A Ordem de Mérito Civil será entregue ao jornal durante as comemorações do 10 de Junho.
O Reconquista é membro fundador da Rede Expresso
O jornal Reconquista vai ser condecorado no Dia de Portugal pelo presidente da República, durante as comemorações do 10 de Junho na cidade de Castelo Branco.
O jornal semanário de Castelo Branco, fundado há 66 anos, recebe a condecoração de membro honorário da Ordem de Mérito Civil, de acordo com a lista divulgada pelo Palácio de Belém.
Para o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa a condecoração constitui o reconhecimento de um jornal que tem créditos firmados na região da Beira Interior.
João Palmeiro recorda o trabalho feito pelo jornal junto dos jovens leitores graças ao projecto Educação para os Media, premiado em 2010 com uma menção honrosa da Associação Mundial de Jornais.
A opção de escolha entre a Covilhã e Castelo Branco deixou de existir e a câmara municipal acusa os responsáveis do Ministério da Saúde de não terem honrado os compromissos.
O concelho passa a estar ligado em exclusivo ao Hospital de Castelo Branco
José Furtado/ Arquivo Reconquista
Os utentes do Serviço Nacional de Saúde do concelho de Penamacor querem continuar a optar pelo hospital onde pretendem ser atendidos.
O direito de opção existia há já alguns anos, baseado num acordo entre a Câmara Municipal de Penamacor e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.
Mas com a entrada em funcionamento da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULS), que tem sede no Hospital Amato Lusitano, caiu por terra esta exceção.
Para quem vive na vila de Penamacor e nas freguesias mais a sul - como Aldeia do Bispo, Águas, Aldeia de João Pires, Aranhas, Salvador, Pedrógão de S. Pedro e Bemposta - a deslocação até ao Amato Lusitano já faz parte da rotina, por ficar mais perto.
Mas o mesmo não acontece quando se fala na Meimoa, Benquerença, Meimão ou Vale da Senhora da Póvoa, que têm mais perto o Hospital da Cova da Beira, na Covilhã.
Os números são mais elucidativos do que está em causa.
Quem mora na Benquerença faz 31 quilómetros até à Covilhã, que demoram a percorrer cerca de 40 minutos.
Ir para Castelo Branco implica uma deslocação de 70 quilómetros, que resultam em cerca de uma hora de viagem.
António Luís Soares, o presidente da Junta de Freguesia de Benquerença, confessa-se "estupefato" com a alteração, que mexe com a prestação de serviços de ambulância.
"A decisão de canalizar todos os serviços de saúde para o Hospital Amato Lusitano penaliza muitíssimo os utentes do concelho de Penamacor e essencialmente os do norte do concelho", afirmou o autarca, que apresentou uma moção na Assembleia Municipal de Penamacor.
O presidente da Câmara Municipal de Penamacor discorda da decisão e pretende agendar uma reunião com a direção da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco para reverter a situação.
Domingos Torrão alega que concordou com a integração de Penamacor na ULS de Castelo Branco "porque tínhamos esta liberdade de escolha", acusando os responsáveis pela gestão da saúde de não terem honrado os seus compromissos.
O presidente lamenta ainda que a câmara municipal não tenha sido consultada previamente.
Questionada pelo Reconquista, a ARS Centro responde apenas que os esclarecimentos cabem à ULS de Castelo Branco, que tem "plena autonomia para decidir sobre o assunto".
Mas da parte da ULS nem sequer há comentários.
A moção segue agora para os grupos parlamentares na Assembleia da República e a ministra da Saúde.
A casa recuperada serve os mais velhos e quer fixar jovens casais
Cristina Mota Saraiva/ Reconquista
A população de Escalos de Baixo tem já a sua nova Extensão de Saúde a funcionar. O domingo, dia 27, foi escolhido para inauguração do espaço, apesar de o espaço já se encontrar ao serviço da população.
Um edifício que se encontrava degradado e que é já património municipal, foi escolhido e recuperado pela Câmara de Castelo Branco que, agora o cede à Unidade Local de Saúde para que o coloque ao serviço das populações.
Mas, para além do novo posto médico, o edifício no piso superior tem um apartamento para que os jovens casais se possam fixar na freguesia.
De uma só vez ficaram resolvidos vários problemas: casas devolutas são recuperadas; a extensão de saúde passa a funcionar num espaço acessível a todos e sem escadas, como a anterior; os jovens da localidade têm solução para continuar na sua terra.
Para além desta apartamento já pronto, está em fase terminal a recuperação de mais duas habitações, na lateral do posto médico.
A nova extensão de saúde havia sido uma promessa do autarca Joaquim Morão, que recordou na cerimónia as promessas feitas em outubro de 2009, antes das eleições autárquicas.
A recuperação devolveu à aldeia do concelho de Castelo Branco um dos maiores moinhos da zona. Mas há mais de 30 que aguardam o mesmo destino.
A população voltou em peso ao moinho da Ribeirinha
José Furtado- Reconquista
O Moinho da Ribeirinha, em Póvoa de Rio de Moinhos, voltou a abrir portas depois de uma recuperação que devolveu à freguesia do concelho de Castelo Branco um dos moinhos mais singulares da região.
A estrutura que fica a poucos metros do centro da freguesia tem três moinhos de água e uma atafona, um moinho a tracção animal.
O moinho estava ao abandono e foi adquirido em 2006 com a ajuda da Câmara Municipal de Castelo Branco, que investiu 70 mil euros na compra e recuperação.
"Não foi fácil porque na região já não há um moinho com estas condições e estas caraterísticas", disse a presidente da Junta de Freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos, Lucinda Martins.
A autarca calcula que na freguesia existam mais de 30 moinhos, mas o da Ribeirinha é o único que não está em ruínas.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco garantiu que a autarquia tem prevista a recuperação de mais moinhos espalhados pelo concelho.
Joaquim Morão afirmou na inauguração da recuperação que os moinhos "são muito importantes para o futuro", reapresentando a salvaguarda da memória local.
Os corvos-marinhos chegaram para ficar à região de Castelo Branco. A problemática do impacto desta espécie em barragens e rios começa a preocupar, nomeadamente os pescadores que alertam para o desaparecimento dos exemplares de peixes de pequeno porte.
Os corvos-marinhos dão dores de cabeça aos pescadores de Castelo Branco.
Os corvos-marinhos estão a ter um impacto negativo nas barragens e rios da região de Castelo Branco.
O alerta chega do Clube de Pesca de Castelo Branco, cujos responsáveis, sócios e outros pescadores andam preocupados com esta situação.
De acordo com os mesmos, esta espécie "apareceu há uns anos no Rio Tejo em Vila Velha de Ródão e em pouco tempo dizimou os "peixes-rei" que ali eram bastante abundantes".
Agora são outras as paragens e espécies de peixes que começam a ser afetadas.
Zonas mais interiores começam a ser visitadas frequentemente pelos corvos-marinhos e algumas há até onde a espécie já estaciona habitualmente.
Mesmo à porta da cidade albicastrense, a Barragem da Taleigueira é uma dessas zonas.
Mas também em Santa Águeda e em rios como o Ocreza e o Ponsul são vistos com regularidade.
O caso da Taleigueira, por ser também a de mais pequena dimensão, é o mais preocupante.
"São mais de uma centena os corvos-marinhos, ou cormorans como também lhes chamam, que ali se encontram frequentemente e o seu impato naquela barragem é por demais evidente", afirma António Manuel Barroso, presidente da direção do referido clube de pesca.
Segundo este responsável, praticamente todas as espécies de peixes são afetadas, sendo que os exemplares de pequeno porte praticamente desapareceram.
"As carpas e os pimpões pequenos nunca mais se viram por aqui quando eram muito frequentes, ou seja os peixes com cerca de meio quilo ou menos foram praticamente dizimados por estas aves pescadoras", relata.
Mesmo os exemplares de maior porte, como atesta António Barroso ao Reconquista, "aparecem algumas vezes com feridas profundas provocadas por ataques dos corvos-marinhos, ainda recentemente num concurso de pesca que organizámos foram algumas as carpas em que isso se verificou".
Os pescadores verificam também que os poucos peixes pequenos que ainda ali se avistam estão quase sempre "escondidos entre os juncos, em águas muito baixas, provavelmente para se abrigarem deste predador incansável".
O certo é que este tipo de ave é uma espécie protegida não apenas no nosso país como em outros da União Europeia.
"Nós não queremos dar cabo dos corvos-marinhos, mas o excesso de proteção a esta espécie faz com que ela cresça em demasia e coloque outras em risco e isso também não está correcto e deve ser acautelado pelas autoridades que tutelam esta matéria", referem os mesmos pescadores.
Noutras zonas do país e do estrangeiro o impacto dos corvos-marinhos em rios e barragens começa a ser um problema com relatos idênticos ao da região de Castelo Branco.
Frio pode ter atraído a espécie
Um outro pescador deste clube, Paulo Mourato, procurou encontrar algumas explicações para esta invasão de que o nosso país está a ser alvo por parte desta espécie e refere ao Reconquista que "alguns estudos apontam para que a presença em grandes quantidades destas aves em Portugal pode dever-se ao maior rigor do inverno que se verifica nos países de origem".
O aumento do frio pode ter contribuído para uma maior presença da espécie nestas paragens, indicando que "o congelamento das grandes superfícies de água doce do norte obriga-as a procurar alimento nas regiões mais temperadas do continente europeu, ou mesmo no norte de África".
"Ao longo da maior parte dos nossos cursos principais de água, bem como nos seus afluentes, barragens, albufeiras, podem encontrar-se com facilidade estes pássaros pretos com aparência primitiva, sobrevoando as encostas de xisto, entre eucaliptos, pinheiros e mimosas, ou então a assoalhar nas margens das mesmas", explica o mesmo pescador.
"A multiplicação da espécie tem-se traduzido numa redução das reservas piscícolas, incluindo ataques às explorações de aquacultura dos mares do norte", lembra este responsável, destacando que "por toda a Europa existem conflitos com comunidades piscatórias principalmente na Holanda e Inglaterra".
Os corvos-marinhos perseguem e capturam os peixes debaixo de água, podem mergulhar até grandes profundidades e permanecer durante grandes períodos de tempo sem virem à tona para respirar.
Em 2008, o Parlamento Europeu defendeu a promoção de um plano de gestão sustentável das populações de corvos-marinhos à escala europeia. "Estima-se que, anualmente, os corvos-marinhos consumam pelo menos 300 mil toneladas de peixe nas águas europeias", informa Paulo Mourato
A captação de públicos no eixo Madrid-Lisboa é um dos objetivos do projeto do qual fazem parte seis concelhos de Castelo Branco e Portalegre.
As Portas de Ródão são um dos emblemas do Geopark Naturtejo
Naturtejo
O Geopark Naturtejo, que abrange seis concelhos dos distritos de Castelo Branco e de Portalegre, recebeu em 2010 cerca de 30 mil pessoas.
O número foi avançado ao Reconquista pelo presidente da Naturtejo, Armindo Jacinto.
De acordo com aquele responsável, o Geopark foi também visitado por oito mil alunos de escolas de Portugal, Espanha, Estados Unidos da América e Brasil.
Armindo Jacinto considera que o território Naturtejo é um espaço de excelência, com um enorme potencial, resultante do seu próprio património, das suas gentes e da sua localização, o que permite a captação de públicos no eixo Madrid-Lisboa.
Para 2011 as apostas da Naturtejo passam por novas rotas.
Pacotes turísticos completos, que "têm a particularidade de destacar novos produtos, como a gastronomia e produtos regionais. É importante juntarmos o setor agro alimentar ao turismo", revela Armindo Jacinto.
O objetivo passa por aumentar o número de visitas no território, criando condições para que quem passe no Geopark possa consumir os diferentes produtos existentes, desde a restauração, hotelaria, gastronomia, ou produtos regionais.
Rotas de excelência
As propostas do Geopark Naturtejo apresentam rotas com preços a partir de 84 euros, para três dias e duas noites.
A biodiversidade, o património histórico, a gastronomia e a cultura são presenças garantidas nas viagens ao Geopark.
Armindo Jacinto dá como exemplo as rotas dos Abutres e dos Veados (ambas com percursos pedestres e passeio de barco no Parque Natural do Tejo Internacional).
Para 2011 são ainda reforçadas as rotas das Aldeias Históricas (visita a Idanha-a-Velha e percursos pedestres), dos Cavaleiros Templários, do Xisto, das Montanhas e dos Sabores.
Mas as propostas não se ficam por aqui.
A Rota do Passado no Presente merece destaque, com as visitas acompanhadas ao centro histórico de Castelo Branco, ao Jardim do Paço, aos museus Francisco Tavares Proença Júnior, Cargaleiro e Canteiro, e à vila de Idanha-a-Nova.
Também a Rota do Ouro, que integra provas de azeite, visitas guiadas à mina de ouro romana do Conhal do Arneiro e a atividade "Há ouro na Foz" deverá ser bastante requisitada.
Os motivos para uma visita ao Geopark Naturtejo incluem ainda paisagens como os meandros do Zêzere, a queda de Água D'Alta (ambos no concelho de Oleiros) ou saltos de paraquedas e visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta (em Proença-a-Nova).
Armindo Jacinto revela que a Naturtejo está a trabalhar com os principais operadores turísticos nacionais e internacionais, disponibilizando também atividades para grupos empresariais.
"Iniciativas que pretendem promover o convívio entre os participantes e incentivem o espírito de equipa", explica.
O presidente da Naturtejo explica que as atividades para as empresas podem "por visitas acompanhadas, momentos culturais com a atuação de grupos e demonstração de artesanato, jantares medievais ou sessões de bem estar em balneários termais".
No entender de Armindo Jacinto as empresas poderão ainda usufruir de "passeios de barco nos rios Tejo e Zêzere, participação em atividades do amanho da terra, como a apanha da azeitona, de tortulhos e criadilhas colheita do medronho, e fabrico de aguardente e compotas".
O Geopark Naturtejo abrange os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Nisa (distrito de Portalegre).
A obra será lançada a concurso a curto prazo, garante a autarquia albicastrense.
O jardim é conhecido pelas estátuas
José Furtado- Reconquista
O Jardim do Paço Episcopal, um dos mais importantes patrimónios históricos de Castelo Branco, vai ficar dotado de um Centro de Interpretação.
Uma estrutura que acolherá meios interativos, espaços para exposições, a própria bilheteira e um conjunto de instrumentos que permitirão ao visitante percorrer todo o jardim com a informação necessária.
Além do Centro de Interpretação será construída, no mesmo edifício uma Casa de Chá, com esplanada para o próprio jardim.
A projeto está concluído e as novas estruturas vão ficar instaladas nos dois imóveis que ficam situados junto ao arco do Paço Episcopal, onde anteriormente estiveram o Museu Académico e o escoteiros.
A obra está avaliada em 620 mil euros e será lançada a concurso a curto prazo.
Joaquim Morão, presidente da autarquia, justifica esta intervenção "para valorizar o próprio Jardim do Paço. Hoje o que sucede a quem nos visita é que chegam aquele espaço e não têm informações suficientes sobre o Jardim. Com este Centro de Interpretação, todos os visitantes ficarão a conhecer aquele espaço antes mesmo de o visitarem".
O Festival Boom, que nos últimos anos tem sido organizado no concelho de Idanha-a-Nova, venceu o prémio de festival mais ecológico da Europa, atribuído no âmbito dos European Festival Awards.
Os resultados foram anunciados em Groningen, na Holanda, onde decorreu a 12.ª edição da cerimónia.
O festival que acontece de dois em dois anos e teve a sua última edição em agosto do ano passado foi o único evento português nomeado para estes prémios, competindo na sua categoria com os festivais de Roskilde (Dinamarca) e Øya (Noruega).
A utilização de casas de banho que dispensam o uso de água, o aproveitamento do sol para a produção de energia ou a recolha e uso de óleo alimentar usado para fazer funcionar os geradores do festival são algumas das soluções ecológicas adotadas nas últimas edições.
Esta é mais uma distinção para este festival de música e cultura alternativa, que nos últimos anos conquistou outros prémios como o Greener Festival Award Outstanding de 2008 e 2010.
Além disso foi convidado pela ONU para fazer parte da United Nations Music & Environment Stakeholder Initiative.
Reconquista - José Furtado/ Lídia Barata/ Cristina Mota Saraiva
13:48 Sexta feira, 10 de dezembro de 2010
Fonte da GNR confirmou ao "Jornal Reconquista" que o corpo de Fábio Gaspar estava "dentro da ribeira preso em arbustos", tendo sido encontrado por mergulhadores. (Veja vídeo SIC)
O corpo foi encontrado a poucos metros do carro que o jovem conduzia
José Furtado- Reconquista
O corpo do jovem que se encontrava desaparecido em Penamacor desde a madrugada de quarta-feira foi encontrado esta sexta-feira de manhã a cerca de uma centena de metros do local onde foi localizado o carro onde viajava.
Fonte da GNR confirmou ao Reconquista que o corpo estava "dentro da ribeira preso em arbustos", tendo sido encontrado por mergulhadores.
Fábio Gaspar, de 23 anos, deslocou-se na quarta-feira ao recinto da festa do madeiro, num terreno próximo do caminho agrícola que liga a zona da Senhora do Incenso a Pedrógão de São Pedro.
Carro estava no leito da ribeira
A meio da madrugada abandonou o local para regressar a casa, mas cerca das 5:30 ligou a uma amiga a pedir auxílio.
A amiga alertou as autoridades que de imediato iniciaram as buscas, encontrando horas depois o Citroen AX branco, que foi retirado do leito da ribeira de Ceife.
Os amigos do jovem mobilizam-se ontem para reforçar as buscas, através do envio de mensagens SMS e da rede social Facebook.
O jovem que fez 23 anos em Novembro é irmão de uma das jovens que este ano faz parte da comissão organizadora do madeiro e encontrava-se a estudar enfermagem na Escola Superior de Saúde da Guarda.
A menção honrosa da Associação Mundial de Jornais foi entregue nos Estados Unidos.
O Reconquista apoia os jornais escolares há mais de 30 anos
Arquivo Reconquista
O Jornal Reconquista
recebeu esta terça-feira nos Estados Unidos da América a menção honrosa do prémio mundial de jovens leitores, atribuída pela Associação Mundial de Jornais.
O prémio reconhece o trabalho desenvolvido pelo semanário no programa Educação para os Média na Região de Castelo Branco, uma iniciativa financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
O projecto envolveu 24 escolas do distrito, 50 professores e cerca de 600 alunos, consistindo no desenvolvimento de recursos educativos (DVD, plataforma de produção de jornais escolares e manual de apoio), além de um apoio às equipas responsáveis pela produção do jornal escolar, em suporte papel ou para edição electrónica na internet.
Além dos recursos e do apoio às escolas, entre os quais de destaca a impressão gratuita de jornais escolares por parte do Reconquista, foi realizada formação contínua de professores, concluída com êxito por 127 docentes.
O projecto teve como objectivos principais auxiliar professores e alunos na produção de jornais escolares, a sua melhoria gráfica, o fomento da leitura de jornais ou a aproximação das escolas em relação à comunidade educativa, entre outros.
Segundo os responsáveis, a ideia desenvolvida para o distrito de Castelo Branco tem condições para saltar as fronteiras do distrito e até do país.
"Temos essas condições, pois todos os recursos criados foram traduzidos para inglês. Aliás, já entregámos mesmo cópias desses recursos no Japão, onde estivemos no final de 2009, na Universidade de Hosei", esclarece Vitor Tomé, membro da equipa do projecto e jornalista do Reconquista.
O Reconquista torna-se no primeiro jornal português a receber um prémio deste género, atribuído pela Associação Mundial de Jornais, numa cerimónia que aconteceu em São Francisco.