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Hamas, George W. Bush e "Burker king"

8:00 Segunda feira, 19 de janeiro de 2009

Inferno

Hamas

Israel invadiu Gaza e a opinião publicada repetiu a mesma conversa que se ouve há trinta anos: o conflito entre israelitas e palestinianos não tem fim à vista. Pessoalmente, sou capaz de concordar com a última parte. Mas não concordo com a primeira. A guerra corrente não é entre Israel e os palestinianos. É apenas a primeira fase de uma guerra mais longa, e que será ainda mais destrutiva, entre Israel e o Irão. O mundo já tinha presenciado a primeira parte deste filme em 2006, quando Israel invadiu o sul do Líbano e, lamentavelmente, não exterminou o Hezbollah como devia. Esse filme está a ser repetido em Gaza: trata-se de uma luta contra um dos braços armados de Teerão, uma quadrilha de terroristas que se recusa a aceitar a simples existência de judeus na Palestina, quanto mais de um Estado para eles.

E os palestinianos? Os palestinianos, e aqui falo dos palestinianos que não votaram no Hamas e não partilham os desejos genocidas que definem a quadrilha, depois de terem sido roubados e atraiçoados pela liderança de Arafat (esse herói), são agora escudos humanos que os terroristas usam na sua gloriosa luta contra a "entidade sionista". Sem falar do dia-a-dia desta pobre gente, submetida aos rigores conhecidos da "sharia" e, desde Dezembro, da boa e velha crucificação.

Israel está a combater um inimigo fanatizado que, a prazo e com acesso a armamento nuclear, não se ficará pelo Médio Oriente. Uma luta contra os palestinianos? Antes fosse. Um dia ainda teremos saudades desse mundo passado.

Purgatório

George W. Bush

Tenho uma certa compaixão por Bush. Dificilmente encontro político contemporâneo mais trágico, no verdadeiro sentido da palavra "tragédia": alguém que vê a contingência a desabar sobre a sua cabeça atordoada e impotente. Em 2001, o homem entrava na Casa Branca com uma agenda simpática (um "conservador compassivo", lembram-se?) e uma política internacional quase isolacionista, depois das aventuras de Clinton.

Coitado. Mal ele sabia que o 11 de Setembro vinha a caminho. E o Afeganistão. E o Iraque. E uma crise económica e financeira como não se via há décadas. Só faltou mesmo um Lee Oswald no retrato para que o retrato fosse completo. Intimamente, até acredito que Bush o desejou nos momentos de maior desespero: matem-me, por favor.

Perante tudo isto, o mundo não perdeu tempo e desatou a culpar a personagem pela violência do acaso. Faz parte do pensamento primitivo atribuir as desgraças terrenas aos caprichos das divindades. Lévi-Strauss explica. O que ninguém explica é se teria sido possível fazer diferente, ou melhor: antecipar o 11 de Setembro; não atacar o Iraque, quando toda a gente acreditava no perigo de Saddam; e, já agora, evitar a loucura geral de consumidores e banqueiros, uma febre que começou com Clinton.

Na próxima terça-feira, o mundo despede-se de Bush. Com um suspiro de alívio. Mas o mundo que não se iluda. Os problemas não começaram com Bush e não terminarão com Bush. É por isso que, na hora do adeus, eu acredito que o maior suspiro será o dele.

Paraíso

"Burker king"

Não consigo enriquecer. Durante anos, tentei vender duas ideias luminosas a qualquer empresário que estivesse disposto a financiá-las. Ninguém lhes pegou. A primeira ideia era fabricar chávenas de café comestíveis: o cliente bebia o líquido e, no final, comia a chávena. Toda a gente ficava a ganhar: o cliente e, obviamente, o vendedor, que poupava trabalho e água para lavar a louça.

A segunda ideia era ainda mais brilhante: copos de água lacrados. Depois de investigação apurada, descobri que ninguém à minha volta bebia realmente uma garrafa de água até ao fim. Donde, melhor reduzir a porção e embalar um copo com água mineral de qualidade.

A primeira ideia foi rotulada de "ridícula"; a segunda, de "ilegal" - parece que a ASAE, etc. etc. Pois bem, tenho uma terceira: um perfume que seja capaz de honrar a gastronomia portuguesa. Confesso que o projecto não é inteiramente meu: tal como a chávena (que vi em Itália) e o copo (que vi no Brasil), o perfume é invenção americana, mais propriamente da Burger King, que começou a comercializar desodorizantes com cheiro a hambúrguer. Chama-se "Flame" e, segundo sei, foi a sensação comercial do Natal passado. Parece que milhares de americanos sucumbiram aos encantos da vaca grelhada e desataram a perfurmar-se com ela. Repugnante?

Gostos não se discutem. E se a ideia resultou com os americanos, não há motivo para não resultar com os portugueses. Sobretudo se adaptarmos o conceito aos costumes nativos. Se houver por aí algum empresário que esteja disposto a investir num perfume com cheiro a bacalhau, contem comigo.

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Hamas, Bush e "Burker king,e a Kosher Nostra
Lee Harvey Oswald (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
MURDER AND EXTORTION INC.

THE JEWISH MOB IN USA

Benjamin "Bugsy" Siegel

Meyer Lansky

Abraham "Bo" Weinberg

George Weinberg

Monk Eastman

Zelig Harry Lefkowitz

Max "Kid Twist" Zwerbach

Vach "Ciclone Louie" Lewis

Abe Bernstein

Raymond Shapiro,

William Bernstein

Isadore Bernstein
 
 
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    O último suspiro de Bush    Ver comentário
pedro_ladislau (seguir utilizador), 1 ponto , 17:18 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Mariquice
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 15:21 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Eu acho uma mariquice pegada as pessoas preocuparem-se com meia dúzia de palestinianus terroristas, enquanto milhares de zimbabueanos ou congoleses morrem sem que o Miguel Portas abra a boca! Como acho giro que a Siria e o Irão os encham de armas mas quando as coisas aquecem, CADÊ OS SIRIOS E OS IRANIANOS???
Quanto à questão Bush, aqui o nosso brilhante amigo tem-se esforçado por passar a mensagem que esta crise, afinal, é culpa do Clinton. Isto porque a ideia do sub-prime foi do Clinton. Pois, mas e os dois mandatos do Bush não chegaram para a sua equipe ver que as coisas estavam mal e as emendarem? Essa não cola, amigo João PC. Era como se o Sócrates, depois de dois mandatos, viesse dizer que o deficit continuava nos 6 % mas que a culpa era do PSD...
 
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Que vómito, sr. Coutinho!
Jaime V. (seguir utilizador), 1 ponto , 15:47 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Não é necessário usar grande argumentação para contestar este pateta Coutinho terrorista profissional da linguagem desabrida e irracional.
Acho que vómitos destes já temos por aí aos montes. Sugiro ao Expresso que dê voz a outro extremeista com muito mais notoriedade e seguramente muito mais corajoso e interessante de se ler; um tal de Machado, chefe do grupo Hammerskins.
 
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A Palestina e a Sharia
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 1 ponto , 23:14 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Caro Joao Pereira Coutinho

Sou um leitor habitual dos seus artigos que considero bem escritos e políticamente incorrectos o que os torna ainda mais interessantes. Tambem lhe concedo que pensa pela sua cabeca e nao copia ninguem.

Nao percebi foi onde buscar essa ideia de que a Palestina se rege pela Sharia. Isso nao está sequer perto da verdade. Em alguns outros países tao do agrado dos Portugueses, como os Emirados Arabes Unidos vai encontrar ainda alguns resquicios dessas leis, e se for para aquele país de onde vem a gasolina do seu carro - a Arabia Saudita - pode assistir à Sharia em todo o seu esplendor, mas nao na Palestina.

Se quiser, um dia recomendo-lhe vários restaurantes com carne de porco, e uns poucos bares e discotecas com muito alcool na Palestina.

Se procurar ainda mais um pouco, vai ainda descobrir que na palestina, mais precisamente na vila de Taibeh, existe uma grande fábrica de cerveja de grande sucesso pela regiao. Acrescento ainda que tem até um festival da cerveja chamado Oktober Fest (vá-se lá saber porque...), uma vez por ano e que é hoje uma das maiores festas do país.

Os vinhos locais nao sao grande coisa - quando comparados com os portugueses - mas sao vendidos abertamente e com grande orgulho pelos locais. A história contada inclui sempre que os vinhos sao feitos por uns monges a partir duma receita antiga (pois...). Existem ainda umas visitas guiadas às quintas onde sao produzidas.

Sharia nao...

Cumprimentos,

Jonas
 
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NÃO SE PASSOU NADA...
mmmoscoso (seguir utilizador), 1 ponto , 14:00 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
"Tenho uma certa compaixão por Bush..." DIZ jpc. TAMBÉM TENHO COMPAIXÃO: PELO DICK CHENEY E OS AMIGALHAÇOS DA HALLIBURTON, PELO RUMSFELD, PELO BERLUSCONI, PELO AZNAR, PELO BLAIR, PELO EMPLASTRO DO DURÃO BARROSO, PELOS MILHARES DE MORTOS NO IRAQUE (O TAL PAÍS ATESTADO DE ARMAS DE DESTRUIÇÃO MACIÇA...), PELAS VITIMAS ABANDONADAS DO "KATRINA", PELOS PETIZES NAS ESCOLAS DOS E.U. A QUEM INCUTEM OS ENSINAMENTOS DO MESSIAS "walker", PELOS MILHÔES DE DESEMPREGADOS POR ESTE MUNDO FORA, ETC, ETC... "Dificilmente encontro político contemporâneo mais trágico, no verdadeiro sentido da palavra "tragédia"", CONTINUA jpc. TEM RAZÃO O HOMEM: É MESMO DE TRAGÉDIA QUE SE FALA QUANDO SE PENSA NESTES OITO ÚLTIMOS ANOS.
"Coitado..." diz jpc. "Mal ele sabia que o 11 de Setembro vinha a caminho. E o Afeganistão. E o Iraque. E uma crise económica e financeira como não se via há décadas..." CONTINUA jpc. EH! MALTA, DIGO EU, A CULPA DA CRISE É DO CLINTON. AH!, E DOS POBRES QUE ARRUINARAM OS RICOS, OS QUAIS, COITADINHOS, SÓ QUERIAM AJUDAR OS PRIMEIROS…
"...o mundo... desatou a culpar a personagem pela violência do acaso." ACASO, NOTEM BEM... "faz parte do pensamento primitivo..." DOS OUTROS, PORQUE ELE, jpc DE SEU NOME, NÂO PERTENÇE A ESSA LAIA...

SEM QUERER PLAGIAR SARAMAGO, jpc BRINDA-NOS COM UM ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA.

ps: AH! E NÃO PENSEM QUE SOFRO DE ANTI-AMERICANISMO PRIMÁRIO COMO É FACIL E BARATO DIZER-SE POR ESTES DIAS
 
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Bush e o Médio Oriente
ngod*1966 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
Não faz sentido matar 500 pessoas por causa dos ataques do Hamas (eu detesto o Hamas).

O Iraque não procurou Bush, pelo contrário! E o erro - imenso! - da sua Administração foi ir pelo Iraque resolver a questão de Bin Laden.

A América, ao tomar partido por Israel, está envolvida no conflito do Médio Oriente. E Bush não fez metade do que podia pela questão (e ainda foi gastar uns largos milhões no Iraque).
 
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Ignorante...profundamente deslocado da realidade
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
Bill Clinton apos 8 anos de presidencia deixou um super avite nunca antes visto na economia americana. Alias foi esse dinheiro que permitiu a Bush praticamente estracalhar toda a economia politica, e porque, porque pura e simplesmente nao tinha politica economica apenas politica guerreira.
Devia era ter compaixao de si proprio e ir ganhar dinheiro a trabalhar...mesmo
 
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Humor
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Sábado, 24 de janeiro de 2009
Apesar da comicidade dos três lugares que só as religiões conhecem (paraíso, purgatório e inferno), alguns assuntos talvez merecessem menor assertividade e maior conhecimento, designadamente sobre o conflito "israel/árabe" cuja importância para o nosso tempo merece maior seriedade e contextualização. Sobre o Bush não digo nada pois parece-me assunto estafado. Demasiado déjà-vu para o arcaboiço do articulista em presença.
O paraíso, o mais cómico dos três, cheira que tresanda a idiossincrasia de consumidor provecto.
Sempre a considerá-lo,
 
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