O Pentágono e a Casa Branca recusam-se a colaborar com o site WikiLeaks na edição de 15 mil documentos militares sobre a guerra no Afeganistão, nos quais constam os nomes de colaboradores civis afegãos.
De acordo com os gestores do WikiLeaks, são necessários 700 mil dólares (€552 mil) para eliminar dos documentos ainda não divulgados os dados comprometedores para a segurança daqueles colaboradores, reduzindo os riscos a que estes podem ficar sujeitos se a informação for divulgada pelo site.
Fundador diz-se vítima de armadilha
Entretanto, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, diz-se vítima de uma campanha de desprestígio.
Na sexta feira, o governo sueco avançou com uma ordem de detenção baseada em duas acusações - uma de violação e outra de agressões -, que retirou pouco depois.
E vários jornais norte-americanos querem saber de onde vem o financiamento para o site, pedindo-lhe a mesma transparência que exige aos governos e às empresas que critica.