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Livraria Buchholz fecha as portas 65 anos depois

A livraria Buchholz vai encerrar as portas mas espera recuperar o espírito cultural para a nova loja que se instalará no mesmo espaço, perto do Marquês de Pombal, em Lisboa.

19:15 Sábado, 19 de dezembro de 2009

Ao fim de 65 anos, a livraria Buchholz encerra as portas, mas o espírito cultural que a caracterizou vai ser recuperado para a nova loja que se instalará no mesmo espaço perto do Marquês de Pombal, em Lisboa.

Declarada a insolvência e sem salvação à vista, hoje varreram-se as prateleiras, encerrando uma história que começou em 1943, pela mão de um judeu fugido de Berlim, Karl Buchholz, recordou José da Ponta, da Coimbra Editores.

Esta editora é a nova proprietária do espaço, onde vai abrir uma livraria generalista que pretende dar continuidade ao pólo cultural que a Buchholz foi no passado, mantendo-se como um local de encontro cultural.

"Não será igual à Buchholz, mas esperamos que seja igualmente um local de encontro, adaptado aos tempos, pessoas e mundo de hoje", disse José da Ponta.

A Buchholz foi encerrada a 23 de Abril depois de ter sido declarada insolvente por sentença judicial de 22 de Janeiro deste ano.

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O lucro como fim último
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 20:59 | Sábado, 19 de dezembro de 2009
Em qualquer parte do Mundo (evoluído) o livro é uma porta aberta ao saber e à diversidade. Vou a qualquer livraria em Paris, Madrid ou Berlim (para só citar a Europa) e encontro tudo o que quero. A finalidade das livrarias nestas cidades, não se circunscreve ao lucro. Há uma oferta múltipla em todas as áreas de conhecimento. Independentemente de se vender ou não. Os títulos e os autores lá estão para quem estiver interessado e for intelectualmente curioso. Em Portugal, à semelhança de outras áreas de negócio, os livros são para ganhar dinheiro. O fim último e único de quem vende livros, é tão somente ganhar dinheiro. Ter lucros. É por este estado de coisas que deixei de parar nas montras das livrarias portuguesas. São sempre os mesmos escritores, a escreverem o mesmo e com uma produção industrial, como se de chouriços se tratasse. O resultado está à vista. As montras estão repletas de patetices, do tipo de livros de auto-ajuda (que bela ajuda dão os otários aos "escritores") e com prosas da treta, tipo Carolina Salgado, que mais não servem do que ajudar uns tantos marmanjos que nada têm a dizer de relevante à comunidade. Embora lamente que a emblemática Buchholz encerrasse as portas, tal não me espanta nada, face ao rumo que os gananciosos decidiram de há uns tempos a esta parte imprimir ao mundo dos livros. Outras se seguirão,
 
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MNPT (seguir utilizador), 1 ponto , 21:37 | Sábado, 19 de dezembro de 2009
DUQUE DE PALMELA
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 9:33 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Durante muitos anos eu cumpria o agradável ritual de ir à livraria da Duque de Palmela à hora de almoço esmiuçar as novidades mas também descer as escadas para escolher boa música classica.
Uma boa parte dos meus livros foram comprados lá, lembro-me de que só havia empregadas e nenhum empregado.
Um país que deixa fechar uma livraria desta importância não é um país sério, não merece o meu respeito. Os seus intelectuais são escória.
 
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Eh pá
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 17:57 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
É com muita tristeza que sei que a Buchholz vai fechar! É daqueles sitios que acompanham a nossa vida e que quando desaparecem nos deixam uma sensação de vazio. Enfim, é a vida...
A verdade é que há anos que lá não comprava livros... O Marquês de Pombal é uma zona morta ao fds e indo ao Chiado temos uma data de livrarias num par de centenas de metros...
 
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Coitada da Buchholz...
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Sábado, 19 de dezembro de 2009
A Buchholz habituou-me a ser uma referência no (pobre) panorama das livrarias em Portugal. Pelo seu ambiente e pela concepção que tinham dos livros, muito do material que eu precisava para a minha formação académica era lá que o encontrava. Nos tempos que correm, a malta quer é ler a Carolina Salgado e o Gonçalo Amaral, e a Margarida não sei quê, mais o jogador da bola que acabou a carreira, está teso, e tem um amigalhaço numa editora que o convenceu a ditar umas palermices (que ele coitado não sabe escrever) do género : "há doping no futebol português". Disto é que o zé povo gosta e até faz fila para comprar estas bacoradas. Se em Portugal toda a gente fosse habituada a comer hamburqueres e pizzas, o Gambrinus também fechava as portas. Nos livros é a mesma coisa. Neste momento em Portugal só tem saída praticamente a literatura de cordel, se excluirmos o Saramargo, o Lobo Antunes e o Miguel Sousa Tavares. Mas quantos leitores terão estes 3 escritores ? 50.000 ? Tudos os restantes vão para a literatura da treta.
 
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A evolução;não perdoa....!!!!!!!!!!!!!!
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:27 | Sábado, 19 de dezembro de 2009
Se a maioria hoje tem acessso aqui a esta nova tecnologia;como é esta nossa ferramenta;é claro que as livrarias tradicionais;num país,como é o pobre portugal em que a cultura sempre foi para meia dúzia de famílias;esperavam o quê...???É o fruto dum país em que ainda vive á maneira feudal;e em que a cultura e o acesso á cultura;ainda continua reservada ás tais castas que aí dominam tudo a seu bel prazer.. até mais.. cumpts..kantiflas.
 
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