Dublin, 15 mar (Lusa) - O primaz da Irlanda, que confirmou no domingo ter participado em reuniões durante as quais alegadas vítimas de abusos sexuais assinaram um compromisso de silêncio, afirmou hoje que só se demitirá a pedido do papa Bento XVI.
De acordo com a Igreja católica da Irlanda, o cardeal Sean Brady participou em duas reuniões em 1975, quando era padre e secretário em «part time» do arcebispo de Kilmore, Francis McKiernan, já morto.
Durante estas reuniões, duas alegadas vítimas «assinaram compromissos nos quais prometiam respeitar a confidencialidade da recolha de informações», confirmou a Igreja.