José Sócrates prossegue hoje as audiências no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), depois de segunda feira ter apresentado as principais linhas do documento aos partidos com assento parlamentar.
Às 9h30 José Sócrates apresenta o PEC em sede de concertação social às confederações sindicais e patronais. Ao final da manhã, pelas 12h, na residência oficial, o primeiro ministro recebe a Associação Nacional de Municípios Portugueses. Ao início da tarde, pelas 15h, José Sócrates apresenta o PEC ao Governo Regional dos Açores, recebendo às 18h30 o Governo Regional da Madeira.
Entre as duas audiências dos Governos Regionais, o primeiro ministro terá a sua habitual reunião com o Presidente da República, a quem também apresentará o teor do documento.
Crescimento económico abaixo dos 2%
Segundo o cenário macroeconómico do Programa de Estabilidade e Crescimento, Portugal vai chegar a 2013 com a economia a crescer 1,7% e com o défice das contas públicas nos 2,8%.
De acordo com a síntese do documento, o défice das contas públicas vai passar de 8,3% do Produto, este ano, para 6,6% no ano seguinte, para depois descer para os 4,7% em 2012 e ficar nos 2,8% em 2013, abaixo do limite de 3% definido no Pacto de Estabilidade e Crescimento.
O crescimento da economia, que fica sempre abaixo dos 2%, passa de 0,7% este ano para 0,9% no ano seguinte, acelerando depois para os 1,3% em 2012 e para os 1,7% no ano final a que se refere o documento que está a ser apresentado aos partidos na residência oficial do primeiro ministro.
Desemprego não baixará dos 9%
A dívida pública, outra das componentes a que as agências e os organismos internacionais estarão mais atentas, vai continuar a subir até 2102, chegando aos 90,1% (85,4% este ano e 88,9% no ano seguinte). No ano final do PEC, Portugal começa a descer o montante da dívida pública, passando de 90,1% em 2012 para 89,3% em 2013.
A taxa de desemprego, por outro lado, nunca baixa dos 9% nos próximos quatro anos, mantendo-se em 2010 e 2011, e depois descendo duas décimas por ano até 2013. Assim, o desemprego previsto pelo Governo será de 9,5% em 2012 e 9,3% no ano seguinte.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.