Autoridades do Iémen encontraram os corpos de cinco pessoas no norte do país, onde cinco alemães e um britânico foram sequestrados, disse hoje um responsável local.
De acordo com o sítio na Internet do Ministério da Defesa iemenita, os cinco corpos foram encontrados na província de Al-Jawf (nordeste). O governador da província, Hussein Hazeb, citado no sítio, disse que as vítimas podiam ser somalis.
Fontes dos serviços de segurança do Iémen indicaram que os corpos de uma mulher, dois homens e de uma criança tinham sido encontrados no sábado numa região desértica de Al-Jawf, perto do local onde os reféns alemães e britânico tinham sido sequestrados. Os corpos vão ser submetidos a exames de ADN, adiantaram as mesmas fontes.
Corpos em decomposição
"Os corpos estão em estado de decomposição mas aparentam ser de estrangeiros", disse um chefe tribal da região. As autoridades enviaram um helicóptero para transportar os corpos para Sanaa, acrescentou uma fonte dos serviços de segurança.
Cinco alemães - um casal e três filhos - e um britânico foram sequestrados em junho no região de Saada (norte), alegadamente por membros rebeldes de tribos locais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Iémen, Abu Bakr al-Kurbi, afirmou em janeiro que as autoridades tinham localizado os cinco alemães e o britânico na região de Saada e disse estarem em curso negociações para a libertação dos reféns.
Resgate de 2 milhões de dólares
Por sua vez, os rebeldes garantiram por diversas vezes não estarem envolvidos no desaparecimento dos estrangeiros e acusaram as autoridades de serem responsáveis pelo sucedido.
A edição eletrónica do semanário alemão "Spiegel" noticiou que os sequestradores exigiam um resgate de dois milhões de dólares para libertar os reféns e que um membro da rebelião desempenhava o papel de mediador.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.