Para Magalhães e Silva, o procurador Lopes da Mota "está ser o bode expiatório das pressões que, em Janeiro, a hierarquia do Ministério Público fez para que o caso Freeport fosse arquivado". Mais: "Pela hierarquia leia-se a doutora Cândida Almeida e o procurador-geral Pinto Monteiro".
Lopes da Mota foi suspenso 30 dias por ter alegadamente feito pressão sobre os procuradores do caso Freeport para que arquivassem o caso. Já tomou duas decisões: demitiu-se do cargo de presidente do Eurojust e vai recorrer da decisão do Conselho Superior do Ministério Público. "Vamos reclamar para o pleno do conselho e, se a decisão for confirmada, vamos impugná-la junto do Supremo Tribunal Administrativo".
De acordo com o advogado que representou Lopes da Mota neste processo disciplinar, "os membros do conselho não tiveram acesso a todo o processo e decidiram apenas com base no relatório do inspector, sob o qual levantámos um incidente de suspeição".
Esta informação é desmentida pela PGR que, em comunicado, diz que foi dada vista do processo aos membros do conselho. "Se isso é verdade, a PGR que diga durante quantos dias os membros do conselho tiveram contacto com o mesmo. Basta dactilografar uma folha".
O Expresso tentou contactar Lopes da Mota que não respondeu a nenhuma das mensagens enviadas.