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PGR: Caberá ao poder político decidir que "espécie de Ministério Público quer ter"

No final de uma audiência com o Presidente da República, o procurador geral da República (PGR), Pinto Monteiro anunciou que vai apresentar propostas para alteração do estatuto do Ministério Público no próximo dia 10. (Vídeos SIC no fim do texto)

20:51 Quarta feira, 1 de setembro de 2010
O procurador geral da República (PGR), Pinto Monteiro, afirmou hoje que caberá ao poder político, designadamente à Assembleia da República, decidir que "espécie de Ministério Público quer ter".

Questionado pelos jornalistas sobre os poderes do Ministério Público (MP) no final de uma audiência com o Presidente da República, Pinto Monteiro anunciou que vai apresentar propostas para alteração do estatuto do MP na reunião de dia 10 de setembro do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) e que, caso haja acordo, serão enviadas para o ministro da Justiça e posteriormente para o Parlamento.

"E aí o poder político decidirá que espécie de Ministério Público quer ter", referiu Pinto Monteiro, que recentemente disse numa entrevista que os poderes do PGR eram iguais aos da rainha da Inglaterra.

Cavaco está "obviamente preocupado com o estado da Justiça"


Relativamente ao encontro com Cavaco Silva, Pinto Monteiro revelou que o Chefe de Estado está "obviamente preocupado com o estado da Justiça" e que na qualidade de PGR forneceu explicações que "o Presidente da República entendeu".

Classificando estas explicações como "necessárias e úteis", Pinto Monteiro disse ainda que a intenção do Presidente da República é exatamente como a sua: "que a Justiça funcione melhor".

Questionado pelos jornalistas sobre se considera ter condições para se manter em funções, Pinto Monteiro sublinhou que "tem exactamente as condições hoje que tinha quando tomou posse" no cargo de PGR.

"As condições para exercer o cargo são exactamente iguais", frisou o PGR, que, dirigindo-se à jornalista que fez a pergunta, concluiu: "Não acredite em tudo o que a imprensa diz".




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Pinto Monteiro
caprylm56 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 19:11 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Quer dizer que a justiça em Portugal é feita conforme o cliente (governo).
Pois já se tinha verificado com as suas atitudes isso mesmo, o que deixa prever que existe justiça para quem querem e não querem.
Ferro Rodrigues até foi mais explícito em afirmar que se estava cagando para o segredo de justiça.
Esta democracia é uma farsa, e estamos a eleger quem nos lixa portanto os PT têm aquilo que merecem, é esta a verdade nua e crua.
 
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PGR Caberá ao poder decidir
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:47 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Os mal dizentes de serviço, não podem ficar desempregados. Depois de se cansarem de dizer mal de Sócrates, viram-se agora para Carlos Queiroz, mas também para Pinto Monteiro. Aliás não interessa quem seja a pessoa pois o que que está a dar é mesmo dizer mal. Um dia quando estiverem cansados de dizer mal de tudo, sem perceberem vão começar a dizer mal deles proprios.
 
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    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:15 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:06 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
pinhadouro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 23:19 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 23:27 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:25 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: PGR Caberá ao poder decidir    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:48 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
A Justiça é um pilar da Democracia..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 23:56 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
A Justiça é mesmo um pilar fundamental para a Democracia..

Sendo que os deputados e governantes são mandatados nossos aqui vai como quero que seja a Justiça :

-Equitativa
-Imparcial
-Célere
-Inequivoca

Ou seja..exactamente o oposto á forma como vem sendo praticada..
 
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Segundo sei...
Trialg (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 1:27 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
O Sr.Presidente da Republica esta preocupado,os Srs.Ministros também estão preocupados,os Srs Juízes indem aspas,os nossos Deputados nem se fala,preocupadissimos! os advogados volta e meia mais preocupados estão e demais gente ilustre e honestamente ninguém fala com o Zé da Telheira e o João dos Copos que resolva o assunto!...
      Livra que gente tão preocupada que temos no País e cá a malta do povo que parece que ainda não percebeu que tais gentes,não quer resolver nada.Até parece que tem de ser EU e mais uns 10 milhões iguais a mim a resolver :)...com um voto heheh....
 
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" Freixo de Espada á Cinta"
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:59 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
Em fim de carreira- e de uma contestadíssima acção como PGR, estas declarações provam bem o estado a que "isto" chegou: Se as mais altas cúpulas ,demoram tantos anos a alterar seja o que fôr, como se poderá exigir que alguma coisa mude em "Freixo de Espada á Cinta"?
 
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diz o sr PGR para não acreditarmos em tudo o que a
marias há muitas (seguir utilizador), 1 ponto , 22:15 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
imprensa diz. Mas nós não acreditamos sr PGR. Não menospreze a inteligência do povo-.È que para alem de sabermos ler, sabemos observar, constatar e ler nas entrelinhas. Basta de mandar poeira para os olhos das pessoas, uma coisa é certa, a justiça tem de ser completamente independente do poder político, mas não me parece ser esta a sua opinião, Logo...
É claro para a maioria dos portugueses que o Sr não o tem condições para se manter no cargo, quanto mais fala mais se enterra, a menos que tal manutenção no cargo se prenda com favores do poder politico como defende para a justiça, será?
Justiça, mas qual justiça????
 
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PGR
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:36 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Quando oiço falar deste PGR ou da sua procuradoria só me ocorre um pensamento.
Como no caso recente do julgamento do skinhead onde se revelou existir documentos que podiam comprometer Sócrates.
Independentemente da veracidade sobre a existência dos ditos, quando foi dito que estes tinham sido enviados para o PGR, só me ocorreu uma coisa:
Pronto lá se vão perder, ocultar, destruir, etc. documentos que podem entalar o Sócrates.
Esta é a imagem de marca desta procuradoria.
Este é portanto um "bom" serviço prestado ao país e um "excelente" legado em prol da idoneidade das instituições públicas.
E isto não é dizer pouco.
 
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Ouça um bom conselho…
JNv (seguir utilizador), 1 ponto , 0:58 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010

Objectivo nº 1: afastar a política da justiça. Sem este objectivo cumprido não haverá nenhuma reforma que valha a pena na justiça, enquanto órgão de soberania.

Poderão ser feitas algumas melhorias na área do processo penal ou outro, mas não haja dúvida nenhuma que, sem retirar a política da justiça, não haverá reforma para garantir o seu correcto e justo funcionamento.

Na minha insignificante opinião, haverá seguramente 2 caminhos a seguir, no mínimo: 1) definir muito bem as hierarquias e o reporting de cada interveniente, e 2) acabar com os sindicatos todos de juízes e de magistrados.

Vamos ver do que serão capazes os deputados.
 
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Ouça outro bom conselho…
JNv (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010

Objectivo nº 2: acabar com o segredo de justiça, como regra geral. Abrir alguma excepção para situações em que a segurança nacional esteja em causa ou corra riscos.
 
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O MINISTÉRIO PÚBLICO QUE TEMOS
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 9:03 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010

Em Portugal complica-se tudo. O Ministério Público que temos funciona mal e qualquer outro que venhamos a ter vai continuar a funcionar deficientemente. Os prazos não são respeitados, as grandes suspeitas dão origem a acusações minúsculas que, mesmo assim, em Tribunal não conseguem vencer. Os procuradores vivem numa euforia de completa impunidade uma vez que quer trabalhem bem, quer não façam nada progridem na carreira. Os últimos procuradores-gerais foram pessoas que não se conseguiram impor como chefes e o descalabro continuou.
O poder político encontra-se fragilizado com um Governo maioritário e a divisão da Assembleia da República também não ajuda. Mas não há que esperar muito de qualquer mudança que venha aí, porque quem vai continuar a exercer no Ministério Público são os seus magistrados e estes encontram-se muito desacreditados e mal habituados.
 
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E EU A PENSAR
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 11:47 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
Que o homem (apenas se gaba de ser Beirão) se ia embora! Tolice minha. Já dizia o meu compadre: " O cavalo do poder é tão apetecível , que mesmo podre ninguém quer apear"! Derrube-se o mau cavaleiro, beurão ou não!
 
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A justiça e a política...
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
Deveriam ser incompatíveis como o azeite e o vinagre... para podarem cada qual, exercer os seus deveres com isenção e competência.

Infelizmente ao que se assiste, numa grande maioria de casos, é a uma promiscua e interesseira união de interesses, partidários e corporativistas, que se servem da justiça para satisfação e manutenção dos seus cargos nos órgãos do poder e assim poderem usufruir das correspondentes benesses.

E isto não se trata de maledicência, ou de descabido e insonso facciosismo partidário, incapaz de ser isento "ipso facto", na apreciação imparcial e realisticamente efectiva, das acções e consequentes anomalias quer de uma quer de outra instituição.

Não serão certamente os apaniguados partidários, que com as suas dogmáticas asserções, impedirão os portugueses independentes e apartidários, ainda capazes de pensarem por si próprios; e vendo com isenção, sem as peias controladoras dos comités dos partidos, todas as aberrantes, muitas, e as acertadas, poucas, medidas e execuções, que uma e outra instituições tomam, na Administração do Estado.

Calar o que está mal e é abusivo na governação da Nação, é uma obrigação de todo e qualquer cidadão, que ainda considera o país como um todo e não uma coutada dos partidos.

Resumindo, esta audiência que aqui é dada à estampa, só confirma que às instituições que temos, com base nas organizações partidárias actuais, é dado o poder de manter a Justiça, segundo os seus "egrégios" interesses.
 
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