O Serious Fraud Office (SFO) e a Overseas Anti-Corruption Unit (OACU) da polícia de Londres resolveram arquivar o processo autónomo de investigação ao caso Freeport, que se encontrava aberto em Inglaterra desde 2007, confirmou o Expresso.
A decisão das autoridades inglesas de dar por terminado o inquérito à alegada corrupção para a luz verde ao centro comercial Freeport em Alcochete foi tomada esta quinta-feira e deve-se à falta de elementos suficientes para poderem constituir arguidos em Inglaterra e avançar com uma acusação.
O SFO chegou a pedir informações a Portugal no início de 2009, através de uma carta rogatória, revelando nesse momento que tinha uma lista de seis cidadãos britânicos suspeitos de estarem envolvidos no caso. Um deles, Charles Smith, veio a ser constituído arguido em Portugal, por ser residente cá, mas em relação aos outros cinco não foram reunidos indícios capazes de sustentar a continuação das investigações. Sean Collidge, o polémico fundador do grupo Freeport, Gary Russell, Jonathan Rawnsley, Rick Dattani e William Mckinney Junior deixam, assim, de estar debaixo de olho das autoridades em Londres.
Resta agora aos procuradores com o processo em Portugal, Pais de Faria e Vítor Magalhães, esperar que o SFO contribua com as respostas aos pedidos de informação financeira enviadas por Lisboa e que ainda estão pendentes.
As expectativas são, no entanto, baixas. Segundo o que o Expresso revelou na última edição impressa, 75 por cento dos arquivos de contabilidade do Freeport em Londres foram queimados num incêndio. Além disso, o acesso às bases de dados de emails internos do grupo relativos a Portugal não deverá ser possível, já que as autoridades inglesas alegam que estão protegidos por segredo profissional.