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Há Islamofobia sim, e eu sinto-a

O que pode motivar indivíduos com cultura, educação superior, e recursos financeiros, a cometer actos de criminalidade massiva, e dizer que esse é o fundamento da sua crença ou ideologia, ou religião?

Faranaz Keshavjee (www.expresso.pt)
11:59 Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
Crónicas de uma Muçulmana - Há Islamofobia sim, e eu sinto-a

Enquanto recebiamos os auscultadores para seguir a guia pelo Vaticano, um colega disse em italiano que ela levaria um casal de muçulmanos! Ouvi, e não gostei. Porque tenho de estar associada pelo nome a esse estigma social? Afinal, o Vaticano teria sido em tempos, o epicentro da Inquisição, da intolerância religiosa, e eu não estava nem um pouco preocupada com os católicos que me acompanhavam na visita, ou com os que me relaciono todos os dias. Porque pagam uns pelos outros?

Na verdade, quando falo como muçulmana, é para que se entenda que este é um mundo plural e diverso, e que é belo, por isso mesmo: pela diferença e singularidade da minha escrita. Não represento ninguém, nem posso responder pelos males no mundo. Procuro a Salaam, e revejo o Criador em tudo o que existe. No Alcorão Deus diz que "se sentia só e aborrecido, e por isso quis manifestar-se, através da criação". O Alcorão também diz: "para onde quer que olhes, aí encontras a Face de Deus". Assim, a minha "muçulmanidade" resume-se, mais ou menos, a isto: ao entendimento pacífico e ao respeito pela dignidade humana. E, sempre que possível, ao trabalho conjunto, com crentes e não crentes, no sentido da elevação da condição humana.

Seguindo esta filosofia tenho, tal como muitos dos que me lêm, uma enorme dificuldade em entender uma série de injustiças e incongruências no mundo, sobretudo nalgumas sociedades muçulmanas, marcadamente patriarcais e obsoletas. Tento, contudo, ler mais, informar-me melhor, e analisar com rigor académico e científico os fenómenos sociais.

O que pode motivar indivíduos com cultura, educação superior, e recursos financeiros, a cometer actos de criminalidade massiva, e dizer que essa é o fundamento da sua crença ou ideologia, ou religião? (Não sei porquê, mas de repente lembrei-me que Bush, Aznar, Blair e Barroso, também eles educados, etc., enveredaram por uma guerra que ainda não terminou. Chamaram-lhe "justa", e não "santa" - o objectivo é o mesmo: destruir, combater, matar; a finallidade é a mesma; o discurso usa outro vocabulário!) Mas, voltando aos muçulmanos, porque é esse que preocupa o Ocidente Cristão, o que motivará individuos jovens, aparentemente normais, à imolação e ao homicídio em massa?

A psicossociologia faculta ferramentas de análise interessantes e provávelmente válidas. Antes de mais, assume que a sociedade é pensante. Sugere que o individuo, na procura de um posicionamento social, organiza psicologicamente o mundo das representações e imagens. Constrói uma identidade social. Essa identidade é a forma de organizar o mundo que nos rodeia; de lhe dar sentido. Nesse processo, os valores, como os da justiça, ou paridade, guerra e paz, todos são importantes. E o facto é que vemos com frequência, paradoxos comportamentais ao nivel de quem nos governa: a bi-valência politica é um paradoxo. Somos hoje amigos de inimigos, negociamos com terrorristas, ou criminosos de ontem, que hoje estão no poder. Assistimos a guerras injustas, propriedades usurpadas, olhamos para mapas traçados pelo poder dominante; somos impotentes face a humilhações pornográficas filmadas ou fotografadas, e depois tornadas públicas (exs. Abu Ghraib; Guantanamo). Assistimos à impunidade de uns; resignamo-nos à pena de morte de outros. Mas, crime é crime, e deve ser punido! Não existe tal coisa como crime civilizado vs crime bárbaro!

Milhões de jovens e não jovens, muçulmanos e não muçulmanos, marcharam em contestação à guerra ao Iraque. Reconhecidos os erros, e os pedidos de desculpa, o mundo assiste ainda, à destruição e morte de vítimas inocentes; os perpretadores do caos vão passeando livremente, dando conferências internacionais pagas a preço de ouro, gerindo uma Europa islamofóbica, na impunidade que consentimos.

A juventude é particularmente permeável a ideologias políticas. Sem querer legitimar a criminalidade, sabemos que o jovem, na busca de autonomia e identidade, demonstra paixão pelos argumentos sobre justiça ou injustiça, o Bem e o Mal. Não espanta, por isso, que filhos de "gente boa" e "integrada", mesmo diplomatas, com educação superior, e dinheiro, se sintam motivados por ideologias subversivas. No caso de muçulmanos que enveredam pelo caminho do terrorrismo religioso, a ideologia que seguem assenta na leitura literalista e desinformada das escrituras sagradas. Em realidades de frustração ideológica e política, de ausência de educação sobre a antropologia das religiões nos curricula seculares, e experimentando a discriminação, parecida com a que senti à porta do Vaticano, está aberto o caminho para sociedades fracturantes.

As soluções que antevejo para sociedades deste tipo são 3: primeiro, as comunidades devem estar atentas perante qualquer propaganda religiosa. Segundo, precisamos de repensar a politica internacional bi-valente, incoerente e incongruente. E, finalmente, temos de abrir o horizonte da educação normal secular, que ocupa a maior parte do tempo útil dos jovens, incluindo nos curricula o saber sobre o islão e as sociedades muçulmanas, nas suas diversas dimensões civilizacionais; sem medos; sem dogmas; prevenindo o estigma.


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*A Salaam significa paz

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Não é justo
CondestavelXXI (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 19:39 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
Salaam Aleikum, Sra Keshavjee,
Lamento muito mas hoje tem que haver "sermão".
Então a Sra que é uma figura pública por sua vontade, que se assume publicamente como muçulmana e cosmopolita tem algum problema em que se refiram a si como muçulmana?
Vai responder-me que no lugar onde estava era desconhecida e que sentiu o mesmo que pode sentir um muçulmano qualquer? Estou a lembra-me que se um branco chamar preto a a um preto é racismo mas se um preto chamar branco a um branco já o não é. Por que será? A diferença estará em quem chama ou em quem se sente chamado?
E essa de lhe chamarem muçulmana por ter nome muçulmano? Hoje? Quando o próprio presidente dos EUA tem nome muçulmano sem ser muçulmano? Num continente onde Fátima não é o nome da filha de Maomé mas um dos nomes de Nossa Senhora?
Vou fazer-lhe uma confissão: por vezes comento com a minha companheira as suas crónicas e os comentários que me ocorrem sobre elas e quando me refiro a isso, digo, com todo o carinho do mundo: "...comentar no blogue da minha amiga muçulmana". Peço desculpa pelo abuso de chamar amiga a uma pessoa de quem apenas conheço alguns textos, mas tenho que ser honesto na transcrição do discurso directo.
Como vê, até eu que passo semanas pacientemente à espera que a Sra faça as suas viagens e volte ao seu blogue com as conclusões para eu as comentar, já estou a sentir-me islamofobico. Não é justo :(
 
 
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A glória do suicídio assassino
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 21:15 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
Pode haver muitas explicações mais ou menos científicas para os comportamento criminosos que refere na sua crónica. No entanto o senso comum faz pensar que o ser humano comete crimes quase sempre por avareza e por vezes por questões morais (honra, princípios, etc). Não tenho dúvidas que os políticos criminosos que decidiram a invasão do Iraque o fizeram por avareza (veremos o futuro do Iemen) e que os comportamentos paradoxais dos políticos também só podem ser motivados por avareza pois não importam os meios para atingir os fins que o seu povo exige deles.
Quanto ao suicídio, a questão é completamente diferente pois não é crível que as pessoas se suicidem por avareza. As pessoas suicidam-se normalmente por se considerarem derrotadas na vida ou se sentirem um problema para os demais. Admito que as religiões tenham um papel importante na prevenção do suicídio pelo apoio espiritual que possam proporcionar a pessoas em dificuldades. Mas se uma organização terrorista, que evidentemente luta por interesses materiais diga o que disser, detectar um candidato a um suicídio sem glória e o "ajudar" a consegui-lo com a máxima glória possível? Nesse caso Deus é capaz de ser um bom auxiliar pois qualquer suicida desistiria se percebesse que ia imolar-se para prestar um serviço a Satã.
 
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Há o risco do terrorismo islâmico , eu sinto-o...
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 22:17 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010


cada um tem de viver com os seus dilemas e convicções .

PS. Alerta de ataque terrorista em Inlgaterra - anunciado à instantes e com probabilidade elevada . Percebe agora ? aquilo que chama islamofobia e é ponto de partida para a sua divagação pode ser apenas uma natural e fundada reacção de "auto.defesa ".
As simple as that !
 
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    E eu sou Hipopotomonstrosesquippedaliophobica...    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 22:32 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: E eu sou Hipopotomonstrosesquippedaliophobica.    Ver comentário
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:12 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Desculpe, isto não é o Shuttle para Belém....    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Desculpe, isto não é o Shuttle para Belém....    Ver comentário
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Desculpe, isto não é o Shuttle para Belém....    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 14:13 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Desculpe, isto não é o Shuttle para Belém....    Ver comentário
Miranda07  (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
À Porta do Vaticano
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:26 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
A Drª Keshavjee começa relatando que "enquanto recebíamos os auscultadores para seguir a guia pelo Vaticano, um colega disse em italiano que ela levaria um casal de muçulmanos! Ouvi, e não gostei. Porque tenho de estar associada pelo nome a esse estigma social? Afinal, o Vaticano teria sido em tempos, o epicentro da Inquisição, da intolerância religiosa, e eu não estava nem um pouco preocupada com os católicos que me acompanhavam na visita, ou com os que me relaciono todos os dias. Porque pagam uns pelos outros?" Francamente, não percebo. Se é muçulmana e a identificaram como muçulmana, qual é o problema? Mas eu digo-lhe qual é o meu: porque razão, na sua ânsia, de mostrar que está "in" (desculpe-me o modo de o dizer) tem de tocar a tecla mais do que batida de que o Vaticano era o centro da intolerância e coisas quejandas, completamente desfocadas, anacrónicas e de nenhuma valia no contexto da sua crónica? Porquê? Ou será que para si tolerância consiste apenas em acusar a torto e a direito, deixando-se de fora a si própria? Ou será um ímpeto de auto-justificação? De resto, sabe que algumas Universidades Pontifícias em Roma têm ao seu serviço professores e professoras de religião muçulmana? Sabia dos muitos encontros que em Roma têm acontecido entre grupos/delegações islâmicas e altos representantes do Vaticano? Se não sabia, é bom que por uma vez fique a saber, se me permite que lho diga. E depois: que imagem é essa de estar "à porta do Vaticano"? Qual porta? A que se refere?
 
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    Aqui estiveste bem, Miranda…    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: Aqui estiveste bem, Miranda…    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:30 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Aqui estiveste bem, Miranda…    Ver comentário
Miranda07  (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Aqui estiveste bem, Miranda…    Ver comentário
AntiFar2 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:40 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Aqui estiveste bem, Miranda…    Ver comentário
Miranda07  (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
Pelo menos...
SirArthur (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 15:04 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
...a caminho do Vaticano não existem placas a indicar «Estrada proibida a não Muçulmanos» como no centro nevrálgico da sua "religião". Que hipócrita!

Você não foi ofendida, procurou foi ofensa para se sentir ofendida!

«primeiro, as comunidades devem estar atentas perante qualquer propaganda religiosa.»
Plenamente de acordo, mas se pensa assim porque despeja esse ror de propaganda Islâmica?
 
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Estimada Sra.
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:52 | Segunda feira, 25 de janeiro de 2010
Infelizmente a Sra. não representa a sua cultura nem a mesma lhe confere qualquer estatuto de representação. A islamófobia a q se refere é infelizmente uma realidade. Para tal muito contribuíram os actos de caridade efectuados e constantemente apoiados por mulás, sheiks e emires por esse mundo fora. É esta política de permanente ódio e ataque á nossa forma de ser e estar que alterou a cultura de tolerância do ocidente q permitiu a elevadas camadas populacionais de matriz islâmica se instalarem nos nossos países. A apologia da intolerância por parte do mundo islâmico tem sido permanente. Tudo é pretexto; o discurso do Santo Padre, as caricaturas e, agora são as manifestações contra a presença inglesa no Afeganistão aquando do regresso dos corpos dos soldados caídos em combate. Foi a recente conferência de imprensa da al kaida do Iémen. Periodicamente tenho que me deslocar a um centro financeiro árabe e apesar da aparente ocidentalização do meio existem sempre situações ou historias, não sei se mitos urbanos, q deixam a mim e os meus colegas arrepiados. Ali existem muitos empregados braçais filipinos e nigerianos e são usuais histórias de despedimentos injustificados, violência e desrespeito por estas gentes unicamente porque professam o cristianismo. É usual em ambientes mais descontraídos ouvir-se comentários tipo “we have to understand those brothers” q pretendem justificar actos terroristas islâmicos. É por estas e por outras que a islamófobia vai avançando ...
 
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baseados na mentira: mentirosos!!!
hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:31 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
-"Bush, Aznar, Blair e Barroso, também eles educados, etc., enveredaram por uma guerra que ainda não terminou. Chamaram-lhe "justa", e não "santa" - o objectivo é o mesmo: destruir, combater, matar; a finallidade é a mesma; o discurso usa outro vocabulário!)" Neste grupo de famosos, e santos da guerra santa porque preventiva, cabem cidadãos como Pacheco Pereira, Paulo Portas, o recém-ex-director do Público, santo Bagão Félix e quejandos. Parabéns é o que merecem por terem aprovado a guerra de invasão do Iraque, sobretudo porque baseados na mentira: mentirosos!!!
 
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    Re: baseados na mentira: mentirosos!!!    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 10:47 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
Se eu estivesse de visita...
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 17:15 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
... a algum local num país predominantemente muçulmano, e se à semelhança do que lhe aconteceu no vaticano, me chamassem cristão, tenho a certeza de que sentiria orgulho, mas também algum receio devido ao contexto actual.
Não por ser seguidor convicto de alguma religião. Já comentei sobre isso anteriormente, mas sim porque para mim, o sentimento de discriminação está na mente do próprio e não na frase proferida por outro.

Sinto-me confortável na minha pele e julgo até que existe maior discriminação por parte dos muçulmanos do que o inverso. O fundamentalismo destes é infinitamente maior.
 
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    Re: Se eu estivesse de visita...    Ver comentário
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 18:55 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
democracia e religião
dadada (seguir utilizador), 1 ponto , 21:54 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
o problema é que quando a religião se coloca como valor absoluto a irracionalidade comanda a vida e quando a democracia se coloca como tal há sempre a hipótese de criticar e fazê-la recuar nas suas irracionalidades. a primeira apresenta-se como absoluta, a segunda escuta o relativo. foi este ensinamento de séculos que a cultura europeia aprendeu.
 
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Não deu resposta nenhuma
AvôMetralha (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
Embora me tenha perdido um pouco quando começou com palavras caras como psicossociologia e afins, não pude deixar de constatar que a autora não deu resposta nenhuma ao sub-título da sua crónica. É pena, porque se eu soubesse que era para ler queixas sub-liminares de discriminação a propósito das mortandades cometidas por terroristas, tinha passado adiante.
 
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HORIZONTE
jpsacouto10 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:37 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
É muito fácil esconder-se por de trás de um nickname e comentar um texto de alguém que sabe colocar o "dedo na ferida" e que sabe (porque estudou e investigou) do que está a falar.
A verdade é que em mais de 400 visualizações, os que a criticam, são sempre os mesmos "comentadores" que insistem em não procurar conhecer o outro e que preferem continuar como o velho do Restelo, para quem, tudo o que estava para além do seu curto horizonte era o fim do mundo.
Bem haja e Feliz 2010!
 
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    Re: HORIZONTE    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 13:50 | Terça feira, 26 de janeiro de 2010
É sempre assim...
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 8:35 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Começam com pézinhos de lã e de repente sai-lhes a boca para a verdade. No fundo, não querem dialogar, o que querem é impor.

O Alcorão também diz: "para onde quer que olhes, aí encontras a Face de ALLAH".

Ora depois de muito estudar, cheguei à conclusão que o seu ALLAH que manda matar e destruir é meu inimigo e não tem nada a ver com o DEUS em que acredito.

Será que o Expresso não pode dar um ar de pluralidade e haver um blog budista, outro cristão, outro hindú, outro agnóstico, etc., e deixar-mos de ser contemplativos com a pretensa superioridade dos islâmicos?
 
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Sim é verdade
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:00 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
E já parou para pensar o porquê? minha cara onde mete religião á confusão e eu retiro-me.
Todos tem razão porem ninguem tem razão?
 
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Há de facto
odagrom (seguir utilizador), 1 ponto , 9:49 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Concordo consigo, nas sociedades ocidentais há actualmente de facto alguma "Islamofobia". E porquê agora, quando durante muitos séculos tinha deixado de haver? A realidade é que na maioria dos países muçulmanos nunca deixou de existir "Infielofobia". O Islão perdeu uma parte da sua expressão territorial até à Idade Média e até hoje nunca digeriu isso. Não só impõe aos seus crentes rituais medievais como quer impo-los a todos os outros povos não aceitando nunca a diversidade. Antes do terrorismo e dos media os outros ignoravam o Islão, hoje sentem-se ameaçados e por isso há "Islamofobia". Ainda assim, qualquer muçulmano pode deslocar-se a Fátima, a Jerusalem, a Benarés ou a Lhasa sem qualquer interdição (mesmo que seja para aí colocar uma bomba). O mesmo não acontece em sentido inverso, um católico ou mesmo um pacífico monge budista nunca poderá aproximar-se sequer de Meca ou Mazar-e-Sarif...
 
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Pronto, já cá faltava o discurso da vítima ofendid
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:54 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Mas qual o problema de terem dito que estava ali um casal de muçulmanos? Se fosse com a minha família a um país muçulmano seria normal que alguém dissesse: "olhe um casal católico" ou "olhe um casal europeu" ou "olhe um casal português". E qual o mal disso?
Não se faça de vítima que a paciência para esses choramingos já começa a escassear; já foi chão que deu uvas.

Afinal, o Vaticano teria sido em tempos, o epicentro da Inquisição, da intolerância religiosa, e eu não estava nem um pouco preocupada com os católicos que me acompanhavam na visita

Quando vou à Alemanha também não me preocupo com o facto de já ter sido o centro das maiores atrocidades. E sabe porquê? Porque FOI. "Foi" é passado. Acontece que agora, actualmente, no presente, já não o é. É, pelo contrário, um dos maiores defensores da liberdade e da democracia.

Com tantas atrocidades que diariamente se cometem nos países fundamentalistas islâmicos, com tantas torturas, lapidações, com tantos enforcamentos, que actualmente se praticam em nome do Islão, vir com uma lamentação tão ridícula como essa é, no mínimo, hipocrisia.
 
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