O chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, voltou hoje a pedir à China que inicie um diálogo com o Tibete para aliviar a crise política e permitir que os Jogos Olímpicos fiquem à margem da situação.
"Um diálogo da China com o Tibete podia abrir uma perspectiva nova para estas tensões com impacto positivo na comunidade internacional", disse Luís Amado, a propósito dos protestos que têm marcado várias etapas do percurso da chama olímpica de Atenas para Pequim, acrescentando que Portugal "acompanha a União Europeia nos esforços" nesse sentido.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, que está em Abu Dhabi, nos Emiratos Árabes Unidos, no âmbito de um périplo por vários países do Golfo Pérsico, frisou também a importância de "criar condições para que os Jogos possam decorrer com normalidade", porque essa é "a opção que mais serve o interesse da comunidade internacional".