O seu carro só lhe dá problemas e quer trocá-lo por um novo, mas não sabe como? O Carteira.pt
ajuda-o a perceber as diferenças entre as várias formas de financiamento: leasing
, Aluguer de Longa Duração
(ALD), renting
ou crédito pessoal são as hipóteses que as empresas de crédito colocam ao seu dispor. Apesar de a oferta ser vasta, deve estar atento à que melhor se adequa ao seu perfil.
Só no segmento de produtos bancários, existem várias opções. O crédito pessoal específico para compra de automóvel, crédito hipotecário ou com penhor são algumas das alternativas. Contudo, antes de decidir qual será o carro novo, comece por negociar o preço em mais do que um stand
da mesma marca e várias zonas do país. Quem o diz é a Deco Proteste
, no dossier que dedicou ao tema, na publicação Dinheiro&Direitos, em Dezembro de 2007. Conheça as várias formas de financiar o seu automóvel.
Crédito pessoal
Se optar pela vertente automóvel, este terá de ficar com reserva de propriedade em nome do banco. A associação de consumidores informa que, neste caso, enquanto o empréstimo vigorar, não pode vender o seu automóvel sem autorização. Em vez da reserva de propriedade, alguns bancos podem exigir um seguro de responsabilidade civil e um seguro de danos próprios.
Se optar por esta via, deve ter em atenção a taxa de juro. Se conseguir baixar a que lhe propõem, melhor. À partida, o banco com quem tem maior relação, terá melhores condições para lhe garantir uma taxa mais competitiva. Segundo o artigo publicado pela Dinheiro&Direitos, esta opção é mais viável para quem não estiver disposto a abdicar da propriedade imediata do veículo e quiser contratar danos próprios; para carros que não custem mais de 15 mil euros e clientes que não tenham um imóvel para hipoteca (além da habitação própria); e para quem não tem uma aplicação de valor igual ou superior ao do empréstimo que vai pedir.
Crédito hipotecário
Se não está disposto a abdicar da propriedade do veículo, quiser contratar um seguro de danos próprios, o seu carro custar mais de 15 mil euros e tiver um imóvel para hipoteca (além da habitação própria), então pode considerar este tipo de crédito. O empréstimo hipotecário permite contratar por prazos mais longos do que no crédito pessoal e cobra taxas semelhantes às do crédito à habitação. Por isso, é provável que a taxa de juro desça bastante. Segundo a associação, este tipo de financiamento só interessa para empréstimos superiores a 15 mil euros a 3 anos, por terem custos muto elevados, como a comissão de abertura, avaliação do imóvel, registos de hipoteca e a escritura. O sítio de literacia financeira da Caixa Geral de Depósitos, Saldo Positivo
, informa que, regra geral, para empréstimos inferiores a 20 mil euros, a descida da taxa de juro do crédito hipotecário, pode não compensar os custos burocráticos da operação.
Crédito com penhor
Caso esteja na situação acima descrita, mas em vez de um imóvel para hipoteca tenha uma aplicação de valor igual ou superior ao do empréstimo, então pode considerar este crédito. Com o dinheiro aplicado em depósitos a prazo ou fundos de investimento, que não pretende desmobilizar, pode melhorar as condições do seu crédito. A garantia pode demorar algum tempo a ser aceite e tem alguns custos: comissão de abertura, imposto de selo e juros. Deve negociar com o seu banco uma taxa mais baixa, dando a aplicação como garantia.
Leasing
Se está disposto a abdicar da propriedade imediata do veiculo e quiser contratar um seguro de danos próprios, então considere o leasing
. É um processo semelhante ao ALD, mas tem taxas de juros mais reduzidas. O cliente assina um contrato de locação financeira, durante o qual o carro pertence à locadora, sendo que, no final, pode mantê-lo se pagar o valor residual, trocá-lo ou devolvê-lo. Contudo, segundo alerta o Saldo Positivo, todos os encargos com despesas de manutenção e reparação do automóvel ocorrem por sua conta.
ALD
Na opção ALD, quando termina o período do contrato, o cliente não tem outra hipótese senão ficar definitivamente com o automóvel. Assim, terá de pagar o valor residual e comprar o veículo de acordo com o valor estabelecido no início. Em ambos os financiamentos, leasing
ou ALD, é obrigado a fazer um seguro de responsabilidade civil de 50 milhões de euros e um outro de danos próprios, encarecendo as despesas mensais.
Renting
Também se pode chamar "aluguer operacional de veículos" e permite alugar um automóvel por um período limitado e mediante uma quilometragem combinada no início do contrato, segundo a informação disponível no sítio da Deco Proteste. Se ultrapassar o estipulado, paga um acréscimo por quilómetro. Caso circule menos, pode receber o reembolso. Em princípio, o preço do carro não tem limite, pois a empresa tem capacidade negocial para comprá-lo a um custo inferior. Depois, entrega-o mediante uma renda. A empresa define os serviços de base, sendo que o principal é a manutenção. Também pode optar por contratar alguns extras. No final, o objectivo é entregar o carro e assinar contrato sobre novo veículo, apesar de também poder comprá-lo pelo valor comercial ou outro acordado.
Dicas para bem comprar
"Nalguns casos, é mais barato comprar [um carro] no Interior, onde os concessionários tentam compensar a menor procura com descontos significativos", lê-se no artigo da Dinheiro & Direitos. Também deve ter em conta qual é a melhor altura para a compra. O fim do mês ou ano podem ser mais favoráveis para o cliente, segundo a publicação da associação de consumidores. Nesta altura, os vendedores têm de cumprir objectivos em termos de vendas. Épocas como o Natal e o Verão também são boas alturas para compras, pois as marcas lançam campanhas promocionais. De qualquer forma, visite sempre o maior número de instituições de crédito possível e peça várias simulações.
A associação de consumidores ainda alerta para outro aspecto: "como os concessionários são meros intermediários no financiamento, e muitas vezes ganham uma comissão sobre as taxas cobradas pelas instituições com que trabalham, as taxas propostas são mais elevadas do que nos bancos. Além disso, nestes pode usar produtos que já tenha contratado para negociar melhores condições: por exemplo, domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc."