"Israel permite o acesso dos Palestinianos a apenas uma fracção dos recursos hídricos partilhados, que se encontram principalmente na ocupada Cisjordânia, enquanto os colonatos ilegais israelitas recebem praticamente reservas ilimitadas. Em Gaza o bloqueio israelita piorou uma situação já de si complicada", afirmou Donatella Rovera, investigadora da Amnistia Internacional em Israel e nos Territórios Ocupados da Palestina.
Enquanto o consumo de água por parte dos palestinianos quase não chega aos 70 litros diários por pessoa, um israelita consome por dia mais de 300 litros, quatro vezes mais. O exército israelita destrói frequentemente cisternas de captação da água da chuva e confisca os camiões-cisterna, tornando ainda mais complicado o acesso à água.
"Em mais de 40 anos de ocupação, as restrições impostas por Israel ao acesso à água por parte dos palestinianos impediu o desenvolvimento de infra-estruturas e instalações hídricas nos Territórios Palestinianos Ocupados, negando, consequentemente, que centenas de milhares de palestinianos tenham direito a uma vida normal, alimentos de qualidade, abrigo ou cuidados de saúde e desenvolvimento económico", disse Donatella Rovera.
A Amnistia Internacional apela às autoridades israelitas para que acabem com as políticas de discriminação, levantem todas as restrições no acesso a água potável por parte dos palestinianos e garantam uma parte equitativa dos recursos hídricos comuns aos palestinianos.
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