Teixeira dos Santos considerou hoje, em Bruxelas, que "já é tempo" que se comecem a pagar as portagens nas Scut, adiantando que já não há obstáculos ou barreiras que o impeçam.
"Convenhamos que já é tempo que se comece a pagar as portagens nessas Scut", disse Teixeira dos Santos à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.
Para o ministro das Finanças português, "o Governo já tomou essa decisão há uns anos" e agora, "de facto, é só montar os dispositivos eletrónicos para que efetivamente se passe a pagar nas Scut".
O Governo pretende avançar com a introdução de taxas nas auto-estradas sem custos para o utilizador (Scut), na Concessão SCUT Norte Litoral, na Concessão SCUT Grande Porto e na Concessão SCUT Costa da Prata, conforme consta no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Taxas vão chegar a outras Scut
"Serão introduzidas taxas na Concessão SCUT Norte Litoral, Concessão SCUT Grande Porto e Concessão SCUT Costa da Prata", conforme consta no PEC divulgado segunda feira à noite. O documento salienta que "nas restantes SCUT serão introduzidas taxas de portagem, uma vez verificados os critérios utilizados para a sua introdução".
Com a aprovação do PEC, "proceder-se-á à avaliação e revisão do modelo de financiamento das Estradas de Portugal, visando a racionalização e garantia da sua sustentabilidade, num contexto em que a infraestrutura rodoviária nacional está em fase de conclusão".
O PEC atualizado traça a estratégia orçamental de Lisboa até 2013, ano em que o défice orçamental deverá ser inferior ao limite de 3,0% imposto pelas regras europeias - o Governo aponta para um desequilíbrio de 2,8% nas contas públicas nesse ano.
A Assembleia da República aprovou na sexta feira o Orçamento do Estado para 2010 e o Governo finalizou no sábado o PEC, que só deverá ser entregue à Comissão Europeia depois de 25 de março, quando for discutido pelos deputados.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
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Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
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