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Inquérito sobre anormalidades sexuais

Clara Ferreira Alves
8:00 Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
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Talvez porque os argumentos e contra-argumentos de uma coisa tão simples como deixar homossexuais casarem-se e descasarem-se me deixam cansada, desisti de argumentar. Aquele senhor da associação das famílias numerosas, por exemplo, deixar-me-ia exausta. Não se pode pretender convencer aquele pai numeroso (e operoso) com argumentos racionais contra a "anormalidade" dos homossexuais. Não vale a pena. A única coisa verdadeiramente anormal é estarmos, em 2009, enquanto celebramos Darwin e o evolucionismo e quando temos satélites e armas inteligentes, nanotecnologias e PET-scans, supercomputadores e o supercollider, YouTubes e ai-podes, andar a dizer a um grupo de pessoas ai-não-podes. Casar. Nem casar, nem ter filhos adoptados depois do casamento, nem nada. Não podes porque os donos do casamento são os heterossexuais, pronto. É assim. Como se diz agora. É assim.

Uma mulher pode ter oito filhos de uma só vez por inseminação artificial de um dador de esperma anónimo, depois de já ter tido outros seis, e pode não ter um chavo para os cuidar e alimentar, não ter casa nem onde cair morta, sem que ninguém ache isto, francamente, "anormal". A Igreja e a medicina acham muito bem, crescei e multiplicai-vos, e o freak show e a Internet que paguem a conta porque a senhora acha que a sua vocação é a maternidade e dos filhos se ocuparão os outros. Tamanha estupidez é bem-vinda e merece títulos.

Duas pessoas querem casar, quero lá saber o que fazem dentro e fora da cama, e soltam-se as fúrias. Em 2009. O Bush andou oito anos a mandar nisto e a dar cabo de mundo e é despedido com elegância e sem ser removido com algemas, e duas criaturas do mesmo sexo não podem casar. Talvez se entenda melhor quando se recordarem os nossos olhos lacrimejando porque um negro foi Presidente dos EU. E uma mulher pôde vir a ser. Grande conquista. Em 2009.

O pior é que sem o debate, a paciência e o inquérito polido ao troglodita não vamos lá e vamos outra vez ficar com um grupo de pessoas que não tem direitos como as outras e com outro grupo de pessoas que acham que mandam em todas as pessoas e que os casamentos deles e as famílias deles, numerosas de preferência, são as únicas que o Estado apoia e contempla. Por último, a pessoa claramente mais articulada e com os argumentos mais inteligentes, lógicos e humanos a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o antropólogo Miguel Vale de Almeida, foi chamado "anormal". Eu imagino que ele terá, não visível para os espectadores de televisão, uma cauda peluda com uma seta na ponta, uma pata negra, ou outra deformidade que o qualifique como "anormal" e não pertencente ao género humano. Claro que quem diz estas coisas não é o género humano, é o 'manuel germano', e importa não confundir os dois como diria o escritor Mário de Carvalho.

Adiante. Tantas vezes ouvi dizer que os que são do contra não são homófobos, longe disso, que resolvi interpelar um pequeno grupo de pessoas com as quais me fui cruzando ao longo do dia. Nada de pessoas amigas (todas perigosas liberais, algumas roçando o libertário) como uma historiadora respeitável que encontrei logo de manhãzinha na farmácia e me disse: viste ontem os trogloditas? Referia-se ao programa "Prós e Contras". Eu quero que esta crónica tenha "elevação" por isso recusei a dos trogloditas e resolvi, como disse, ir inquirindo por aqui e por ali como quem não quer a coisa. Numa caixa de supermercado, num táxi, num cabeleireiro (um antro de anormais que ainda por cima cortam cabelos), numa loja de ferramentas (por razões sociológicas) e numa oficina de automóveis cheia de calendários de mulheres nuas (aticemos o Ministério Público contra esta gente). OK, a oficina foi puro delírio. Os resultados autorizam-me a falar em sondagem e a concluir que 99% da população portuguesa é troglodita, quase troglodita ou troglodita assim-assim. Os outros 1% ou não sabem ou são homossexuais escondidos ou, pior ainda, são esse híbrido que dá pelo nome de bissexuais e que tantos casamentos felizes e famílias numerosas destroçou.

As respostas variaram entre isto: "Aquilo dos mariconços casados? Que pan...ice. Bichas casadas umas com as outras. Vê-se mesmo o que aquele Sócrates é!" e isto: "Por que raio quer aquela gente casar? E depois um veste-se de noiva e o outro de noivo? Coisa mais ridícula. E querem adoptar crianças, o que é um crime. Onde já se viu ter dois pais ou duas mães? Embora eu ache que dois pais é pior do que duas mães, porque mãe é mãe enquanto dois homens na mesma cama com uma criança em casa é um nojo." A versão máscula e a versão fêmea da abominação. Fiquei esclarecida com o meu inquérito. Estes trogloditas não se convencem. Aplica-se-lhes a lei.

Palavras-chave  homossexuais  casamentos  argumento
65 comentários
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plenamente de acordo...aplica se a Lei
L M O (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:30 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
para isso basta politicos inteligentes e corajosos.

Em varios paIses principalmente nordicos(sempre evoluiram primeiro que o resto da matilha, deve ser do frio), o casamento entre homossexuais E uma realidade, a adopcao por casais homossexuais uma realidade, e nao consta que o crime de pedofilia tenha aumentado nem as "anormalidades" sociais.
Ora o que mete medo, o que mete mesmo muito medo sao os pensamentos e desejos recalcados de muito cidadao deste belissimo paIs.

Sao as frustracoes pessoais que nos atormentam como nos tempos idos em que o trovoes significavam a furia dos deuses
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    Re: errado    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:18 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
Uma visão muito redutora!
1963777 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 23:25 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Cara Clara Ferreira Alves: eu acho que os portugueses não são, em geral, das pessoas mais abertas para discutir questões como a dos casamentos homossexuais. Mas reduzi-los basicamente a trogloditas, quase trogloditas e trogloditas assim assim, acrescentando alguns homossexuais disfarçados, bissexuais e ignorantes será bastante redutor, não lhe parece?! A mim parece-me que a forma como quer impor as suas ideias leva-a a fazer do mundo à sua volta uma caricatura retorcida (até porque a sua amostra não é suficientemente representativa do universo!).

Sabe, eu vivo no mundo real e conheço bastante gente que consegue discutir o assunto com a dignidade que ele merece, mesmo que não defenda exatamente todas as ideias politicamente correctas de uma certa elite bem pensante que não admite sequer que os outros possam ter opiniões diferentes.

Discutir este e outros assuntos seria mais fácil se cada um de nós estivesse disponível para ouvir a posição e argumentação dos outros, mesmo que nem sempre concordemos inteiramente com o que eles defendem. A arrogância só serve para extremar posições e alimentar diálogos de surdos que não servem a ninguém.
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    Re: Uma visão muito redutora!    Ver comentário
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
    Re: Uma visão muito redutora!    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
Ter ou não ter direito ao casamento
machanga1950 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 0:51 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
1. As pessoas homossexuais deveriam gozar de protecção específica, até mesmo, de alguma forma de discriminação positiva, porque têm todo o direito de viver de acordo com a sua orientação sexual e portanto a exprimir mesmo em público o seu amor por outra pessoa do mesmo sexo.
2. As pessoas homossexuais são tomadas como não normais, em grande medida, porque não realizam o acto sexual natural dos seres humanos, que consiste na penetração do pénis na vagina.
3. O casamento quer religioso, quer civil, tem sido entendido ao longo da história das civilizações ocidentais, como um vínculo entre duas pessoas de sexo diferente, tendente a gerar descendência.
4. O casamento entre pessoas do mesmo sexo, só obteve vencimento em meia dúzia de países, a partir de 2001. Alguns, como a avançada Suécia, designam essa união de forma diferente.
5. Numa época em que os divórcios crescem e os casamentos diminuem, não se percebe porque razão lutam os intelectuais de esquerda e os interessados no assunto, para ter acesso a uma instituição em crise, mas que merece ainda o estatuto constitucional - Artigo 36º (Família, casamento e filiação). Para quem tenha dúvidas, basta ler este artigo, para concluir sobre a íntima ligação entre casamento e filiação.
6. Não se trata de "respeitabilidade" ou "trogloditismo", mas de defender o que existe e que não precisa de ser modificado, para acomodar estas pessoas.
7. Defender o contrário é que poderá ser designado de saloismo e modernismo.
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    Re: Ter ou não ter direito ao casamento    Ver comentário
Heliocoptero (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Quarta-feira, 4 de Mar de 2009
Toma lá, do Raposo
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 23:01 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
O nosso modo de vida - assente no estado social e no crédito fácil - está falido; o nosso Estado de Direito é uma ficção. Estas são as duas parcelas que compõem a fórmula da nossa realidade. Porém, estes temas não provocam debates acalorados na sociedade portuguesa. Hoje em dia, apenas um tema gera polémica acesa; apenas um tópico leva as pessoas a empenharem-se realmente a fundo no debate de ideias; apenas um assunto é capaz de revelar reais diferenças de opinião na elite portuguesa. Que assunto é esse? O casamento gay, como é óbvio.

Portugal só aquece politicamente para discutir a esfera íntima do 'sujeito privado' (aborto, eutanásia). A esfera do 'cidadão público' é debatida com evidente fastio e sem grandes diferenças de opinião. Quando o assunto é o Estado e a economia, Portugal deixa-se dominar por um consenso mais ou menos socialista. Mas quando o assunto é o aborto ou a eutanásia, ah, então sim, já temos divergências ideológicas. Isto acontece porque o nosso debate político vive cercado por duas forças 'apolíticas': a esquerda anticlerical e a direita reaccionária. Estas duas forças (as únicas que temos?) apenas debatem temas moralistas relativos ao 'sujeito privado'. A esquerda anticlerical avança com as "causas fracturantes", e, na hora marcada, a direita reaccionária aparece para formar a falange dos "bons costumes".

Jacobinos e reaccionários lutam pela posse da intimidade dos portugueses; lutam pela hegemonia da 'moral privada' de Portugal. E, depois, terminado o duelo moralista, estas duas tribos tornam-se siamesas inseparáveis nos assuntos políticos e económicos realmente determinantes. Não por acaso, a Igreja Católica e a esquerda têm lançado os mesmíssimos ataques contra o tal "paradigma neoliberal". Às vezes, até tenho a impressão que os bispos são hologramas negros de Francisco Louçã. Ou será Louçã um holograma vermelho dos bispos?

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Bastava ler os comentários
Kya (seguir utilizador), 1 ponto , 10:00 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Bastava à Clarinha fazer a sondagem pelos comentários aqui no Expresso de cada vez que a palavra "homossexual" surge... já tinha chegado a essa conclusão e cansava-se muito menos :D
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    Re: Bastava ler os comentários    Ver comentário
lupus_lunae (seguir utilizador), 1 ponto , 0:34 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
Direito á diferença
RPcarvalho (seguir utilizador), 1 ponto , 10:46 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Engraçado é hoje em dia para se ser diferente tem de ser GAY....para se ser diferente tem de comer umas saladinhas.....para se ser diferente tem de se pertencer ao rebanho e compartilhar da ideia e do sentimento que tudo é NORMAL.
Cara amiga nem toda a gente tem de compartilhar da sua ideia seja ela qual for, opinar e ser diferente é manter os seus ideais e a sua ideia baseada em factos, e não por outros terem feito é que é....BOM e tem de ser.
Mas enfim tal como na lei do tabagismo, assim como em muitas outras a minoria é uma coitadinha, mas é bem hoje ser a favor dos coitadinhos, que me interessa a mim as preferencias sexuais seja de quem for???'O que pode ou não fazer confusão é em vez de lutar para se casarem e fazerem finca pé para adoptar é não lutarem pelas mesmas regalias socias iguais ao dos heterosexuais, tais como beneficios fiscais, heranças, saude, DIREITOS IGUAIS.....agora CASAR???????????Fónix....devem existir coisas mais importantes não?Há só mais uma coisita não me considero TROGLODITA apenas por ter uma ideia diferente
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A adopção é a verdadeira questão!
Atento (seguir utilizador), 1 ponto , 14:24 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Antes de chegarmos à discussão do "casamento" entre homossexuais e lésbicas deveríamos perguntar-nos em relação às crianças que aguardam adopção se tem ou não o direito de ter uma família adoptiva constituída por um pai e uma mãe num ambiente equilibrado. Pessoalmente sinto que se esquece esta questão demasiadas vezes intencionalmente. Há uns tempos uma amiga minha defensora dos supostos "direitos" dos homossexuais e lésbicas disse-me que se soubesse que um filho ou filha dela fosse adoptado/a por um destes "casais" não gostaria. É essa a pergunta que tem que ser feita. Antes dos "direitos" dos homossexuais e das lésbicas a sociedade tem que ter em conta os direitos dessas crianças, que não animais de estimação na loja à espera que alguém os leve para casa.
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    Re: A adopção é a verdadeira questão!    Ver comentário
alentejo alternativo (seguir utilizador), 1 ponto , 2:56 | Quarta-feira, 4 de Mar de 2009
Elevação, o que é?
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 15:30 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
A senhora queria ter elevação.

Mas elevação é coisa que não tem.

Cada um é o que é e aquilo que podia ser se quisesse e podesse.

O pior é quando não se pode mesmo que se queira.
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Mais nada!
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
"Estes trogloditas não se convencem. Aplica-se-lhes a lei."
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Não posso crer
noquinhas (seguir utilizador), 1 ponto , 16:59 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Com estas mentalidades,não sei para onde caminharemos...Sinceramente. Ninguém apresenta a alternativa sexual da homossexualidade porque no fundo todos sabemos que está mal???? Mas o que é isto? E quem disse que a homossexualidade é a alternativa? Até eu, como heterossexual completa, me sinto enjoada com este tipo de afirmações. Não somos modernaços, somos apenas esclarecidos. Parece-me que a homossexualidade não é uma doença e como tal poderemos todos viver em paz...
Ahhh,outra cosinha: Os homossexuais já reclamam os mesmos direitos dos casais heterossexuais que vivem em União de facto. Só que nem para isso estamos convenientemente «abertos» a discussão
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Vou de véu de tul branco?
kukakente (seguir utilizador), 1 ponto , 17:35 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Isto é tudo uma questão de cultura, mentalidade e Direito.
Senão vejamos:

1. Nos paises árabes um homem pode casar com 4 mulheres; em Portugal isto é crime.

2. Nos países nórdicos, dos mais abertos em relação à sexualidade, não há pedofilia. Em Portugal, onde tudo é proibido e escondido, a pedofilia andou e ANDA à solta, mesmo praticada pelos próprios pais.

3. Tenho amigo médico que vive "maritalmente" com um magistrado. Querem casar, mas o médico quer ir de "véu de tul branco"; o magistrado quer ir de "toga preta".
Enquanto não se falou de casamento reinou a paz naquela casa. Desde que Sócrates começou a falar destas "coisas", há sururu todos os dias lá em casa.

4. Tenho outro amigo advogado, que não faz nada, que me diz: deixa-os! Quantos mais conflitos "conjugais" existirem, melhor para os advogados, para ganharem dinheiro com os divórcios.

Na verdade não tinha pensado nisto!!!
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LIMITES...
arcanjo7 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Relativamente ao nosso ordenamento social, os limites que devemos ter presente foram habilmente resumidos por um juiz do supremo tribunal americano: "a minha liberdade de lançar um soco termina onde começa o nariz do outro" ou, se quiserem, por jesus cristo "ama o próximo...". A nossa sociedade tem de evoluir, não pode ficar estática.

aos que invocam argumentos baseados na nossa religião ocidental; o próprio jesus evitava pronunciar-se sobre o ordenamento social da época, porque o próprio Deus deu ao homem o poder sobre o seu destino na terra. cristo não se pronunciou sobre a justeza da escravidão, pena de morte, tortura, etc. que grassavam na altura; aliás Ele confirmou a não-ingerência nos assuntos da organização social humana com o seu fomoso: "dar a césar o que é de césar e a Deus o que é de Deus" Ele preocupava-se antes com a componente espiritual do indivíduo, porque sabia que o homem alteraria essas situações sociais pela sua própria vontade.

aos que dizem que é anti-natural.. bom é óbvio que temos o poder para alterar ou destruir a natureza. é o que fazemos diariamente. temos o domínio sobre ela. é um dado adquirido. mesmo de um ponto de vista teológico, Deus deu-nos o poder sobre toda a sua criação--sobre a natureza, logo se alguém disser que algo é anti-natural, podemos torná-lo "natural" com o poder que temos nas mãos.

  não tenham medo da mudança! "yes we can!"
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    Re: LINDO...EXCELENTE PROSA QUASE POESIA    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 0 pontos , 11:57 | Quarta-feira, 4 de Mar de 2009
Conhecem acurva de Gauss?! pois normal é isso...
smsg (seguir utilizador), 1 ponto , 21:36 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
Por vezes fico "pasmada" com a interpretação que fazem de determinadas expressões... julgo que os jornalistas tiveram análise de dados e sabem bem o conceito de normalidade (onde está a maior percentagem da população).... mas deduzo que não devam saber... pois senão não tinham interpretado uma expressão correcta como uma expressão errada... pois é meus caros, a percentagem de homossexuais, cujos censos ainda não se realizaram... pode estar na curva de gauss à esquerda a "pecar por escassez percentual" em relação à maior percentagem dos normais (em termos de nº de população = universo estatístico) heterossexuais... que tal rever conceitos estatísticos.... Mas eu ajudo: "A distribuição normal é uma das mais importantes distribuições da estatística, conhecida também como Distribuição de Gauss ou Gaussiana. Foi desenvolvida pelo matemático francês Abraham de Moivre.

Além de descrever uma série de fenómenos físicos e financeiros, possui grande uso na estatística inferencial. É inteiramente descrita por seus parâmetros de média e desvio padrão, ou seja, conhecendo-se estes consegue-se determinar qualquer probabilidade - Normal.

Um interessante uso da Distribuição Normal é que ela serve de aproximação para o cálculo de outras distribuições quando o número de observações fica grande. Essa importante propriedade provém do Teorema do limite central... etc... etc... etc...
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    Re: gosto imenso destes gajos    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:43 | Terça-feira, 3 de Mar de 2009
podem variar entre as culturas... e a minha?!
smsg (seguir utilizador), 1 ponto , 21:44 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
"É da natureza do Homem viver em sociedade, mas a organização da vida em sociedade releva da cultura e implica a elaboração de regras sociais (...).

A Antropologia estrutural fixa-se por tarefa redescobrir aquilo que é necessário a qualquer vida social, quer dizer os universais culturais, ou para dizermos de outro modo, os a priori de qualquer sociedade humana. A partir daí, estabelece as estruturações possíveis, em número limitado, dos materiais culturais, ou seja aquilo que cria a diversidade cultural aparente, para além da invariabilidade dos princípios culturais fundamentais." (Cuche, 1999)...

Os Transtornos da Identidade de Género caracterizam-se por uma forte identificação sexual com o género oposto, acompanhada por desconforto persistente com o próprio sexo atribuído.

O Transtorno Sexual Sem Outra Especificação é incluído para a codificação de transtornos do funcionamento sexual não classificáveis em qualquer das categorias específicas.

Cabe notar que as noções de desvio, padrões de desempenho sexual e conceitos de papel apropriado para o género podem variar entre as culturas.

Resumindo: Estou nos trintas, sim tenho formação superior, sim estou inserida numa cultura e vou votar contra !!! :) tenho direito à minha opinião. Certo?! e ainda estou em democracia por isso: Voto Não!!!!
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n gosto mt da massificação do slogan YES WE CAN :)
smsg (seguir utilizador), 1 ponto , 21:46 | Segunda-feira, 2 de Mar de 2009
"Quando a pauta é a homossexualidade (feminina ou masculina), concebemos uma pequena parcela das responsabilidades ao factor hormonal e, o restante trata-se de desvio comportamental...

A vivência de experiências na infância e adolescência, muitas vezes traumáticas, são as grandes responsáveis pelos transtornos sexuais, onde o somatório dos factores acarretam na mente humana, as tendências e desvios comportamentais."

(Luiz C. Crozera)

Então aqui vai a minha opinião pessoal, pois também tenho direito a exprimi-la: Acho que a homossexualidade tem a ver com factores hormonais e com desvios comportamentais
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    Re: n gosto mt da massificação do slogan YES WE CA    Ver comentário
Chips (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Quarta-feira, 22 de Abr de 2009
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