados deve ser ainda algum recalcamento do tempo colonial, outra situação não era de esperar.
 
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Ma Gestao
licita81 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:00 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
O povo portugues e' muito trabalhador e como outros povos gostam de se sentir gratificados pelo bom desenpenho da compahia onde trabalham, pois sem o esforco deles a companhia nao teria bons resultados. e aqui esta tambem um dos problemas de mentalidades... os gestores, ficam a gerir companhias gracas ao factor "C" e nao por conhecimento, a constante rotacao de funcionarios como mencionado no artigo que impede a "entrega" do trabalhador a companhia, porque sabe que brevemente vai sair...
No entanto nem tudo e mau. a minha experiencia no Reino Unido mostrou-me que, as empresas que funcionam bem em Portugal, funcionam melhor que muitas aqui no Reino Unido.
se tivessemos um governo que olhasse mais para os trabalhadores, as coisas pudessem estar melhor. no entanto a culpa e na maior parte das empresas, pois querem poupar de lado (regalias), mas perdem muito mais no fim do que aquilo que ganham...
Tal como foi disso, e preciso mudar de ATITUDE e a MENTALIDADE, tanto dos trabalhadores, mas tambem dos gestores, patroes e nao ficar a espera dos subsidios do Estado, que atrasa tudo!!....
 
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cARENCIA.,..
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
No meu entender existem varios problemas:

1 - Atitude (como muito bem descrito pelo Kinikós num comentario anterior

2 - Exemplo da função publica - Como é possivel atingir altos niveis de produtividade se o maior empregador (o estado) é aquelo que piores exemplos dá.

Por exemplo, na semana passada fui ao registo civil (numa capital de distrito) para fazer o cartão do cidadão. para meu espanto quando cheguei la as 9.30 ja não havia senhas para fazer o cartão do cidadão naquele dia. Como bom portugues, la consegui arranjar uma cunha com a mão de um amigo que la trabalhava e no mesmo dia ela fez-me o cartão (demorou nem 10 min) e me informou que por dia eles apenas fazem 10 cartões com as duas maquinas que têm pois esses são os objectivos que têm... COMO É ISTO POSSIVEL???

Ou uma pessoas ir as finanças e ser preciso chamar as pessoas e fazer barulho que que eles levantem o cu da cadeira e te venham atender ao balcão. e como estes muitos outros casos que certamente são comuns a toda a população...

3 - Falta de formação
90% das nossas empresas são PME's e destas a maioria são empresas familiares em que o que conta é o sangue e não a competencia. Outras são administradas por engenheiros que por conhecerem a tecnologia pensam que são capazes de girir uma empresa sem conhecimentos de gestão.

4 - Formação de encher curriculum
O problema da formação profissional em portugal é que esta na maioria dos casos é uma anedota. (continua)
 
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    (CONTINUA)    Ver comentário
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Mentiras    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 2:33 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
    Re: Mentiras    Ver comentário
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 7:41 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
    Re: Mentiras    Ver comentário
Kya (seguir utilizador), 1 ponto , 1:48 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Mentiras    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 3:17 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
    Re: Mentiras    Ver comentário
Kya (seguir utilizador), 1 ponto , 9:50 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
FALTA DE ORGANIZAÇÃO???
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:38 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
FALTA DE ORGANIZAÇÃO NO TRABALHO???
Pois se temos tão brilhantes e tão bem pagos gestores e administradores. Sobretudo nas empresas públicas e nas privadas que sendo públicas distribuem dividendos a privados.
Quaisquer deles com mordomias mil.
A malta ainda assim anda mal organizada???
Vá-se lá perceber, não é.
 
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Excessiva mobilidade...
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
Porque será que as pessoas não páram muito tempo no mesmo trabalho?
A grande maioria porque não são motivadas, formadas e premiadas conforme o seu valor. Quantos empresários investem na formação dos seus activos a não ser que a tal sejam forçados por imperativos de certificação?
Agora está na moda ouvir dizer que não há empregos para a vida, que isso era dantes.... afinal em que ficamos?
Só interessa que fiquem se for numa fábrica de produção em série?
Com tanta oferta de mão de obra quantos empresários se preocupam em manter os seus colaboradores?
Anúncios a pedir estagiários ou alguém que não tenha descontado para o estado há mais de 1 ano tenho visto cada vez mais.
Muitos procuram beneficiar de todo e qualquer apoio do estado mas poucos se preocupam em garantir produtividade através da melhoria dos seus principais activos que são as pessoas.
 
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PORTUGAL AINDA É UMA REPÚBLICA DAS BANANAS..?????
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
..PORTUGAL;AINDA É UM PAÍS DO 3-O MUNDO..XENTE...ACORDEM XENTE......TAMBÉM QUERO SER XEFÃO..AFINAL ANDEI TANTOS ANOS A ESTUDAR;E AGORA VOU SER MANDADO POR UM ZÉ NINGUÉM..??HÁ NÃO..PREFIRO PEDIR AO GOVERNO..ATÉ MAIS..CUMPTS..KANTIFLAS.
 
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Falso
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 17:17 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
É um país de mamões, de direitos adquiridos, onde o estado irresponsável mama 50% do PIB, de chorões, de sindicatos que nunca criaram 1 posto de trabalho, de gestores públicos nomeados pelos chulecos dos partidos sem objectividade de mérito profissional, de políticos nojentos que se ajudam uns aos outros a subir na vida sem valores éticos e provas de sucesso dadas no privado, de uma "casta" empresarial que vive dos subsídios, de grupos de pressão organizados em "ordens", de classes de professores, de médicos, de juízes, etc., etc., etc.,.....É claro que comparados com o Burkina Fasso ou com a República do Congo, PT está melhor.........valha-nos isso !!!!
 
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    Re: Falso    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:20 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
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