23/02/2012 atualizado às 14:24

Instituto Superior de Ciências Educativas pede explicações ao Ministério da Educação

Secretário de Estado disse que era "estranho" haver tantos professores colocados vindos de apenas duas instituições privados, insinuando uma possível inflação de notas.

Isabel Leiria
17:29 Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
O facto de a nota do final de curso ser determinante no concurso de colocação de docentes pode gerar distorções, defende Jorge Pedreira
O facto de a nota do final de curso ser determinante no concurso de colocação de docentes pode gerar distorções, defende Jorge Pedreira
João Relvas/Lusa

O Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE) vai pedir hoje explicações ao secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, depois de este ter apontado esta escola e ainda o Instituto Piaget, ambos privados, como possíveis casos de estabelecimentos de ensino superior que facilitam na atribuição de notas nos cursos de formação de professores.

"Não deixa de ser estranho que duas instituições privadas - o Instituto Piaget e o Instituto Superior de Ciências Educativas - tenham colocado nas escolas tantos professores do 1.º ciclo e educadores de infância nos últimos dez anos quanto o conjunto de todas as escolas superiores de educação públicas", declarou Jorge Pedreira ao Expresso, na passada sexta-feira.

A constatação foi apresentada pelo governante para justificar a necessidade de haver uma prova de ingresso nacional para os candidatos a professor, já que não existem ainda "garantias da qualidade" das formações de ensino superior. E o facto de a nota do final de curso ser determinante no concurso de colocação de docentes pode gerar distorções, explicou.

De acordo com os números compilados pelo Ministério da Educação (ME) e enviados aos órgãos de comunicação social, a Escola Superior de Educação Jean Piaget "colocou" três mil educadores e professores do 1.º ciclo nas escolas públicas nos últimos 10 anos e o ISCE outros 1234. O total equivale ao número de docentes em exercício formados em 14 institutos politécnicos públicos ao longo do mesmo período.

O secretário de Estado garante que estes valores "não correspondem à distribuição da população estudantil" nem "à percepção generalizada da qualidade relativa das instituições de formação". "As escolas públicas são procuradas pelos melhores alunos", reforçou.

Felismina Santos Morais, presidente da direcção do ISCE, refuta a insinuação e vai agora pedir explicações ao ministério: "Vamos perguntar ao secretário de Estado em que dados se baseou para proferir estas afirmações. Sentimos uma grande injustiça por se estar assim a colocar em causa uma instituição com 25 anos, que tem um passado, um presente e um futuro."

O Expresso tentou ainda obter um comentário junto do Instituto Piaget mas não foi possível até ao momento.

 

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Finalmente, o homem acertou uma
Diego De La Vega (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:44 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
Na mesma escola coexistem dois tipos de professores: os que estão, culturalmente e intelectualmente, muitos furos acima da Ministra, do pedreira e do Lemos (para já não falar do Sócrates, coitado), e os que saem do ISCE e do Piaget a dizer «póssamos» e a escrever andá-mos mas com médias de 17.
O que eu não compreendo, é que, tendo andado o trio ministerial este tempo todo a favorecer estes em detrimento daqueles (v. ECD e lei da avaliação), venha agora este bacano atacar o que sempre defendeu.
 
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é verdade!
Xelex (seguir utilizador), 1 ponto , 17:46 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
A minha esposa quendo tirou o curso no Magistério Primário (em Lisboa) no ano de 1987, as notas de curso tinham que obedecer a uma média nacional (14 valores) e as notas finais de curso eram exactas, 11, 12, 13, 14, etc, enquanto as escolas privadas Piaget, Maria Ulrich, João de Deus, as notas era inflacionadas e com décimas, que prejudicavam em concursos quem saía do ensino publico.
 
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    Mas só agora é que acordaram?    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
ISCE pede Explicações ao Ministério
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:11 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
Isto já eu ando a ouvir há anos. O que me admira é que só agora ter sido levantado este problema pelo Ministério. Há uns anos no tempo de Marçalo Grilo foi dito isso mesmo num programa de TV. Os professores até aconselhavam os alunos de certas Universidades, que tinham dificuldades em fazer certas cadeiras, a mudarem-se para outras,onde eles também eram professores, dizendo-lhe que lá não teriam problemas. O Ministro na altura disse estar preocupado,mas devia ter ficado tudo em àguas de bacalhau, como é costume. Dando como exemplo o IST (TECNICO) onde são exigidas para entrar as melhores notas,quando saíem são os que têm as notas mais baixas e devido à exigência era raro o aluno que terminava a Licenciatura em 5 anos, antes do Tratado de Bolonha. No caso de concorrerem para o Ensino ficam mais que prejudicados,mas no privado são os preferidos em relação a qualquer Universidade. Assim o Ensino não consegue captar os melhores. A verdade é esta nua e crua.Há muito a fazer no Ensino e só com muita coragem e determinação é que se consegue. Uma coisa é certa todos concordam que isto não pode continuar. O País não suporta mais este estado de coisas. A Avaliação e a carreira é uma pequena parte do que é necessario fazer, para o Ensino funcionar com padrões minimamente aceitaveis.
 
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    Re: Helloooo ! Estamos no séc. XXI !    Ver comentário
RenewFersal (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
    Re: Helloooo ! Estamos no séc. XXI !    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:19 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
    Re: Helloooo ! Estamos no séc. XXI !    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:00 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
    Re: Helloooo ! Estamos no séc. XXI !    Ver comentário
RenewFersal (seguir utilizador), 1 ponto , 18:21 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
    Re: Helloooo ! Estamos no séc. XXI !    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
Mas que disparate!
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 19:18 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
Este País está à beira de se tornar num autêntico manicómio!
Mas afinal quem é que certifica o ensino superior privado?
Para que serve o Ministro Gago?
O Secretário estará bem de saúde mental quando ataca as competências de um Ministro do mesmo governo?
Se isto não são "trapalhadas" graves, não sei o que o serão!
 
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Como antigamente.
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
Para entrar no quadro devem cumprir dois anos de estágio sem receber.
 
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É muito simples:
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 22:18 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
Considerando a intelegencia como a materia (neuronios) altamente organizada.
Considerando que os mais bem preparados entram nas escalas publicas, teremos de concluir serem os burros a recorrerem ás escolas privadas. Sem padrinhos nem compadres, imponha-se o exame de acesso aos candidatos.
 
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    Re: É muito simples:    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:08 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
O DESONESTO E INCOMPETENTE PEDREIRA!!!!!!!!!!
GUERRILHEIRA (seguir utilizador), 1 ponto , 22:20 | Segunda feira, 26 de janeiro de 2009
FREQUENTEI EM 1993 A LICENCIATURA DE PORTUGUÊS /FRANCÊS NO ISCE.

NAO ME APERCEBI QUE AS NOTAS FOSSEM INFLACIONADAS.

ALIÁS,AS PROVAS DE EXAME DA PRÁTICA PEDAGÓGICA ERAM FILMADAS PARA POSSIVEL VISUALIZAÇAO NO CASO DE SUSPEITAS.

OS PROFESSORES ERAM BONS,SALIENTANDO-SE O ACTUAL COORDENADOR DO ENSINO DO PORTUGUÊS EM INGLATERRA,A PROFESSORA DAS DIDÁCTICAS,O PROFESSOR DE FRANCÊS ERA DE ORIGEM FRANCESA E O PROFESSOR DE EDUCAÇAO COMPARADA REPROVOU ALUNOS QUE,POR ISSO MESMO,NAO CHEGARAM A COMPLETAR O CURSO.

PARECE SER ABSURDO QUE ESTE INCOMPETENTE SECRETARIO DE ESTADO VENHA AGORA PÔR EM CAUSA O CITADO INSTITUTO, NO QUE SE REFERE AOS DOCENTES DO 1° CICLO.

POSSUO RAZOES DE SOBRA PARA PODER AFIRMAR QUE O PEDREIRA NAO É UM GOVERNANTE HONESTO PELA PARTIDA QUE FEZ A UM FAMILIAR MEU,QUANDO ESTE FOI PROFESSOR EM FRANÇA.

O JORGE ESTÁ AINDA EM TRIBUNAL POR CAUSA DESSE FACTO E O MESMO DESONESTO JÁ PERDEU UMA PROVIDÊNCIA CAUTELAR.

ATÉ QUANDO É QUE ESTE PEDREIRA DEIXARÁ DE ABUSAR DA NOSSA PACIÊNCIA??

RUA COM O DESONESTO!!!!!!!!!

 
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Pergunta óbvia
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
Se o Secretário de Estado acha que há cursos a funcionar tremendamente mal por que é que não se actua? Para que serve a Agência de Avaliação e Acreditação para a Garantia da Qualidade do Ensino Superior (em banho maria desde que foi criada, após a extinção do INAFOP que tinha essa missão e que estava a trabalhar na acreditação dos cursos de formação inicial)? Esta agência está a fazer o quê (está criada há mais de 1 ano e ainda não fez nada!)?? Há um problema e diz-se mal mas não se faz nada??
 
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Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:19 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
Prova de Ingresso na carreira
zeza64 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:51 | Terça feira, 27 de janeiro de 2009
Parece incrível como é que o Sr. Secretário de Estado Jorge Pedreira pretende caluniar e difamar , os Excelentes Profissionais que se encontram espalhados pelo Continente , Ilhas e Páises da Comunidade Europeia ,que no Instituto Superior de Ciências Educativas, se têm vindo a formar ao longo de 24 anos, dando provas cabais da sua formação pedagógica e científica!
  Deixo aqui um desafio ao Sr. Secretário de Estado _ Venha visitar as E.B./J.I. do país ,de Norte a Sul e depois teça os seus comentários fundamentados na verdade e na justiça do trabalho digno de inúmeros profissionais, que esses sim, não lhe reconhecem competência para o exercício do cargo que ocupa. Os Ex- alunos e actuais professores que não temem qualquer prova- SOMOS NÓS!!!
 
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QUE OUSADIA...
MaSeMa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
Podia utilizar uma linguagem hermética para expressar a minha indignação mas, para quê floreados perante tamanha aberração?
Sou licenciada em Educação de Infância pelo Instituto Superior de Ciências Educativas e considero uma ousadia as palavra proferidas pelo Sr. Secretário de Estado, Jorge Pedreira.
Os docentes a leccionar as cadeiras do curso de Educação de Infância são profissionais que primam pelo rigor e pela qualidade na formação dos alunos, se assim não fosse, à minha média final de curso, acresceria mais um valor, uma vez que, a responsável pela coordenação do estágio, pela qual tenho grande admiração, esteve em dúvida entre duas notas, mas, NA DÚVIDA atribuiu-me a mais baixa. Isto é facilitismo?
Se o Sr.Secretário teve a ousadia de desqualificar a nossa instituição de formação, sugiro que passe uns quantos fins-de-semana a visionar os filmes de Prática Pedagógica (sessões gravadas, visionadas, reflectidas e comentadas para posterior atribuição de nota) e os compare com as notas atribuidas aos respectivos alunos.
O Sr.Secretário parece tão preocupado em atribuir responsabilidades à falta de profissionais competentes na educação. Eu questiono-me? Sendo assim, porque existe tão boa gente nos quadros da rede pública sem a mínima competência? Estão lá, com os seus 1001 desenhINHOS, 1001 histórINHAS só porque tiraram um curso há não sei quantos anos e foram ficando? E os excelentes profissionais que são formados por instituições como o ISCE que estão no desemprego?
 
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Continuando
MaSeMa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
Como ia dizendo, ...não me parece que a estratégia utilizada seja a mais profícua para revolucionar a educação.
A EDUCAÇÃO, nos JI´s e nos ATL´s, que temos (refiro-me a estes, não que as outras áreas estejam melhores, mas são estas as da minha formação) AINDA não é exemplo mas, espero e acredito que com toda a formação, garra, coragem e esperança incutida pelos escelentes e competentes profissionais que nos formaram, vamos conseguir mudar a realidade da nossa EDUCAÇÃO, pois, disso depende o MUNDO. "As crianças de HOJE serão o FUTURO de AMANHÃ" (Docente)
 
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Não Concordo com o Sr. Pedreira
Ex:aluna (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
FREQUENTEI EM 2001 A LICENCIATURA DO 1ºciclo.

  AS Não ERAM INFLACIONADAS.

ALIÁS,AS PROVAS DE EXAME DA PRÁTICA PEDAGÓGICA ERAM FILMADAS PARA POSSIVEL VISUALIZAÇAO NO CASO DE SUSPEITAS.

A prova disso é que a minha turma esta toda a trabalhar e 90% estao nos quadros do estado. Muitos deles ocupam cargos de gestão e organização escolar...
e então serão todos incompetentes....cuidado Sr. Pedreira já reuniu e acertou pontos sentado na mesma mesa com muitos dos meus colegas do ISCE....

 
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