A ideia teve tanto de inovadora como de polémica. Ao colocar uma criança no papel de vilã, Manuel Carlos, autor da novela Viver a Vida (transmitida na SIC) acabou por colocar o seu trabalho no meio de uma alargada discussão pública, que terminou na própria Justiça.
Apesar de, em Outubro, a Procuradoria da Justiça brasileira ter pedido que a Globo redefinisse o papel de Rafaela (papel desempenhado pela actriz Karla Castanho), mostrando preocupação quer pela jovem actriz, quer pelo modelo negativo que a personagem constituía para outros miúdos e adolescentes, nada foi feito.
Resultado: esta semana o tribunal voltou a insistir na necessidade do papel de Rafaela ser reformulado, considerando que "nem todas as manifestações são passíveis de serem exercidas por crianças e adolescentes pela forma como podem afectar o seu desenvolvimento".
Caso, mesmo assim, a Globo insista em não introduzir alterações no rumo da personagem, a justiça admite poder intervir coom acções judiciais que, no limite, podem impedir Karla Castanho de continuar no elenco da novela.