13/02/2012 atualizado às 1:11
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Hillary em África

Luís Todo Bom* (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 2 de setembro de 2009

Hillary Clinton incluiu na sua primeira viagem a África, dois países que se expressam em português: Angola e Cabo Verde.

O primeiro porque é, indiscutivelmente, uma potência regional, em termos políticos, económicos e militares, fundamental para a estabilização da África Austral e o segundo porque foi considerado um exemplo, em termos de governação política, económica e social a ser estudado e seguido por outros países africanos.

Na preparação e realização desta viagem, Portugal, que afirma ser um vértice do triângulo Europa-África-América, voltou a mostrar a sua completa irrelevância em termos de política internacional.

Portugal continua, assim, a não desenvolver uma estratégia consistente em relação aos Países Africanos que falam português, indispensável para o desenvolvimento económico nacional e para a consolidação de movimentos de internacionalização de um grande número de empresas portuguesas.

Estes novos mercados constituem a única grande oportunidade para a constituição, pelas empresas portuguesas em alianças com empresas africanas, de plataformas de intervenção estruturadas, na região de África que apresentará os índices de crescimento mais significativos no futuro próximo. Aliás, para lá dos lugares comuns e análises superficiais, as elites portuguesas, com raras e honrosas excepções, continuam a deter uma considerável ignorância sobre a cultura, os valores e a vivência daqueles povos, aspectos essenciais para o aprofundamento posterior das relações económicas e empresariais.

As elites portuguesas têm com Angola uma relação que oscila entre o paternalismo e a subserviência (o caso recente dos vistos é paradigmático) e tratam Cabo Verde com sobranceria e falta de consideração, confundindo pobreza com falta de qualidade daquele povo.

As afirmações produzidas por Hillary Clinton e os compromissos que assumiu nesta visita aos dois países referidos justificariam uma reflexão em Portugal sobre o comportamento actual e as alterações a introduzir.

Não há nenhuma evidência de que essa reflexão será feita.

E é pena porque, uma vez mais, a destruição de valor será enorme e gratuita.

*Professor associado convidado do ISCTE

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Ressabiados...
pertinaz (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Domingo, 6 de setembro de 2009
...não são aqueles que tendo vivido nas ex-colónias portuguesas (PALOP é coisa de colonialista ressabiado que nunca saíu da metrópole), gostariam de as viver ainda hoje de forma mais harmoniosa, igualitária e democrática.
De ressabiados está cheia essa esquerdalha (não confundir com esquerda) que entregou esses pobres povos à sua sorte, quando depois de séculos de domínio português, deveriam ter sido acompanhados nessa tarefa, de forma responsável.
Hoje, essa mesma esquerdalha não pode ver esses líderes africanos à frente, principalmente os angolanos, porque também eles quiseram assumir um paternalismo bacoco e fora de época, quando afinal tinham perante eles uma cambada de bandidos e de assassinos que os enganaram desde o princípio.
Resultado: triste sina a dos "povos libertados", triste sina a dos portugueses expulsos, roubados e assassinados e triste sina a de Portugal.
Luís Todo Bom é africano e parece-me que fala do que sabe...
 
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África minha...
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 0 pontos (Mal Educado), 12:32 | Sexta feira, 4 de setembro de 2009
Conheço África. Vivi lá muitos anos antes e depois da independência.
Quanto à influência portuguesa nas ex-colónias, devo dizer que é "ZERO". Apenas injectamos dinheiro nessas ex-colónias, que nos faz falta, e serve apenas para meia dúzia de gorilas viverem à grande e à francesa.
O português em África é tratado como "preto" devido ao facto de Portugal ser um país pobre e pequeno em todos os aspectos.
Temos apenas uma relação de " paternalismo e subserviência" que serve apenas os interesses dos "GORILAS" que governam esses países.
Viramos de colonizadores a colonizados. Temos que andar a mendigar "vistos" para irmos investir e criar postos de trabalho nas ex-colónias, mas os africanos vêm para Portugal sem saberem ler e escrever e apenas para se candidatarem ao rendimento de inserção social, casa de borla, escola de borla, saúde de borla, etc..
Portugal virou um "albergue de mendicidade" para africanos, que fogem das suas terras para virem para a Europa roubar, matar, traficar e viver da solidariedade social dos europeus.
 
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Durruti Blak (seguir utilizador), 2 pontos , 1:09 | Sábado, 5 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Sábado, 5 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 1:48 | Domingo, 6 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 13:06 | Terça feira, 8 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:22 | Terça feira, 8 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:07 | Sábado, 5 de setembro de 2009
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:27 | Sábado, 5 de setembro de 2009
    Re: África minha...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:42 | Sábado, 5 de setembro de 2009
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