Os lucros da JM cresceram 39,4% no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo anterior. Um total de €101,7 milhões foi quanto lucrou a dona das cadeias portuguesas Pingo Doce, Feira Nova e Recheio (grossista) e da polaca Biedronka. Além das áreas de representações e industrial.
O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 20,1% para os €263,8 milhões. É o resultado de vendas consolidadas de €4 mil milhões, 19,6% acima do período homólogo.
Em Portugal, os supermercados e hipermercados viram as vendas crescer 7,3% quando avaliadas as mesmas lojas. E sobe para os 9,3% quando se acrescentam as vendas das novas lojas Pingo Doce. No total tem 333 lojas: fechou uma, mas abriram três. Na Polónia, a Biedronka, líder naquele mercado, faturou mais 18,1%, na moeda local.
A dívida encolheu 20% para os € 752 milhões. É mais uma boa notícia para a empresa liderada há três meses por Pedro Soares dos Santos, filho do presidente do conselho de administração Alexandre Soares dos Santos.
Os próximos resultados podem não ser tão animadores se for aprovado decreto-lei que permite que os hipermercados voltem a abrir aos Domingos e Feriados à tarde. A JM, segundo maior retalhista em Portugal, atrás da Sonae, opera no formato dos supermercados (com dimensões abaixo dos 2000 metros quadrados) por isso sempre pôde mantê-los abertos nesses períodos. Só os hipermercados (que são o principal formato da Sonae) fecham. O diploma foi aprovado na quinta-feira passada, na primeira fase da generalidade, em conselho de ministros. Se vier a entrar em vigor, as lojas Continente poderão concorrer com os supermercados Pingo Doce, todos os dias da semana, sem restrições.