Manuela Ferreira Leite elegeu 20 conselheiros nacionais e Pedro Passos Coelho 16. Uma diferença que traduz um excelente resultado para o ex-adversário de Manuela, apesar da fuga dos delegados do Porto que optaram por avançar com uma lista própria para o Conselho Nacional em vez de integrar a de Passos Coelho. O grande perdedor desta eleição foi Pedro Santana Lopes, que optou por não encabeçar nenhuma lista e viu a dos seus apoiantes de sempre eleger apenas cinco conselheiros nacionais do partido.
A lista do Porto, encabeçada por Agostinho Branquinho, elegeu três conselheiros, a da JSD, um; a dos TSD, três, a de Luís Montenegro (ex-apoiante de Santana Lopes), quatro, e a de Pedro Duarte (ex-apoiante de Passos Coelho), dois. Falta um conselheiro nacional eleito numa lista de presidentes de juntas de freguesia.
A conclusão a tirar é que a nova líder do PSD ficará dependente de negociações caso a caso e terá ao seu alcance a maioria no Conselho Nacional, tendo em conta o assumido espírito de colaboração até às eleições que marcou este Congresso.
Para o Conselho de Jurisdição do partido, ganhou e fica com maioria a lista afecta a Ferreira Leite e encabeçada por Nuno Morais Sarmento., que elegeu cinco membros para aquele órgão, enquanto as listas afectas a Passos Coelho, Santana Lopes e à distrital do Porto, apenas elegeram um membro cada uma. Para a Mesa do Congresso, a lista de Manuela, encabeçada por Rui Machete, conseguiu 470 votos e a de Santana Lopes, encabeçada por Arlindo de Carvalho, 254.
A nova Comissão Política escolhida por Ferreira Leite foi eleita em lista única por 529 dos 804 votantes.