No entanto, Marc Coleman, o mais importante analista e editor de economia de Dublin, mantém um tom otimista de médio e longo prazo sobre a situação do seu país, em declarações ao Expresso.
"Essa probabilidade de default não é certamente bem vinda. Mas não creio que seja determinante da possibilidade ou probabilidade real de incumprimento - ainda que essa possibilidade seja, certamente, real. Esses acontecimentos de mercado são reações fortes às notícias negativas sobre a situação do Anglo Irish Bank. Maiores perdas serão ainda reportadas nos próximos 9 a 12 meses. Isso já se sabe de antemão. Por outro lado, indicadores da economia real estão a evoluir bem, o que é mais animador, em contraste. A estabilização da arrecadação de impostos nos meses de junho, julho e agosto sugere um ponto de inflexão", refere-nos Coleman.
E reforça o seu enfoque otimista concluindo: "Não obstante, a situação no sistema bancário é desafiante, pois outros bancos também têm um problema de recapitalização num momento bem difícil. Por isso, a meu ver, o tom do comentário é crucial. Inspirar alguma confiança em relação a sinais positivos na economia mundial - notícias encorajantes nos EUA, sinais de melhor perspetiva na Europa e a estabilização da economia real irlandesa - podem ajudar a focar a atenção no potencial de longo prazo dos bancos irlandeses, se, como está previsto, a economia crescer 3% no próximo ano".





