José António Saraiva questiona neste artigo
até que ponto a homossexualidade se terá instalado nas sociedades contemporâneas - do rato ao Marais - como uma moda. Contra a ameaça do momento, bem capaz de nos destabilizar as referências, oferece-nos a excelência da sua coragem para enfrentar o politicamente correcto. Fá-lo numa sofisticadíssima dicotomia entre homossexualidade genética e aquela que decorre da moda. A verdade é que, no meio de umas tantas linhas sofríveis, António José Saraiva acaba por nos oferecer um excelente tratado do que seja o atavismo.
Ora detenhamo-nos então na palavra atavismo - "Propriedade de os seres reprodutores comunicarem aos seus descendentes, com intervalo de geração, qualidades ou defeitos que lhe eram particulares."
Pois bem. O texto de José António Saraiva ressalta como o justo testemunho de um ser reprodutor - porque heterossexual, claro está - a tentar passar os seus preconceitos às gerações seguintes. Oxalá fracasse a bem da espécie. E da moda, claro.