11/02/2012 atualizado às 16:10

Hosmany Ramos fala sobre a misteriosa morte de Sérgio Varella Cid

Numa entrevista exclusiva ao Expresso, Hosmany Ramos falou sobre a sua ligação ao pianista português Sérgio Varella Cid, cuja misteriosa morte continua por desvendar. (Veja o vídeo e leia o texto que Lourenço Varella-Cid, filho de Varella Cid, deixou num comentário depois da notícia)

José Pedro Castanheira (texto) e António Pedro Ferreira (fotos), no Brasil
15:31 Sexta feira, 16 de janeiro de 2009
Hosmany Ramos apresentou-se disfarçado, com gorro e óculos escuros
Hosmany Ramos apresentou-se disfarçado, com gorro e óculos escuros
António Pedro Ferreira

A cumprir uma pesadíssima pena de 46 anos, 11 meses e sete dias, Hosmany Ramos não regressou à cadeia de Valparaíso, em S. Paulo. Preso há já 27 anos, fora autorizado a sair para passar o Natal e o Ano Novo com a família. Deveria apresentar-se a 2 de Janeiro. Em vez disso, convocou, através de um assessor contratado, uma conferência de imprensa para um hotel paulista. Não compareceu, mas falou através de um telemóvel munido de alta-voz, para anunciar que não voltaria ao presídio.

Com um currículo vastíssimo de criminoso - que insiste teimosamente em negar, no essencial -, Hosmany já era um dos mais famosos prisioneiros brasileiros, na sua dupla qualidade de ex-cirurgião plástico da alta sociedade carioca e de escritor com oito romances publicados a partir do cárcere. Agora, passou a ser porventura o mais badalado dos 1519 foragidos que, tal como ele, aproveitaram a saída do Natal para se sumirem...

"Não voltei para protestar contra as condições carcerárias. Não quero retornar a um presídio de S. Paulo, onde as condições são extremamente degradantes e violentas" - explicou ao Expresso, na sua primeira entrevista presencial a um órgão de informação escrita. "Como intelectual e escritor, resolvi apresentar um manifesto sobre a realidade prisional paulista". O documento está na Internet e é uma denúncia arrasadora de uma situação que explode ciclicamente, quer na forma de crimes de violência inaudita, quer de levantamentos colectivos, liderados pelo famoso PCC - Primeiro Comando da Capital.

O advogado foi mandatado para negociar com as autoridades as condições para o seu cliente se entregar. Hosmany apresenta várias reivindicações. A primeira das quais é completar os três anos de pena que lhe faltam - até perfazer o máximo de 30 anos de prisão efectiva que qualquer preso no Brasil pode cumprir - "numa penitenciária fora do estado de S. Paulo". O argumento é poderoso: "Eu não devo mais nenhum dia de prisão a S. Paulo. A minha condenação naquele estado é de nove anos - e já cumpri 27! Os outros devem ser cumpridos no outro estado onde fui condenado, o de Minas Gerais".

Quanto às razões que invoca, são muitas. Primeira: "S.Paulo não me concedeu o direito a trabalhar, que tenho desde que passei ao regime semi-aberto. O meu editor dava-me sala, salário, secretária e computador para escrever os meus livros, mas não fui autorizado".

A segunda razão tem a ver com a saúde. "Contraí uma grave pneumonia, que quase evoluiu para uma tuberculose. Tive muita sorte e salvei-me. O mesmo não aconteceu com o preso que morava em frente e que, sem cuidados médicos, morreu. Tinha 53 anos".

Terceira: "Quando o meu irmão morreu, de cancro, nem me deixaram ir ao funeral. O mesmo aconteceu quando faleceu o meu pai. Recusaram-me esse direito elementar".

O rol de queixas e razões esgrimidas por Hosmany é infindável. A última das quais é a principal e mais importante de todas: a própria vida. "Se voltar a S. Paulo, corro risco de vida. Não sou bobo! O sistema prisional paulista está nas mãos de uma máfia que não me vai perdoar. São os mesmos dirigentes desde há 27 anos. Já passaram quatro ou cinco governos, mas os homens que controlam o sistema são os mesmos".

Um sistema em que "tudo conspira para que um indivíduo saia da cadeia, não melhorado, mas piorado: ladrão de supermercado sai assaltante de banco; o que foi apanhado com droga vira traficante; e quem provocou pequenas lesões corporais sai assassino... Esta é a lógica e a filosofia do sistema".

Irredutível na sua recusa em voltar a uma das 166 prisões paulistas, diz-se disposto a entregar-se "ou fora de S. Paulo, a qualquer hora, num presídio indicado por um juiz honesto, ou então num fórum internacional, como o Tribunal de Haia".

Reconhece que a sua fuga é ilegal. E punível. Se voltar, regressa inevitavelmente ao regime fechado por um período de seis meses. "Estou disposto a pagar esse castigo, desde que as minhas reivindicações sejam aceites".

Entretanto, admite concorrer às eleições presidenciais de 2010. "Vivemos num país democrático entre aspas", justifica. "Acredito que posso ser útil. O Presidente Lula não sabe o que está acontecendo - ou, se sabe, faz de conta e fecha os olhos".

Para caracterizar a situação do país, diz que "a frase que está inscrita na bandeira brasileira, ao invés de ser "Ordem e Progresso", deveria ser "Desordem e Processo"".

Nelson Mandela, cuja biografia devorou, é o seu "modelo". "Passou muitos anos na prisão, sofreu e depois revolucionou a África do Sul. Foi uma dádiva divina". Só que Mandela era um prisioneiro político, enquanto Hosmany é de delito comum... "Prisioneiro é prisioneiro" - contrapõe; "as condições são as mesmas. O que importa é a inteligência de cada um. E os meus livros estão aqui, para provar a minha capacidade".

O próximo está anunciado para Março. Chama-se "O Goleador" e inspira-se "nas maracutaias do futebol". Pelo menos dois dos seus romances já foram editados em França. O preferido chama-se "Sequestro Sangrento".

Envolvido no passado em célebres tumultos e rebeliões, Hosmany só tem palavras de elogio para o PCC. "Se fosse mais novo, entrava para o PCC, mas estou muito velho para isso". Se é certo que condena "determinadas acções feitas no passado", aponta a poderosa organização de prisioneiros do Brasil como "um interlocutor útil entre o Governo, as autoridades e o próprio sistema penal".

Diz até que, em certa medida, "o PCC até surgiu por minha causa". Conta que "o partido", como lhe chama, se inspirou no livro "Comando Vermelho", da autoria do jornalista Carlos Amorim. "Fora-me oferecido pela minha namorada na altura e emprestei-o ao Aparecido da Silva, que morava em frente da minha cela. Gostou imenso e acabou por me ganhar o livro, numa partida de xadrez. Foi assim que surgiu o PCC, de que o Aparecido foi um dos fundadores e líderes. Depois foi morto no pátio de sol por cinco colegas de cela: quatro agarraram nele, enquanto o quinto o enforcou com os atacadores de um sapato..."

Hosmay descreve a cena com toda a naturalidade. Será a banalidade do mal? "O mal não se banaliza! - protesta. "O mal existe, como existe o bem". Em reforço, cita Steinbeck: "O mal tem sempre uma cara nova, enquanto o bem é o que existe para sempre".

A rede que o apoia desde o dia 2, porém, não é do PCC, mas tão só de conhecidos e amigos, velhos e recentes. "Vivo circulando: aqui hoje, amanhã ali, mudando de cidade e de estado". As suas únicas armas, pelo menos visíveis, são um telemóvel e um computador, "por onde falo com o meu advogado, através do Skype".

O currículo de Hosmany dava para um filme. Preso em 1981, tentou fugir da prisão por três vezes, sem sucesso. Até que, em 1996, à beira de aceder à liberdade condicional, aproveitou a saída do Dia das Mães para se escapulir. Foi apanhado umas semanas depois, envolvido no rapto de um empresário em Minas Gerais, o seu estado natal.

Hoje, arrepende-se dessa aventura, que lhe provocou um ferimento de bala e engrossou ainda mais a pena. "Passei pelo crivo prisional e absorvi como uma esponja o mal do sistema" - é como explica essa "loucura". Depois, descobriu a literatura, a que se dedicou com afinco - e, pelos vistos, qualidade e proveito.

Com 61 anos, acusado de assassínios, roubo de automóveis e jóias, tráfico de droga e sequestro, o mais certo é que Osmane Ramos, de seu verdadeiro nome, regresse à prisão. Até agora, porém, não há sinais por parte das autoridades. "A Polícia não está interessada em me pegar. Ela sabe que eu não sou criminoso". É Hosmany porta-voz da população prisional? "Não tenho essa pretensão". Em vez disso, prefere a palavra "cruzada". "Eu só quero melhorar aquilo. Se servir para melhorar uns dez por cento, já ficarei satisfeito". E invoca Nabokov no livro : .


Os pormenores por trás da entrevista

A mesa de plástico branca está coberta por uma toalha amarela e verde - as cores da bandeira do Brasil. Numa das pontas, entre meia dúzia de copos vazios, uma garrafa de vinho do Porto Ramos Pinto, virgem na embalagem. É um sinal em código, que remete para a minha única conversa com Hosmany Ramos, via telefone móvel, em Abril de 2007, para a prisão de segurança máxima Presidente Bernardes, em S. Paulo.

Uma conversa a propósito do livro "Balada para Sérgio Varella Cid", o pianista português a cujo misterioso desaparecimento, em 1981, sempre se associou o nome do cirurgião plástico e seu sócio em negócios ilícitos. O telefonema acabara com Hosmany a prometer tomar um Porto em Portugal, assim que fosse posto em liberdade. A garrafa era um sinal. Hosmany forçara a liberdade, ao recusar-se a regressar à cadeia. O local, porém, ainda não era a prometida Lisboa - mas sim uma cidadezinha do interior do Brasil, que o sigilo profissional me obriga a não revelar.

Soube de mais esta rocambolesca aventura de Hosmany através da correspondente do Expresso no Brasil, Maria da Paz Trefaut, que me alertou por email. No próprio dia, procurei a confirmação junto de alguém especialmente bem informado das andanças do novel escritor. Foi através desse alguém - cuja identidade o sigilo me obriga igualmente a proteger - que passei a estar em contacto quase permanente com o foragido. Desafiado a dar uma entrevista de carácter biográfico ao Expresso, onde e quando quisesse, aceitou. Sem condições. Já a minha única condição - que justificava, afinal, o inusitado interesse de um jornal português na sua história - é que não se escusasse a falar da morte de Varella Cid.

Aceite este requisito, a equipa de reportagem do Expresso aterrou em S. Paulo na noite de segunda-feira. Sempre guiados de muito longe, através de emails e SMS, pelo citado intermediário, fomos em sua demanda, de avião e automóvel, até uma pequena cidade de um interior verde e montanhoso, cujo nome jamais ouvíramos falar. Sem um mapa capaz, devorámos centenas de quilómetros de estradas de curvas estonteantes e tráfego assustador. Alguém nos iria buscar, na terça-feira, pelas 17h30, a um hotel com nome de santo - talvez para que nos sentíssemos mais protegidos... Chegámos atrasados e tememos o pior. Sem senhas nem outros sinais identificadores, não foi fácil descobrir o nosso contacto. Ainda por cima, não era ninguém com ar façanhudo, criminoso ou sequer desconfiado. Era alguém com o aspecto mais pacífico e ingénuo que é possível imaginar, engenheiro de profissão, amigo e sobretudo admirador de Hosmany. Seguimos então um Volkswagen Gol vermelho, de vidros fumados, que nos guiou até um bairro incaracterístico, mas de ar tranquilo, típico de uma classe média baixa de um país do hemisfério Sul.

Entrámos num prédio de construção recente, protegido por dois gradeamentos e subimos até ao 3.º andar. Não sem que, antes, um telefonema avisasse alguém da chegada do Expresso. A casa era de um estudante universitário - o mesmo que nos abrira o caminho no VW, de aspecto ainda mais inofensivo que o companheiro. Discretos, levaram-nos para a sala de jantar, cujo único mobiliário era a tal mesa de plástico, três ou quatro cadeiras, frigorífico e microondas.

Numa extremidade da mesa, a garrafa de Porto. Na outra, sentado, Hosmany, que se ergue para receber os repórteres com um abraço - como se fosse um amigo, ou pelo menos um conhecido de velha data. Apesar do negro currículo, que chegou a dar-lhe direito a uma pena de 57 anos de cadeia, não vi forma de recusar o cumprimento... Hosmany apresenta-se de ténis azuis, calças cremes, camisa e casaco azul sem gravata e óculos escuros. Impróprio para o Verão brasileiro, um gorro da Nike tapa-lhe a cabeça. É um disfarce, mas também, a aceitar a sua explicação, uma forma de proteger uma feia ferida na cabeça, provocada por uma recente queda decorrente de um súbito desmaio. Atrás de si, colados na parede, vários papéis escritos à mão e a azul, em torno do mote "Hosmany 2010 para Presidente".

São quase três horas de entrevista, em que responde a todas as perguntas. Interrompida apenas para abrir o prometido Porto - uma bebida que nunca provara. Na hora dos brindes, cabe-lhe fazer as honras da casa: "À saúde do Brasil"...

No final, cansado e encharcado em suor, revela-se inquieto e apressado. São horas de partir. Há demasiado tempo que está no mesmo refúgio. Sabe-se como um foragido desconfia da própria sombra... Sem nada jantar, parte em direcção a uma cidade grande, capaz, por isso mesmo, de lhe dar mais segurança. Após novo abraço, parte nas traseiras do VW vermelho, de gorro e óculos escuros, sob a protecção da noite e dos vidros fumados...

Texto publicado na edição do Expresso de 17 de Janeiro de 2009

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Este homem matou o meu Pai.. ou não!?
Lourenço Varella-Cid (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 1:35 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
Fui eu que nunca conheci o meu Pai porque os capangas deste Sr. o foram buscar a minha casa em S.Paulo quando eu tinha 6 ou 7 meses. Sei que foi ele porque um dos capangas do Hosmany que o foi buscar a minha casa, no dia em que ele desapareceu de vez, foi o mesmo que esteve 3 horas com um revólver apontado à minha cabeça (sim... a um bebé de 6 meses) enquanto procurava o cheque roubado com que o Hosmany pagou uma dívida ao meu Pai. Esse cheque pôs a minha Mãe na prisão em Boston quando ela tinha apenas 23 anos e nem sabia o que se passava. Os capangas do Hosmany assaltaram a nossa casa (fazendo-me de refém pois não estava ninguém em casa a não ser a empregada), pois o meu Pai comentou com ele que a minha Mãe ia depositar o cheque (roubado pelo Hosmany) a Boston.
    É um psicopata que fez com que a minha Mãe fosse presa em Boston e que aparece agora a fazer-se de inocente dizendo que foi a Boston testemunhar. Ele foi a Boston porque o meu Pai o obrigou, pois a culpa era totalmente dele.
Não se pode levar 1% do que este Sr. diz a sério pois é um mentiroso compulsivo que mesmo fazendo toda a trafulhice que fez, continua a ser um psicopata lunático. Para o provar basta ver que se quer candidatar a presidente da república. Um homem que matou 23 pessoas.

Não há palavras. Gostava que ele admitisse que o matou (ou que explicasse o que fazia com o VISA dele) porque pelo menos podia acabar com 27 anos de dúvidas e "what if's", e fechar este capítulo horrível da minha vida.
 
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Clientes
luisprz (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
É por causa de artigos como este que os jornais ganham clientes e perdem outros.
Provavelmente, depois deste Sábado, haverá transferência em massa de leitores do 24 horas para o Expresso.
Parabéns.
Haverá outros como eu que deixam definitivamente de comprar, ler o jornal e visitar esta WP.

 
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    Re: Clientes    Ver comentário
comentadorvip (seguir utilizador), 1 ponto , 15:24 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
    Liberdade e responsabilidade    Ver comentário
João Garcia (seguir utilizador), 1 ponto , 15:56 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
Investigaçao
celiafmc (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
Com muita tristeza vejo o jornal que compro semanalmente ha muitos anos, ter uma abordagem que não interessa a ninguém. O dar a palavra a criminosos não é novidade, mas é sintomático. Onde estão os verdadeiros jornalistas de investigação deste jornal e deste país? Com tanta coisa por esclarecer junto do povo, deixam que todos os dias o governo brinque com o povo mentindo-lhe descaradamente, sem fazer qualquer investigação, sem fazer aquilo afinal para que a comunicação social nasceu: informar. No meio de tanta desinformação das tvs, jornais, radios e outros, não se vê um unico jornalista tomar o partido do povo, do ser humano. So é noticia o que escandaliza, o que choca. É tempo de mudarem. Onde estao as investigações às ligaçoes entre a politica e empresas? As ligações entre a saude e as farmaceuticas? Entre a nova politica de educação e os meandros estatisticos da CE? Porque nao aproveitar que os «actores» ja estao velhos para tentar fazer investigaçao a serio e mostrar aos portugueses as verdadeiras caras dos «actores» da descolonização? De onde vieram, como exultaram o povo e como depois conseguiram fazer parte dos nossos governos. Mostrar em rigor o que se passa com os nossos velhinhos, com as crianças depois de adoptadas, com o que os divorcios estao a causar na nossa sociedade. Porque nao mostrar que grande parte da população é homosexual, apesar de nao andar a fazer shows «travecas» pelas ruas? Porque não mostrar Portugal como é e só dar relevancia aos escandalos???
 
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    Re: Investigaçao    Ver comentário
comentadorvip (seguir utilizador), 1 ponto , 15:25 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
    Re: Investigaçao    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 18:42 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
    Quem define quem deve ser entrevistado?    Ver comentário
João Garcia (seguir utilizador), 1 ponto , 19:12 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
pura forma de ver
dijm (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
venho por este mostrar-me de certa forma contraditório em relação a tantos comentários que por aqui passaram, esta entrevista tem também o seu lado positivo, o outro lado da marginalidade o seu estado a sua revolta e a sua vivência, quero dar os parabéns a quem com a sua vida em risco não virou a cara á luta ou pensaremos que foi alguma visita guiada cm cortesia e alegria, deparemo-nos em ir á procur do alguém, por outro lado vi no comentátio de celiafmc uma forma de mostrar o seu decontentamento construtivo e de certa forma certo sem pôr de parte esta forma de jornalismo por ser interessante importante esta!!
 
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Hosmany Ramos fala sobre a misteriosa morte de Sér
Lourenço Varella-Cid (seguir utilizador), 1 ponto , 19:39 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
Gostava de saber em que sítio desta entrevista ele fala sobre a misteriosa morte do meu Pai, porque ou eu não sei ler, ou, nem aqui nem na versão impressa, ele fala "sobre a misteriosa morte" do meu Pai.
Expliquem-me porque é que esta notícia tem este título enganoso!?
Obrigado
 
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    Re: Hosmany Ramos fala sobre a misteriosa morte de    Ver comentário
roa_z (seguir utilizador), 1 ponto , 23:58 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
    Re: Hosmany Ramos fala sobre a misteriosa morte de    Ver comentário
roa_z (seguir utilizador), 1 ponto , 0:02 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
A censura no Expresso continua
comentadorvip (seguir utilizador), 1 ponto , 19:49 | Sábado, 17 de janeiro de 2009

A censura no Expresso continua

O Expresso continua a censurar as minhas mensagens.
Há homens e mulheres que puseram a vida em risco no 25 de Abril; o Expresso apregoa-se defensor das liberdades fundamentais; mas o que faz é censurar as minhas mensagens de resposta às respostas que o Sub-director do Expresso me deu. Pelos vistos não gostam só da alegada minha brejeirice. Com ou sem brejeirice, o que eu escrevo é censurado.
É-me indiferente. Estou a gravar tudo em vídeo e vai para o youtube.
 
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Qual a relação do título com o conteúdo?
SFraque (seguir utilizador), 1 ponto , 9:44 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
No Expresso agora ganhou relevância uma nova matéria: o CRIME e os leitores ganham tb pois pelo que me parece o mau jornalismo vai ter destacável próprio.
 
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O que voçês fazem para vender Jornais.....
Paula Varella Cid (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
Fantástico !!! Mais uma vez o Sr.José Pedro Castanheira usa o nome do meu Pai para vender Jornais e promover o Hosmani Ramos. Telejornais da SIC anunciam o desvendar o mistério do desaparecimento do meu Pai e depois as pessoas compram os jornais e não vem lá nada, a não ser a vida de Hosmani Ramos.
E o mais grave é que o que este senhor escreve fica registado para sempre na Internet como sendo verdade.
1º- Em 2007 fáz um paralelo entre o perfil psocológico do meu Pai e Hosmany dizendo que ambos acrecentaram letras ao seus nomes - Um "L" no Varella e um "H" e um "Y" no Hosmany. Varella escreve-se com 2 LL porque o meu bizavô era Galego e é assim que se escreve em Espanhol- Teve a lata de vir ao meu escritório fotografar um cartaz de apresentação no Tivoli em que ele toca com 10 anos de idade , onde vinha Varella com 2 LL , publicá-lo e depois dizer que ele mudou de nome já adulto.O meu Pai foi um grande pianista, reconhecido internacionalmente e este senhor Jornalistas que não respeita ninguém acha que escreve História.O mistério não foi desvendado e voçê manda cá para fora uma entrevista do Hosmani em video a dizer o quê ??? Que vergonha , o meu Pai não está cá para se defender e por isso podem dizer o que lhes apetecer ? Afinal o Hosmany era sócio dele ou não ?? Porquê que tinha um cartão de garantia bancária do meu Pai no bolso quando foi preso ???Isto não responde a nada !!!A não ser ao seu fascinio pelo Hosmany. Deviam tratar melhor os nossos Talentos.Tivemos poucos !!!
 
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Queixa na Entidade Reguladora Comunicação Social
comentadorvip (seguir utilizador), 1 ponto , 21:21 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
Lei n.º 1/99 de 13 de Janeiro

Aprova o Estatuto do Jornalista

1 - Constitui dever fundamental dos jornalistas exercer a respectiva actividade com respeito pela ética profissional, competindo-lhes, designadamente:

a) Informar com rigor e isenção, rejeitando o sensacionalismo ["Leia a notícia e veja o comentário de um familiar de uma vítima do estupor que nós aqui no Expresso entrevistámos!" Foram os Srs. jornalistas que, em auto-regulação, rejeitaram o sensacionalismo, escrevendo preto no branco essa expressa rejeição, não foi? Ou é só quando dá jeito?] e demarcando claramente os factos da opinião;

b) Repudiar a censura ou outras formas ilegítimas de limitação da liberdade de expressão e do direito de informar, bem como divulgar as condutas atentatórias do exercício destes direitos; ["Vamos apagar uns comentários de que não gostamos, malta? Traz aí o lápis azul! Estes comentadores brejeiros que por aqui andam têm de aprender!" Como é? Por que é que há pessoas a queixar-se de que os seus comentários foram apagados?]

e) Procurar a diversificação das suas fontes de informação e ouvir as partes com interesses atendíveis nos casos de que se ocupem; [Aqui a única parte atendível é um verme chamado osmani. A família da vítima deste estupor, deste criminoso profissional, desta besta humana, deste carrasco da civilização, que faça comentários, e é se quer!; não precisa de ser entrevistada!]

É preciso dizer mais?

Vamos para a ERC, ai vamos vamos.
 
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Triste constatação
Joao Cannpos (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 12:11 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
Só para fazer notar que todos os comentários críticos foram apagados.

Assim tb eu faço jornalismo. Um grande bem-haja ao Sr. João Garcia. Votos de ascensão meteórica na sua carreira jornalística.

Ninguém aqui questiona a relevância jornalística da história deste senhor, não fosse o pequeno pormenor de ser um foragido cadastrado.

Mas isso não interessa nada .....
 
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    Re: Triste constatação    Ver comentário
comentadorvip (seguir utilizador), 1 ponto , 21:50 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
    Re: Triste constatação    Ver comentário
Joao Cannpos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:58 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
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