Normalmente, quando apresentamos um amigo ou um colega a outra pessoa, depois donome, informamos também qual é a sua profissão no devido contexto. Por exemplo - "Apresento-lhe a Catarina Ribeiro, é farmacêutica". Quase sempre numa conversa com uma pessoa que estamos a conhecer, perguntam-nos - "O que faz?" - ao que respondemos - "Sou médica, sou advogada, sou jornalista...". Nunca dizemos exerço isto ou aquilo, dizemos logo que somos. Mas será que somos ou que fazemos?! Dizer que somos afirmamos que sentimos, que nos identificamos, que somos de facto aquela pessoa com todos as características relacionadas com determinada profissão. Mas, e se não gostarmos? E se não sentirmos? Não deveríamos dizer exerço em vez de sou?!
Há quem diga de boca cheia que é uma determinada profissão porque é sinónimo de sucesso, apesar de não gostar nadinha do que faz. E o que mede o sucesso de uma pessoa? Será que são todas aquelas ideias preconcebidas e estatuto que estão atribuídas a uma determinada profissão?
Será a realização profissional que se sente quando se está a fazer algo que somos, a nossa vocação? Será que é o dinheirão que se recebe no final do mês a acrescentar os prémios atribuídos? Será exercer aquela profissão que passa de geração em geração e também nós a exercemos? Serão as viagens necessárias de país em país ou será o escritório individual e fixo decorado ao nosso gosto? Será chegar ao topo da hierarquia, ao máximo que se possa chegar?
E você? É ou exerce? E que tipo de sucesso procura ou já tem? Eu prefiro sentir, prefiro ser. O sucesso, o que quer que isso possa significar (é muito relativo e variável) há-de chegar. Por enquanto, vou comemorando os pequenos sucessos que me vão acontecendo e trabalhar para os próximos!