Miguel Cadilhe revelou ao Expresso que a lista a que preside e que será votada na Assembleia Geral de accionista do BCP a 15 de Janeiro pelos accionistas do banco "não tem vice-presidentes. Não é obrigatório que haja um vice-presidente".
"Vamos preparar um documento de estratégia para o triénio 2008/2010, antes da Assembleia Geral aos accionistas", adianta o ex-presidente do Banco de Fomento Exterior, afirmando, no entanto que "ainda é prematuro avançar com a estratégia que será apresentada aos accionistas", mas revela que "haverá uma forte delegação de poderes na estrutura da Alta Direcção do BCP de forma a aliviar o Conselho de Administração", no caso da sua lista sair vencedora.
Naturalmente, Cadilhe sublinha que haverá uma atribuição de pelouros pelos restantes administradores e que a seu tempo os accionistas ficarão a saber qual a estratégia desta lista alternativa. O economista reafirma que a sua lista é uma alternativa à lista de Santos Ferreira, ex-presidente da CGD, mas também uma forma de protesto á posição do Banco de Portugal no que diz respeito à "inibição" pretendida pelo seu governador, Vitor Constâncio, de que nenhum dos administradores do BCP desde 1999 se candidatasse aos órgãos sociais do banco.