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Intervenção Orçamental

Manuela Ferreira Leite (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 20 de outubro de 2009

Uma das formas mais visíveis de combate à crise financeira tem sido através do esforço orçamental, com efeitos muito significativos no défice e na dívida pública.

Este apoio tem-se traduzido no reforço do capital dos bancos e em estímulos a empresas, determinados por critérios, na maioria das vezes, fundamentalmente políticos.

Admite-se que este caminho tenha sido o menor dos males no contexto da crise que se verificou, mas isso não significa que não se tenha de estar atento à forma como se irá abandonar esta estratégia de intervenção.
Quando e como o irá fazer é um dos grandes desafios que enfrentará o próximo Governo.

Estarão em confronto, por um lado, as consequências negativas da intervenção orçamental que já se vislumbram, tais como a necessidade de aumentar os impostos quando for real a dificuldade de financiar aqueles encargos pelo recurso à dívida.

E, por outro lado, o espectro do agravamento da crise se esses apoios não se mantiverem, o que inibirá o Governo de os suspender.

Se os apoios não serviram para a reestruturação das empresas e do sistema financeiro, então esta dependência orçamental que foi criada, em vez de impulsionar a recuperação económica, só a dificultará.

Texto publicado na edição do Expresso de 17 de Outubro de 2009
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Intervenção Orçamental
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:23 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
Que grande novidade. Isso todos nós sabemos e nem é necessario ser perito na matéria. O que eu queria e todos ouvir, é a descoberta de soluções vindas de quem tem no mínimo mais obrigações para tal, pois foi para isso que tiraram o curso. Soluções à Salazar já não são novidade para ninguém. Foram os neoliberais que criaram este problema, mas pelo andar da carruagem não sabem como resolvê-lo. Uma vez mais vai pagar o justo pelo pecador. A ganância juntou-se com a irresponsabilidade e aí temos no que deu. Todos vamos ter que pagar por um pecado que não cometemos.
 
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Lider da oposição afirma "A neve é branca"
rolando stockler (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 15:21 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
A isto chama-se não dizer nada. Se isto é o melhor que o maior partido da oposição consegue dizer, pensamento orientado pela tendência Tarskiana: "A neve é branca", o país necessita de menos pobreza de análise e pobreza crítica.

O PSD precisa urgentemente de "mobilidade intra-partidária".
 
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Massacre, não!
ze da povoa (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 15:53 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
Os portugueses foram muito claros nas últimas legislativas: regresso da outra senhora, NÃO. Mesmo com o complot montado a partir de Belém não conseguiram enganar a maioria do povo.
A insistência em políticas vindas doutros tempos não leva a lado nenhum.
Portugal precisa de quem olhe para a frente e não de quem olha para trás.
 
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    Re: Massacre, não!    Ver comentário
userEX105348 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:43 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
userEX105348 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:50 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:33 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
userEX105348 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:15 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:35 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
userEX105348 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:50 | Sábado, 24 de outubro de 2009
    Re: Massacre, não!    Ver comentário
ze da povoa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:41 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
Seremos todos irresponsáveis?
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
Afinal quem é responsável por reestruturar as empresas, o sistema financeiro, e até cada um de nós próprios? Que eu saiba, o Governo concede apoios com base em projectos que se insiram numa estratégia. É certo que cabe ao Governo ser rigoroso na concessão, no seguimento da aplicação e na avaliação dos resultados mas a responsabilidade de que os apoios servem para reestruturar empresas e sectores de actividade é das entidades apoiadas. Se essas entidades e esses sectores pensarem que podem viver indefinidamente à base de apoios e iludam os problemas, estão pura e simplesmente a enganar-se a si próprios.
Se somos irresponsáveis mas não é politicamente correcto afirmá-lo, então o Governo terá mesmo que nos tratar como crianças. Por exemplo, em vários paises da UE ter licença de condução depende de não ter esgotado (por infracções) um crédito de pontos pré concedido. Hoje ouvi falar em aplicar um regime semelhante às licenças de pesca para combater as infracções.
Se calhar é mesmo por aí que temos que enveredar caso se confirme que somos todos irresponsáveis.
 
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Ponto sem nó
valongo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
O titulo das crónicas de MFL deveria ser alterado de "ponto sem nó" para "sem ponta por onde se lhe pegue".
Ler as inócuas dissertações desta senhora, é, definitivamente, um acto deprimente e masoquista.
 
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userEX105348 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
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Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:47 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Ponto sem nó    Ver comentário
userEX105348 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:55 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Ponto sem nó    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
E agora José?
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009

“Uma das formas mais visíveis de combate à crise financeira tem sido através do esforço orçamental, com efeitos muito significativos no défice e na dívida pública”.

Sim ... Isso é verdade: ainda bem que agora a Doutora concorda. Parece-me que evolui!

“Este apoio tem-se traduzido no reforço do capital dos bancos e em estímulos a empresas, determinados por critérios, na maioria das vezes, fundamentalmente políticos”.

Certamente, os apoios não deveriam ser concedidos por critérios políticos, mas apenas por critérios estritamente técnicos... Mas onde vamos buscar políticos e técnicos competentes para o fazer? A Doutora não é economista? E o Cavaco também não?

Infelizmente, o que temos tido, em Portugal, são políticos medíocres, demagogos e corruptos... Portanto, Doutora está a chover no molhado.

ACORDA!!! Doutora!!! Portugal não técnicos e políticos competentes e suficientemente honestos... E é por isto vamos continuar a descair suavemente para a ponta da cauda européia.

Dito isso, relembremos: a Doutora esteve junto ao Cavaco, em sua maioria: absoluta, quando a Europa ajudou e muito, neste período, entrou em Portugal mais dinheiro do que até então. Certo jornal da época dava conta de um milhão de contos por dia!

  ...
 
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Continuação...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009

- Objetivo: tornar as empresas mais competitivas, capazes de concorrer com as européias.

- Resultado: o país veio a tornar-se uma nação de empresários ricos e de empresas pobres. Passamos a ter a honra de possuir a vila com maior concentração de Ferraris da Europa! O dinheiro foi parar às mãos de quem menos precisava, mas que tinha os contactos certos e o “savoir faire” para se candidatar aos subsídios. Quem estava realmente interessado em modernizar as suas empresas recebeu migalhas. Pelo menos, salvaram-se as auto-estradas e a melhoria geral das vias de comunicação. Saldo pobre para tantos recursos.

Pois é ... Então Doutora? Por que não aproveitou a sua proximidade com o Cavaco, na época, para lhe dar bons conselhos?

Se nada fez por que haveríamos de acreditar em si agoura? Ainda não tinha evoluído? Não estava tão madura como agora? afinal quem me assegura que a senhora mudou?

 
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Não faz sentido
nunofon (seguir utilizador), 1 ponto , 14:01 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
com o devido respeito

mas não faz sentido que a Dr. Ferreira Leite escreva num jornal
 
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    Re: Não faz sentido    Ver comentário
Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:17 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Não faz sentido    Ver comentário
valongo (seguir utilizador), 1 ponto , 23:37 | Sexta feira, 23 de outubro de 2009
Mitos convenientes
Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
Não há técnicos honestos ou esse é um dos novos mitos instalados?

Não bastará fiscalizar os critérios da concessão de apoios será também necessário fiscalizar os resultados REAIS da sua aplicação, não os negando por motivos políticos (para não lhes chamar outra coisa) e cortando-os sem contemplações, sempre que se verificar disparidade entre resultados e o número BMWs, dobbermans de loiça e vivendas adquiridas entretanto.

Ah, é verdade, e depois disso fiscalizar também o porquê de tanto acerto directo. Quem sabe se alguns dos "pobres concorrentes", aos quais nunca nada é adjudicado, à sombra do "antiquado e moroso" concurso público, não só se afirmariam como potenciais concorrentes, como poupariam também uns dinheiritos ao estado?

A competição leal, ou REAL, como queiram, não compeliria os novos contemplados a cumprir prazos? Não percebo nada de economia mas esse não é um dos proveitos?

Seria um duro golpe para os padrinhos, mas não é de poupar dinheiro que se trata?
Pois então! Pensem na leviandade das “derrapagens”. O que poupam em tempo, perdem nas derrapagens, não é? Isto para não falar nos votos…

Não se pode agradar a gregos e troianos… Querem votos? Dispensem os padrinhos.

Preferem pensar num futuro tranquilo e bem recheado, continuem a trair-nos descaradamente. Têm dois anos…
 
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INVERSÃO DO ÓNUS DA PROVA
J.B.DLEGS (seguir utilizador), 1 ponto , 18:27 | Sexta feira, 23 de outubro de 2009
Sem a "inversão do ónus da prova" para os crimes de Corrupção, Tráfico de Influências e Enriquecimento Ilícito (pelo menos estes três) nada mudará em Portugal.
Os mais altos magistrados vêm pedindo há anos aos legisladores e aos governos para que tal seja estatuído, mas tanto a Assembleia da República como o Governo têm decidido...não decidir.
Têm agora o menino nos braços, mais de metade da liquidez do país no exterior de um PAÍS FALIDO.
Se nada mudar ao nível da Justiça, o 'medo de existir' em que vivemos passará a coexistir com outro: o 'medo de investir'.
É nisto que consiste a essência do problema de Portugal há, pelo menos, duas décadas: na IMPUNIDADE que continua a ganhar/comprar "Eleições" !!!
Ou Lisboa e os Centralistas instalados em todos os "Partidos" (encenados) percebem isto e arrepiam caminho ou acordarão um dia destes para esta Verdade/Realidade da pior forma !
Nas eleições de 2009 os Portugueses votaram no ordenadinho ao fim do mês, na pensão e no subsídio.
O que acontecerá quando faltar um destes 3 rendimentos (ou todos de uma vez)?
José Sócrates Pinto de Sousa tem agora talvez a sua última oportunidade política de demonstrar a sua inocência financeira (que a formal está demonstrada). Até porque defendeu no XVI Congresso do PS que «o papel do PS é também ajudar a que a Europa se bata por uma regulação mais forte, uma globalização mais justa e pela eliminação dos off shores».
Quem não deve não teme.
Até lá, Portugal continuará adiado...
 
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Permita-me qe duvide
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 20:38 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
A Dra Manuela Fereira Leite quando deteve a pasta das Finanças congelou salários e vendeu avultadas dívidas públicas, sem nenhuma melhoria visível nem nas suas tão caras finanças, nem na vida quotidiana dos porugueses. Antes pelo contrário. O Engº Sócrates fartou-se de aumentar impostos. Aumentar mais onde Dra Manuela? Não seria tempo de tentar outras estratégias mais criativas e mais condicentes com os tempos em que vivemos? Onde a palavra inovação não fosse apenas isso, uma palavra vã?
Até lhe digo Dra Manuela, obrigou-me a votar no Engº Sócrates. E eu não queria. Mas a sua inflexiblidade, rigidez e falta de criatividade, para além de um longo e desastroso currículo governativo, não me deixaram alternativa. E olhe que não fui a única. Conheço muito boa gente, pagadora de impostos, contribuintes, que é isso que somos para a senhora, que fez o mesmo.
 
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