A avaliação das agências de rating sobre a situação económico-financeira de Portugal são injustas e estão erradas e o Presidente da República não hesita em usar todo o seu peso institucional e académico para o afirmar. "Os indicadores de Portugal são muito diferentes e melhores do que os gregos", diz Cavaco Silva.
É este o recado principal de Cavaco Silva que, numa conversa exclusiva com o Expresso, fala também do "nervosismo", talvez até um pouco "excessivo" que se nota - como ele diz - "nos corredores da Assembleia e edifícios limítrofes", a propósito da situação política actual.
A questão principal, afirma, é que se conseguiu um acordo das forças políticas para aprovar o Orçamento do Estado. Mas a tarefa que se segue é juntar essas mesmas forças - e Cavaco Silva apela até a um maior consenso político - na aprovação do Programa de Estabilidade e Crescimento, que terá de reconduzir o défice ao limite dos 3% até 2013.